Mostrando postagens com marcador Dicas da Oficina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dicas da Oficina. Mostrar todas as postagens

Como manter uma boa relação? Descubra como manter a relação de sua moto em bom estado.

domingo, 19 de setembro de 2010

Os motores modernos possuem cada vez mais potência, e essa potência se encontra apenas nas mais altas rotações. Por isso que para se atingir 180 cavalos em um motor de 1000 cc ele precisa girar a mais de 11.000 rpm. Sendo assim existe a necessidade de abaixarmos o número de rotações para que possamos aproveitar melhor toda esta potência e assim ter força tanto para sair tranquilamente de um farol no trânsito da cidade quanto para passar dos 320 km/h (em um local apropriado, logicamente).

Mesmo em marcha lenta um motor comum vira a mais de 1.000 rotações por minuto, ou seja, muita rotação e pouca força. Para mudar este quadro, coloca-se no eixo do virabrequim uma engrenagem de pequeno diâmetro ligada a uma maior (normalmente quatro ou cinco vezes maior, depende da moto) e essa então ligada ao câmbio.

Três componentes nos ajudam a controlar esse plantel: a redução, ou transmissão primária (que é o conjunto de engrenagens ligadas ao eixo do virabrequim), a embreagem (controla a ligação entre as engrenagens do virabrequim e as do câmbio), e a transmissão secundária que é a que nos interessa hoje.

Enquanto a transmissão primária se encontra bem embaixo do cilindro, necessitando muitas vezes da abertura do motor para manutenção, a transmissão secundária é bem visível aos olhos, o que ajuda muito em sua manutenção, mas também a expõe as intempéries do dia-a-dia como sujeira, água, areia, pó…

Hoje vamos ensinar você a fazer essa manutenção, ou apenas saber quando levar sua querida de duas rodas para trocar a relação em seu mecânico de confiança (não precisa ficar com ciúmes que o serviço é rápido e ele fará com bastante carinho).

A transmissão secundária é composta por 3 principais elementos: o pinhão (a engrenagem menor que fica ligada ao eixo motriz que sai da caixa de câmbio), a corôa (a engrenagem maior que fica ligada ao cubo da roda traseira) e a corrente (a responsável por transmitir a força entre o pinhão, a coroa e consequentemente a roda traseira).

Assim como em relacionamentos com outras pessoas a relação de sua moto pode durar muito ou muito pouco, depende muito do tipo de uso e do cuidado que você tem com a mesma.

Aqui vão algumas dicas para a conservação de sua relação:

1- Mantenha a corrente sempre bem esticada, mas não muito pois você pode estourá-la ou forçar muito seu cubo e quadro elástico.

Se a corrente ficar muito frouxa as imperfeições do solo e até mesmo a força de arrancada e redução vão fazer com que ela fique batendo entre a coroa e o pinhão, o que reduz muito sua vida útil, podendo até mesmo ocasionar um dos maiores pesadelos de todo motociclista, o travamento da roda em pleno movimento. A corrente por estar frouxa pode pular e escapar do pinhão ou da corôa e travar a roda, o que em uma curva ou até mesmo na reta significa tombo certo. Se você apertá-la demais o movimento de sobe e desce da balança vai forçar muito a corrente e você corre o risco de quebrá-la.

No manual do fabricante vem bem explicado aonde medir essa folga em relação a balança e como ajustá-la. Uma dica é observar se ela não está com barriga ou com folga na coroa (foto)

2- Sempre que puder limpe sua corrente, mas procure saber primeiro que tipo de corrente que é.

Esse é um erro muito comum tanto entre proprietários quando em “mexânicos” (mecânicos sem instrução). Aos olhos da maioria, principalmente quando suja, toda corrente parece igual, mas não é. Algumas correntes tem o que chamamos de o-ring, que nada mais é que um anel de borracha que ajuda a manter a lubrificação dos elos e não deixa entrar sujeira entre os mesmos. Algumas correntes tem o chamado v-ring, que é quase a mesma coisa com o mesmo princípio só que em V. Enquanto alguns fabricantes não falam nada alguns indicam a utilização de produtos específicos para a limpeza dessas correntes, caso contrário você pode ressecar esses anéis de borracha e com isso reduzir a vida útil da mesma, como é o caso de usar gasolina que resseca esses anéis.

3- Mantenha o conjunto sempre muito bem lubrificado

A lubrificação do sistema é muito importante pois reduz o atrito entre seus componentes. Tem gente que prefere usar óleo e outros que preferem usar graxa. O problema do óleo é que mesmo o mais grosso deles, com o movimento da moto ele vai respingar tudo na roda e no pneu, fazendo uma lambança daquelas e podendo até mesmo ocasionar uma queda, caso o dono da moto tenha encharcado demais a corrente. A graxa utilizada normalmente é a branca pois é mais resistente a água, porém ela também tem seus problemas: Ela é mais grossa e pegajosa que o óleo, não saindo na chuva e nem respingando, porém tudo o que é sujeira gruda nela fazendo uma maçaroca de óleo, areia, sujeira… necessitando de uma limpeza mais frequente. Hoje em dia em quase toda loja de moto são vendidos óleos especiais em spray que apesar de serem mais caros acabam com os problemas acima e dão muito melhor conta do recado com muito menos sujeira pois entram mais fácil nas emendas da corrente e após aguns minutos grudam como a graxa só que não retém sujeira.

Agora como saber se sua relação está no “osso” e não tem mais jeito de limpar e esticar? Simples:

1- quando o esticador de corrente estiver além dos 2/3 do total (aquela peçinha no eixo traseiro que ajusta a corrente). Pode ir comprando uma relação nova que a sua está nas últimas.

2- quando os dentes da coroa ou do pinhão estiverem ficando afiados. Normalmente as pontas são abauladas porém com o tempo como a corrente vai ficando mais frouxa ela vai se encaixando mais na ponta dos dentes e batendo, causando esse efeito de afiar as pontas.

3 – quando voce perceber que o conjunto está “remontando” (quando anda dá a impressão que os elos da corrente não casam direito nos dentes da coroa/pinhão, fazendo barulho em excesso, estalos e dando pequenos “socos” em mudanças de marcha.)

4 - quando voce perceber que a corrente está “pulando” em excesso. Ao passar por buracos ela baterá na balança ou nos limitadores e fará um “cloc” ou então em aceleradas fortes você sentira ela escapando ou dando um tranco.

Em qualquer uma dessas ocasiões onde for necessária a troca de pelo menos um dos componentes da relação, seja corrente, pinhão ou coroa, todos terão de ser substituídos. Não caia na conversa de trocar apenas o pinhão ou apenas a coroa. Ao fazer isso você estará comprometendo o conjunto inteiro e gastando prematuramente o componenete novo, além de colocar em risco a sua segurança e a dos outros.

Normalmente é fácil de identificar quando a relação está gasta pois você sente isso ao pilotar a moto. Porém para quem está ainda acostumando com a moto essa sensibilidade ainda não está apurada, então não custa nada dar uma olhadinha nos dentes da coroa, mas da moto! Nada de ficar de olho na dentadura de sua sogra.

Continue lendo...

O que é Torque? O que é potência? E cilindrada? Saiba as diferenças e importâncias de cada um dessas características em uma moto.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O dilema de muitos proprietários de motos principalmente os iniciantes e até mesmo alguns veteranos é entender na prática o que o torque, potência ou velocidade final influenciam em uma motocicleta? Lendo alguns artigos sobre o assunto me deparei com uma publicação muito interessante no blog do Carlos Amaral de São Bernardo dos Campos - SP. E quero compartilhar o artigo:

Em minhas "aventuras" como consultor de vendas e supervisor de treinamento de produtos sobre motos, vejo uma preocupação, com os clientes e com meus formandos em vendas, a respeito de qual a velocidade que tal moto atinge. Ou seja, o interesse principal é a velocidade final da moto.

Bem, é considerável tal atitude, pois a velocidade é algo que transmite "poder", status, adrenalina e destreza. É, de fato, um "vício". Eu gosto.
Mas, o que significa a força que a moto atinge? Ela é importante para a pilotagem? Qual é a diferença entre POTÊNCIA, TORQUE E CILINDRADA?

Como podemos aproveitar destas forças do motor de uma moto para termos uma pilotagem segura?

CILINDRADA: é a capacidade cúbica (cm³) de combustível e ar que cabe dentro de um recipiente no motor, chamado cilindro. Portanto, cilindro nada mais é do que um recipiente onde fica o combustível e o oxigênio para serem detonados e gerar força no motor.

POTÊNCIA: é medido por cavalos vapor (cv) ou Horse Power (HP). Refere-se à velocidade final que uma moto atinge. LEMBREM-SE: uma moto de grande potência não significa que ela (a moto) seja a melhor em desempenho. Exemplo disso é a Hayabusa com 197 cv, com 220 kg a seco e entre eixos de 1,480 mm, comparando com uma GSX 1000 R, com 185 cv (sem indução de ar), 172 kg a seco e entre eixos 1,415. Qual delas tem um desempenho melhor? Sem dúvida, aquela de menor peso, menor entre eixos (curvas mais rápidas e curtas). Ou seja, melhor relação peso/potência e outras coisinhas a mais.

TORQUE: é a força da qual a moto possui de saída e retomada de velocidade. Mede-se em kgf-m. Esta capacidade de retomada de velocidade (rapidez em retomada de aceleração) é a mais importante para o piloto defensivo, pois a moto terá um poder de saída mais rápido e um poder de ultrapassagens mais seguras. Principalmente para as motos de pequeno porte e cilindrada.
Muitos se confundem entre potência, torque e cilindrada. A moto com mais cilindrada, não significa ser a mais potente. Expl.: CB 600 F Hornet, com 600 cm³ e 102 cv, e Bandit 1250 cm³, com 98 cv. Claro, se quiser atingir maior velocidade final, escolha uma Hornet.
Se quiser uma maior retomada de velocidade ou uma saída de trator, "enrugando" asfalto, escolha a Bandit 1250.

Caramba! Porque eu escrevi este tópico? Sim, porque, antes de comprar uma moto, não pense só em cilindrada. Pense em como o torque ou a potência poderá lhe ajudar na pilotagem. Não pense somente em velocidade final (embora em certas situações seja muito importante), pense na força de retomada de acelerações, pois, mais importante do que ganhar uma corrida é ultrapassar com segurança, ou ter uma saída mais rápida e segura do que um carro em sua cola no semáforo.

P.S.: As motos acima mencionadas nem precisam se preocupar com retomadas de velocidade ou mesmo em velocidades finais. Estas máquinas são excelentes de torque e potência. Talvez escolham pelo desempenho, ou seja, estabilidade em curvas, frenagens, chassi, etc..

Mas, em motos de menor cilindrada, onde a velocidade é o de menos, pesquisem bem qual o torque que elas oferecem, porque são mais perigosas em nosso trânsito. A falta de torque nestas motos pode, até mesmo, cair parafusos, fundir motores, soltar escapamentos e, em subidas, deixar o garoupa descer da moto para empurrá-la.

Testem o vendedor da loja, perguntem sobre a ficha técnica da moto que lhe interessa. Pesquisem peso, torque, potência. Não se iludem em uma moto de maior potência e não ter torque para suportar piloto, garoupa e o peso da própria moto.



Continue lendo...

Saiba quais as medidas devem ser avaliadas antes de contratar um serviço de manutenção.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Quando a motocicleta estiver com algum problema, é importante conhecer uma oficina de confiança e saber o que fazer para não ser enganado. Também é recomendado realizar uma consulta junto ao Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), que é o órgão de certificação especializado no setor, que tem vinculo direto com o Inmetro.

É indispensável, antes de qualquer coisa, conhecer muito bem a sua motocicleta. Conhecer as peças e ler o manual faz com que o motociclista aprenda a localizar as peças e o nome certo de cada parte. No contato com o mecânico, o motociclista com esse conhecimento se sentirá seguro e será mais difícil de ser enganado.

Se o motociclista se sentir enganado, o Instituto deve ser procurado e a reclamação registrada. O IQA irá verificar o fato junto à oficina em busca de uma solução.

Continue lendo...

Porque acontece o estouro no escape e quais os prejuisos causados ao motor.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Muitos motociclistas (e motoqueiros) se divertem “estourando” seus escapamentos, dando o chamado “pipoco”. A prática é comum e acontece quando desligamos a chave da moto e ligamos novamente. Poucos sabem o porque disto e menos pessoas ainda sabem o quanto esta “diversão” pode ser prejudicial a moto.

Quando o motor está em funcionamento, o movimento do pistão faz com que seja “sugado” para a câmara de combustão a mistura fresca, esta mistura é detonada pela faísca da vela de ignição. Ao funcionar o motor e desligar a chave ou o stop ignition, acontece que a vela não envia mais faísca, mas o motor ainda está girando, este movimento do motor resulta em um acumulo de mistura fresca na camâra de combustão e também no escapamento.

É nesta hora que se liga novamente a chave ou o stop ignition, e a vela retorna a soltar faísca queimando o excesso de mistura fresca que está acumulada, com isso ocorre uma explosão grande.

Esta prática estraga o pistão, as válvulas de escape e o próprio escapamento que pode sofrer rupturas em suas paredes. Mas não para por ai, todo o sistema do motor sofre um abalo, podendo gerar um desgaste prematuro do mesmo. Por isto, pense duas vezes antes de se divertir com esta nada engraçada brincadeira.

Continue lendo...

Vistoria dos pneus. Por que é importante atentar a esse detalhe.

sábado, 7 de novembro de 2009

Os pneus usados em automóveis são diferentes dos compostos para motocicletas. Os utilizados em motos são mais macios e fabricados com uma camada mais fina de borracha. São mais sensíveis, e, consequentemente, se desgastam com mais facilidade. Neste caso a manutenção deve ser redobrada.

O período de resistência de um pneu é cerca de 15.000 km. As características da motocicleta, estilo de pilotagem, tipo do desenho, tipo da pista e condições atmosféricas, podem aumentar ou diminuir sua vida útil.

É importante ficar atento ao desgaste excessivo ou desalinhado na banda de rodagem. Não está conseguindo identificar ou está com dúvidas, peça para um profissional alinhar as rodas.

A calibragem dos pneus deve ser realizada pelo menos uma vez por semana, respeitando os valores indicados pelo manual do proprietário. Lembrando que a alteração de qualquer componente do pneu ou roda que não esteja de acordo com as indicações disponibilizadas pelo fabricante, ou mesmo a utilização de produtos com especificações diferentes (pneus e rodas com medidas distintas, por exemplo), pode causar uma grande dor de cabeça para o motociclista.

Procure sempre por bolhas ou pequenas deformações de estrutura nos pneus antes de sair de casa, e pneu careca deve ser trocado. Para saber até onde se pode pilotar com segurança, procure pela sigla Tread Wear Indicator (TWI), que significa “marca indicadora de desgaste dos sulcos”, que fica na lateral do pneu. O TWI serve como referência do limite de uso, é onde estão os filetes de borracha entre os sulcos. Pode-se levar como base a profundidade dos sulcos determinada pela legislação brasileira que não pode ser inferior a 1,0 mm em motocicletas.

Os sulcos são de vital importância quando está chovendo, por ter o papel de fazer o escoamento da água, evitando o efeito aquaplanagem. Não passe produto para deixar brilho na borracha, pois são feitos à base de ceras e óleo que podem escorrer para a banda de rodagem e ocasionar um acidente.

Continue lendo...

Entenda como funciona o tanque reserva nas motos.

domingo, 1 de novembro de 2009

Tenho percebido que muita gente não entende bem o funcionamento da reserva de gasolina das motos. A maioria das motos possui tanques de combustível com reserva, sendo raros os modelos que não possuem tal função. Aprenda abaixo um pouco sobre o tanque de gasolina da sua moto e sobre como a reserva de combustível funciona.

A reserva é uma pequena quantidade de combustível que fica “guardada” dentro do tanque de gasolina, e que serve para que você tenha um pouco de combustível para poder chegar ao posto de gasolina mais próximo para abastecer. É extremamente útil, pois de outra forma, quando a gasolina acaba, a moto simplesmente para e te deixa na rua.

De todas as motos CARBURADAS que eu conheço, a Honda Falcon é a única que NÃO possui este recurso. Eu acredito que devam existir outros modelos também, mas eu particularmente só conheço a Falcon. Todas as outras motos que andei e prestei um mínimo de atenção eram dotadas de reserva de combustível, mas afinal, como funciona?

Muita gente acredita que o tanque de gasolina da moto é dividido em dois: Um normal e um de reserva. Isso, de um certo modo, não deixa de ser verdade, porém, não é tão simples assim. Algumas pessoas chegam a acreditar que devem abastecer a moto duas vezes! Uma com a torneira na posição “Reserva” e outra com a torneira na posição “On”, pois acreditam que ao abastecer, apenas o tanque “ativo” é abastecido.

Pelo desenho, fica mais fácil entender. Na verdade, o tanque É UM SÓ. A gasolina da reserva e a normal na verdade são a mesma gasolina. O que acontece é o seguinte: A torneira de combustivel possui 3 posições: On, Off e Res. Na posição On, a gasolina é sugada a partir da ponta deste canudo, que fica em uma parte alta do tanque… Ou seja, se o tanque está cheio, a ponta do canudo está submersa na gasolina, e então a gasolina vai para o carburador. Quando o tanque esvazia até o ponto em que a ponta do canudo já não fica mais submersa, então o carburador passa a não receber mais gasolina. Porém, ainda há gasolina no tanque!

Neste momento, você percebe que a sua gasolina está para acabar (restam apenas os 2 ou 3 litros da reserva, dependendo do modelo da moto). Então, já que você está sabendo que a gasolina está acabando, basta virar a torneira para a posição RESERVA e a gasolina começará a ser retirada da parte mais baixa do tanque, da base do canudo, que ainda está submersa com gasolina.

Viu como é simples? Quando você encher o tanque de novo, tanto a reserva quanto o restante do tanque serão preenchidos com gasolina, e você poderá voltar a posição da torneira para ON. Se você esquecer a torneira na posição RES, a gasolina será sempre retirada da parte inferior do tanque, e quando ela estiver acabando, você não saberá, pois você já está consumindo a gasolina da reserva sem perceber. Portanto, sempre que for abastecer, lembre-se de voltar a torneira para a posição ON.

Motos com injeção eletrônica geralmente não tem a torneira de combustível. No lugar dela, existe uma bomba de combustível que possui uma boia dentro do tanque, e que avisa quando a nível de combustível chega a um valor pré-estabelecido. Assim, uma luz no painel se acenderá e um novo hodômetro será iniciado, para que você saiba quanto já consumiu da reserva e quanto ainda resta.

Por: Daniel Ribeiro

Continue lendo...

Entenda por que os motores vibram. Saiba a origem da vibração nas motos e como reduzir esse indesejável efeito.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Começa com um formigamento nas mãos, depois são as solas dos pés que passam a ficar insensíveis. De repente, parece que o mundo todo está tremendo. Este efeito indesejável é a conseqüência natural do funcionamento do motor. As vibrações variam de acordo com o tipo de ciclo do motor (dois ou quatro tempos), o número de cilindros (quanto mais cilindros, menor a vibração), a capacidade volumétrica (a cilindrada) e o investimento de cada fábrica no sentido de atenuá-las. Eliminar de vez é impossível.

Existem dois tipos de movimento atuando dentro de um motor: o alternado e o rotatório. A única exceção feita a estes dois tipos é a biela, um caso particular porque uma parte move alternadamente (seu pé) junto com o pistão, enquanto outra (a cabeça) move rotatoriamente junto com o virabrequim. A biela tem três partes, sendo chamada de cabeça a parte que se prende ao virabrequim; pé é a parte que se prende ao pistão e a haste, que é a ligação entre o pé e a cabeça. Muita gente costuma inverter o pé com a cabeça.

Como surgem

Os movimentos do motor criam forças, divididas basicamente em três: força inercial, provocada pelo movimento alternado, e força centrífuga, provocada pelo movimento rotatório. A terceira força é criada pela variação de pressão dentro da câmara de combustão.Todas estas forças se descarregam sobre o bloco do motor, quadro e mancais de apoio, sendo que a força centrífuga e a força motriz têm uma elasticidade que fazem o motor efetuar pequenos deslocamentos, que se repetem ciclicamente conforme o regime de rotação. Tais deslocamentos pequenos, rápidos e contínuos são definidos exatamente como vibração.

Para eliminar a vibração no virabrequim é tecnicamente simples: basta criar uma força igual e contrária para obter uma resultante nula. Para isso basta colocar contrapesos correspondentes a cada mancal do virabrequim, divididos em massas e que somadas têm a mesma massa dos componentes em rotação. Muitas motos usam esse recurso, caso das CB 400/450. Por isso é que os preparadores gastam seus neurônios tentando aliviar o peso das peças móveis. Isto diminui a força de inércia e aumenta o regime de rotações, elevando a potência.

Todo cilindro tem sua fase ativa, a cada duas voltas do virabrequim (motor quatro tempos) ou a cada volta (motor dois tempos). Durante a fase ativa, a combustão gera um impulso sobre o pistão, de forte intensidade e breve duração. Por causa da pequena inclinação da biela, este impulso se descarrega em parte sobre o virabrequim e parte na parede do cilindro, criando a tendência do motor girar sobre si mesmo, em torno do eixo do virabrequim.

Aí entram em cena peças importantes: os apoios do motor ao quadro (alguns com coxins de borracha), que impedem o motor de dar cambalhotas por todo lado. Mas não conseguem impedir totalmente que parte destes movimentos estranhos se transmita ao veículo. Existem formas de minimizar este fenômeno (além do uso de coxins de borracha, é claro): dividir a cilindrada em vários cilindros, reduzindo assim a intensidade dos impulsos. Ou colocá-los de forma opostas, como no motor boxer da BMW. O movimento de um pistão ajuda a equilibrar o outro, em um vai-vem eficiente.

Combate à vibração

Uma vez que não é possível acabar com a vibração, é preciso reduzir seus efeitos. A solução mais simples seria aumentar o número de cilindros. Em segundo lugar, acrescentar um ou até dois eixos balanceiros. No primeiro caso, a força inercial de um cilindro é anulada pelo outro correspondente. Diminuindo-se a cilindrada de cada cilindro, diminui-se também os pesos em movimento alternado, o que reduz as vibrações. Por isso, um motor Four (de quatro cilindros) vibra menos que um de apenas um cilindro.

No caso dos eixos balanceiros, coloca-se dentro do motor um “falso virabrequim”, um eixo rotativo que gira no sentido contrário ao virabrequim “verdadeiro”. Desta forma o balanceiro vai criar forças opostas às criadas pelo virabrequim. Com isso são balanceadas as vibrações primárias (de alta freqüência), as mais prejudiciais. Mas, não são eliminadas as vibrações secundárias (de baixa freqüência). Para se obter um equilíbrio maior seriam necessários dois eixos balanceadores ligados entre si, uma solução utilizada no velho motor da Honda 400/450.

Em alguns motores modernos os comandos de válvula também têm eixos balanceiros para eliminar ainda mais as vibrações. A solução mais confortável para o motociclista é isolar a transmissão das vibrações do motor para o quadro, utilizando mancais elásticos. Estes mancais elásticos são peças de metal e borracha que ficam entre o bloco do motor e os pontos de fixação no quadro.

Uma boa manutenção periódica do motor também contribui para reduzir as vibrações. Quando o motor começa a apresentar perda de potência, de compressão ou for vítima de um travamento, o melhor remédio é fazer uma retífica, trocando anéis, pistão e juntas para deixar o motor “justo”. As folgas nas bielas são as maiores contribuintes para aumentar a vibração de um motor.

Constantemente as fábricas investem em pesquisa e desenvolvimento em tudo que produz vibração (combustão, balanceamento de componentes, mancais, etc), sem levar em conta o que é viável ou não industrialmente. Depois é que se analisa a relação custo-beneficio para aplicar o desenvolvimento às motos de produção.

Como ajudar

Ao contrário do que se pensa, a vibração é mais sentida quando o motor está “caindo” de rotação e não subindo. Para medir se uma moto apresenta um nível alto de vibração, coloque-a no cavalete central (ou lateral) e ligue o motor. Acelere até a rotação de potência máxima e solte o acelerador. Quando a rotação estiver perto do torque máximo, será o momento de maior vibração. Repare como a imagem refletida nos espelhos fica tão embaralhada que mal dá pra ver alguma coisa. Se a moto não tem conta-giros, sem problema, basta acelerar e soltar para “sentir” a vibração.

Alguns cuidados podem reduzir os efeitos e desconfortos provocados pela vibração. Uma simples tira de borracha (de câmara de pneu) entre a placa e o suporte já serve para reduzir a transferência da vibração, que normalmente faz a placa quebrar ao meio. Outra solução simples é adotar as proteções de borracha nas pedaleiras das motos fora-de-estrada ou até mesmo uma manopla de espuma mais macia. Parece óbvio, mas as manoplas gastas aumentam barbaramente a sensação de vibração. Já existem até manoplas de espuma bem macias. Neste caso, o uso de um bom e novo par de luvas também colabora bastante.

Quando for lavar a moto em casa, aproveite para verificar aquelas borrachas que ficam entre o tanque de gasolina e o quadro. Algumas delas ressecam, endurecem e não conseguem absorver as vibrações. Trocá-las é fácil e custa pouco. Ultimamente até as motos mais simples – como Sundown Web 100, Honda Biz 125 ou Suzuki Burgman 125 – contam com ponteiras de metal na extremidade do guidão. Estas ponteiras também têm a finalidade de eliminar parte da vibração sentida nas mãos. Por isso não se deve retirá-las, nem trocar por peças de plástico, mais leves. Nas motos fora-de-estrada elas devem ser mantidas mesmo se for usado o protetor de mão.

Continue lendo...

Carenagem em Honda Twister e Yamaha Fazer, vale a pena? Descubra agora.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estilo é o que não falta.

Carenagem só altera o visual da moto? A velocidade máxima aumenta ou é lenda? Acompanhe agora uma avaliação detalhada de dois produtos que mostra o que é preciso para que o novo estilo não se transforme em dor de cabeça.

Se você não é de muita conversa é melhor esquecer este papo de carenagem. Parar num semáforo já bastava para que aparecessem dois ou três motociclistas perguntando e elogiando nossa Yamaha Fazer 250 carenada. Mas a decisão não é tão simples, nem se resume a incrementar a aparência da moto. Instalar uma carenagem significa abrir mão da garantia do fabricante e, sobretudo, tomar cuidado com a escolha e a instalação.

Para avaliar os prós e contras da instalação de uma carenagem pesquisamos as opções disponíveis para as 250 Honda Twister e Yamaha Fazer, as mais procuradas para este tipo de transformação. E encomendamos uma carenagem para cada, em fabricantes diferentes e com características de projeto também distintas. Para a Twister, um kit da paraibana Xtreme Tuning Bikes inspirado na Triumph Daytona 675. Vendido pela Internet por R$ 1,4 mil requer o reposicionamento do painel, que passa a ser fixado na parte interna da bolha. E para a Fazer, o kit da gaúcha RS Motos por R$ 1,7 mil, que mantém o painel sobre a mesa e é inspirado na esportiva R1. Ambos são produzidos em fibra de vidro e incluem os suportes, parafusos, faróis duplos, retrovisores, guidão esportivo e pintura na cor solicitada.

Feitas as encomendas, as duas carenagens chegaram em pouco mais de uma semana e foram levadas junto com as motos (uma Twister e uma Fazer vermelhas) para a montagem na oficina Tuareg, em São Paulo. Nossa primeira surpresa veio com o a ligação dele dias depois, e não era para informar que a montagem tinha terminado: "A carenagem da Twister não tem condições de montagem. O suporte para fixação está torto e a qualidade de todas as peças de metal é péssima, estão enferrujadas e mal soldadas", desabafou De la Cruz. "Chega a ser perigosa. O acabamento também é visivelmente descuidado, a grade de uma entrada de ar já está caindo e os refletores dos faróis são um pedaço de fibra pintado de prata". A solução foi desistir da carenagem na Twister, que mesmo se ignorássemos a qualidade ficaria desalinhada, e seguir com a montagem da Fazer.

Problemas logo na montagem.
Tudo pronto para começar o teste com a Yamaha, fui alertado que seria preciso ter cuidado com o guidão, porque encostava na carenagem. Fora o problema do esterçamento do guidão e de uma saliência na carenagem que fica bem na posição dos joelhos, podendo incomodar os pilotos mais altos (problema comum em algumas esportivas), em termos de ergonomia esta carenagem se saiu bem e praticamente não altera a ciclística da moto.

A posição dos retrovisores, agora fixados na parte frontal e não mais no guidão, chega a ser mais segura. Porém, os espelhos com formato afilado não são convexos e com a trepidação durante o uso fica ainda mais difícil enxergar. Com duas semanas de uso urbano fiquei convencido de que a carenagem influi basicamente na estética. Chama atenção, é verdade, mas pouco altera a agilidade nas manobras e não dificultou a refrigeração do motor. Dias depois apareceram ruídos que mais tarde se transformariam em problemas.

Aproveitei e decidi experimentá-la na estrada, numa viagem de 360 km até o Litoral Sul paulista. No uso rodoviário a carenagem se revelou muito bem-vinda: eficiente ao desviar o vento em velocidades elevadas, proporcionou uma viagem mais confortável. Mesmo com 1,84 m de altura não era preciso me abaixar para minimizar o arrasto e acima dos 100 km/h senti o ar passando somente pela parte de cima do capacete. Velocidades que antes só podiam ser atingidas com o piloto sozinho e completamente debruçado sobre a motocicleta foram alcançadas na posição normal de pilotagem. Não foi preciso abaixar para atingir 132 km/h reais (pouco mais de 140 km/h no painel) e bastou um ligeiro aclive para o motor da Fazer cortar a ignição a 137 km/h (150 km/h no painel), o que sem a carenagem a moto atinge apenas se o piloto estiver abaixado.

Porcas soltas
Parafusos se desprenderam
Arranhões na pintura
De volta a São Paulo fui surpreendido por um barulho forte após passar por um buraco. As porcas de fixação da carenagem haviam caído e toda a peça estava apoiada nos parafusos que não haviam saído do lugar. Provavelmente as porcas se soltaram devido à trepidação durante a viagem. A solução foi colocar porcas com flange (aquelas autotravantes, com uma arruela de náilon), e a carenagem não se soltou mais até o dia da desmontagem, que deixou a Fazer novamente original - e com alguns riscos na pintura, devido ao incidente das porcas se soltarem. Procuramos a fabricante, que respondeu que todas as carenagens produzidas desde o fim de 2008 vêm com porcas autotravantes e adotou uma "tira" de borracha que agora contorna as peças na junção com as originais da moto, o que evita riscos.


Abaixo resumimos numa espécie de guia de compra quais cuidados é preciso ter na escolha de uma carenagem. E prepare-se para muita conversa, porque carenagem dá o que falar:

Guia de compra

A dica essencial é nunca comprar apenas por imagens na Internet. Procure um revendedor que tenha o produto em exposição e cheque a qualidade de acabamento da fibra de vidro (pelo interior da carenagem) e rigidez. Atenção também à qualidade de vedação e fixação dos faróis (por trás da carenagem) e ao acabamento dos refletores. É indispensável que a altura do facho do farol possa ser regulada. A qualidade das peças de metal é fundamental para a segurança do conjunto, por isso certifique-se que estão alinhadas, as soldas bem feitas, o metal tem bom acabamento e não apresenta oxidação. E para avaliar se o conforto ou o esterçamento do guidão são prejudicados procure uma moto com a carenagem já instalada.


Deixe sua opinião sobre o assunto clique aqui!

Fonte: Duas Rodas
Texto: Francis Vieira
Fotos: Mario Villaescusa

Continue lendo...

Cuidado na hora de trocar as lampadas do farol de sua moto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Os veículos de duas rodas não têm uma iluminação tão eficiente quanto à dos automóveis. Como alternativa para melhorar o poder de iluminação do farol de uma motocicleta e se destacarem no meio do trânsito, as lâmpadas de xenon foram a opção de milhares de motociclistas.

Mas em função da resolução 294 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que regulamenta do uso de faróis de xenon, o equipamento não poderá mais ser instalado em motocicletas.

A resolução determina que a partir de primeiro de janeiro de 2009 os veículos equipados com faróis de xenon devem ter um dispositivo de regulagem de altura do facho em função de desníveis na pista ou sobrecarga no veículo. Além disso, os devem estar equipados com dispositivo de limpeza do farol. Não é o caso das motos.

É comum encontrar motoristas e motociclistas que substituem a lâmpada de seu veículo de 35W ou 55W por uma de 100W, com o intuito de criar mais luz. Contudo, o coordenador de desenvolvimento da Nino Faróis, Lázaro Moraes, diz que, na verdade, os condutores têm uma falsa impressão de mais luminosidade. Ele explica que a intensidade da radiação da luz gerada pela lâmpada não é medida por Watt e sim em Lúmen, que quantifica o alcance da luminosidade emitida.

Moraes diz que por conta disso, quando o condutor troca a lâmpada ele não duplica a luz e sim quadruplica o ofuscamento, já que a luz se espalha pela via e prejudica a visibilidade dele e dos demais motoristas e motociclistas. “Além disso, o uso incorreto da lâmpada pode ocasionar o fosqueamento do refletor, além de danos mais severos como o superaquecimento do conjunto óptico, que provoca o derretimento do mesmo ou ainda um curto circuito na parte elétrica do veículo”, alerta.

Por isso, ele recomenda sempre utilizar peças indicadas pelos fabricantes dos veículos para manter a qualidade da iluminação sem causar maiores danos. “Substituir 55W por 100W, por exemplo, nem sempre é mais em conta, pois os riscos de danos ao equipamento geram um prejuízo ainda maior”, completa.

Além disso, Moraes indica a manter os faróis sempre regulados. “Tão importante quanto ver é ser visto, e o farol desregulado, além de não cumprir o papel, atrapalha a visão do piloto no sentido oposto ou mesmo no espelho retrovisor de quem estiver à frente”, finaliza.

Continue lendo...

Qual a hora certa de trocar o pneu de sua moto? Muita gente tem essa dúvida e você sabe a resposta?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Pneus em bom estado são sinônimos de segurança: estabilidade nas retas, equilíbrio nas curvas e frenagens mais eficientes.
Muito se fala sobre a pressão correta dos pneus, a escolha da medida certa para sua moto, o tipo de pneu adequado para um determinado piso, entre outras recomendações. Mas uma pergunta é freqüente mesmo entre os motociclistas mais experientes: qual a hora de substituir o pneu da minha moto?
Como as motos têm apenas dois pneus, estes são itens fundamentais para garantir a segurança do motociclista. Um pneu “careca” representa perigo na hora de acelerar, frear e contornar curvas.

Em piso molhado então, nem se fala. Entre as diversas funções dos sulcos está a drenagem da água. Se os sulcos estiverem pouco profundos não drenam a água corretamente e uma frenagem pode causar uma queda em dia de chuva.
Para saber a hora certa de trocar o pneu da sua moto existe a boa e velha inspeção visual. Ou seja, você olha e percebe que o pneu está ficando “careca”. Porém muitas vezes o desgaste não ocorre por igual em toda a banda de rodagem e fica difícil identificar se o pneu pode ou não rodar mais alguns quilômetros.

Pela legislação brasileira, a profundidade mínima dos sulcos de um pneu de motocicleta é de 1,0 mm – abaixo disso o motociclista fica sujeito a multa. Se o sulco atingir essa profundidade em qualquer ponto da banda de rodagem, o pneu deve ser substituído.

Pensando em facilitar a vida do motociclista, as fábricas de pneus dotam seus produtos de uma maneira simples e eficaz de se averiguar se está na hora de substituí-los. Trata-se do TWI (Tread Wear Indicator) um dos limites para o uso dos pneus de moto. A sigla vem do inglês Tread Wear Indicator, que significa indicador de desgaste da banda de rodagem. Todo pneu conta com o TWI, um filete de borracha disposto transversalmente aos sulcos em alguns pontos da banda de rodagem. Quando esse filete ficar aparente, no mesmo nível da banda de rodagem está na hora de trocar o pneu.

Onde fica?

Esses indicadores de desgaste podem ser facilmente localizados nos flancos (lateral) dos pneus, onde geralmente há a inscrição T.W.I. ou ainda alguma indicação como uma seta ou o logotipo do fabricante. Nessa direção, o motociclista vai encontrar o filete de borracha indicando a altura mínima de uso do pneu.


Mas é bom lembrar ao motociclista que a troca do pneu só estará vinculada ao TWI se o pneu estiver em boas condições. Bolhas, cortes ou desgastes irregulares também podem condenar o pneu. Se houver algum desses defeitos, mesmo que a banda de rodagem não tenha atingido a profundidade mínima, o pneu deve ser substituído por outro novo, nas mesmas medidas indicada pelo fabricante da motocicleta.


Para garantir uma maior vida útil aos pneus da sua moto, verifique a calibragem semanalmente. A pressão correta a ser usada sempre está no Manual do Proprietário ou em alguma etiqueta de advertência colada à motocicleta. Outra dica importante é que, em caso, de levar garupa ou bagagem pesada demais, o motociclista deve calibrar o pneu para aquela situação de uso.

Continue lendo...

Manuteção do conjunto de transmissão secundário. Você sabe como proceder corretamente?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Quando se fala em manutenção da corrente, instintivamente a maioria dos motociclistas pensam em “lubrificar a corrente” ou “passar graxa na corrente”. Primeiramente é importante observar qual é uso de nossa motocicleta, ou seja, em via de regra os motociclistas em geral utilizam suas motocicletas para trabalho ou lazer, e não em competições. Devemos também ter sempre em mente que o objetivo final é o de prolongar a vida útil do conjunto de transmissão secundário. Na realidade o assunto é muito mais complexo e exige que sejam observados todos os itens abaixo.

Qualidade e Modelo do Conjunto de Transmissão Secundário:

Antes de qualquer instrução sobre a manutenção da corrente, é preciso observar a qualidade do Conjunto de Transmissão, ou “Relação” como os motoqueiros chamam. Esse é o primeiro vértice da história, pois ou compramos um conjunto de boa qualidade, onde iremos pagar mais, conseqüentemente a duração também será maior, ou compramos um conjunto mais “barato” que conseqüentemente ira durar menos, ou seja, o famoso custo / benefício . Outro fator importante a ser observado é a troca do conjunto “original” por outro de relação diferente, pois muitos querem que a moto “ande” mais, mas não querem que a corrente se desgaste rapidamente, isso é uma utopia. Portanto, qualidade e originalidade do sistema vão garantir com certeza que consigamos rodar muitos mais quilômetros.

Forma de Condução:

Sem duvida alguma esse é um dos itens mais importantes na conservação do conjunto de transmissão, como falamos antes levamos em conta que usamos a moto para trabalho ou lazer, e pilotamos de maneira correta e segura. Se por exemplo, sempre fazermos nossas arrancadas de maneira esportiva, é obvio que de nada adiantara todas as demais orientações. Sem falar também que todos os demais componentes como embreagem, freios, pneus, etc. terão sua vida útil reduzida.

Regulagem da tensão da corrente:

A regulagem da tensão da corrente, conhecido entre os motociclistas como “esticar a corrente”, é o primeiro fator a ser abordado para a conservação de todo o conjunto de transmissão secundaria (Pinhão, Corrente e Coroa). Deve-se sempre utilizar a folga própria de cada moto especificada pelo fabricante da motocicleta. Como todos sabem cada tipo de moto tem sua folga característica, como exemplo pode-se citar as motos “ off -road ” que tem a folga maior que as motos “esportivas”. Manter a corrente com sua folga devidamente controlada, alem de ser importante na conservação do conjunto de transmissão, é responsável também pela melhor eficiência na transferência da força motriz para a roda. A inspeção da tensão da folga da corrente deve ser feita com a maior freqüência possível, fabricantes e mecânicos falam em algo em torno de cada 250 a 350 km dependendo do tipo da motocicleta.

Alinhamento da Corrente:

Outro item muito importante é o alinhamento da corrente entre o pinhão e a coroa. O desalinhamento ocorre quando ao trocar o pneu traseiro ou regular a folga da corrente deixam-se medidas diferentes nos esticadores laterais de corrente. Quando a Coroa e o Pinhão não se encontram alinhados, ira ocorrer uma torção na corrente que conseqüentemente iniciara um processo de desgaste excessivo na corrente coroa e pinhão.

Exame individual de cada componente:

Há alguns anos atrás, não existia o habito de se trocar de uma vez todo o conjunto de transmissão, ou kit de relação. Era comum o mecânico examinar individualmente: pinhão, corrente e coroa e fazer a troca apenas de um deles, hoje se fala em trocar tudo de uma vez caso contrário a peça velha estraga a nova. Na realidade esse é um ponto de vista discutível. Imagine que você faz a troca de uma só vez de todos componentes, mas os componentes não têm a mesma qualidade entre si, então, por exemplo, o pinhão se desgasta mais que a corrente e a coroa. Nesse caso podemos trocar o pinhão (que é o mais barato) e conseguir uma quilometragem um pouco maior dos outros dois componentes. Portanto passe a criar o habito de examinar, e também pedir para seu mecânico examine, individualmente cada componente do conjunto de transmissão.

Limpeza da Corrente:

Este item é muito polemico, alguns motociclistas e mecânicos acreditam que a corrente não deve ser lavada. Na realidade a corrente deve ser lavada, e deve-se retirar todo o excesso de lubrificação anterior. Esse item é primordial, alguns mecânicos e engenheiros ressaltam que antes de lubrificar a corrente, toda “lubrificação suja” deve ser retirada. Os produtos utilizados para lubrificar a corrente favorecem o acumulo de areia, pó e sedimentos que irão funcionar como “abrasivos” que provocam o desgaste por “ usinagem ” do conjunto. Portanto somente a lavagem pode contornar esse problema. A polemica é gerada principalmente por conta dos produtos utilizados para a lavagem da corrente. Não devemos nunca utilizar desengraxantes pesados tipo “ Solupam ” eles prejudicam diretamente o metal da corrente. Nem usar gasolina pura que resseca os anéis de borracha das correntes mais modernas. Quem é partidário do pensamento contrario a lavagem, acreditam que produtos como o “querosene” ou “óleo diesel” também ressecam esse anéis de borracha, e “em tese” retiram toda a lubrificação deixando a corrente “ressecada”, esse problema pode ser contornado acrescentando- se sabão liquido ao “querosene” ou “óleo diesel”. Deve-se evitar lavar em água com alta pressão, pois a sujeira tende a penetrar entre o pino e o rolete da corrente provocando aumento do desgaste da mesma quando em uso. A freqüência de lavagem da corrente esta relacionada ao tipo de lubrificação e ao local de uso da motocicleta. Quanto mais “ grudento ” for o produto utilizado para a lubrificação e quanto mais “terra” a moto rodar maior deve ser freqüência de lavagem.

Lubrificação da Corrente:

Este é o item mais polemico do estudo, os motociclistas sempre querem saber especificamente qual marca de produto deve ser utilizada. Infelizmente uma resposta direta dessa forma não existe, acredito que nenhum mecânico, engenheiro, ou especialista, tenha um estudo técnico completo e detalhado do resultado da utilização de cada produto existe no mercado, que leve em conta a durabilidade do sistema de transmissão secundário para cada um desses produtos. Dessa forma optei por fazer citações do que acredito que se deve, e o que não se deve usar.

1) Partindo-se do principio que usamos nossas motos para trabalho ou lazer, podemos concluir que os produtos utilizados para competições, normalmente esses produtos só funcionam em altas temperaturas com exigência máxima dos materiais, portanto não serão os mais indicados para as motos “normais”, pois eles buscam privilegiar o desempenho e não a conservação do sistema de transmissão secundário.

2) Não se deve também utilizar o óleo “sujo” retirado do motor da motocicleta, primeiro porque o mesmo é “muito fino” (Sae 20) e segundo porque por ele estar usado, já perdeu toda sua viscosidade, não mantendo mais suas características lubrificantes, e também porque a mesmo encontra-se contaminado com resíduos sólidos.

3) Não se deve usar óleo em spray para lubrificação geral, que são vendidos em lojas de ferragens, esses óleos normalmente são “finos” e não são indicados para lubrificação de correntes.

4) Não se deve usar também a famosa graxa com grafite, pois a grafite alem de agir como abrasivo, ela ira se acumular entre a corrente e coroa ou pinhão e com o atrito ira formar “calos” na coroa e no pinhão, causando um desgaste irregular, desses componentes.

5) Não se deve também utilizar produtos que secam rapidamente e não mantenham suas características lubrificantes, pois com o passar do tempo eles se parecem mais com uma “cola” e o pó e a sujeira “grudam” fácil neles, por experiência, percebi que com o passar do tempo os mesmos ainda deixam os elos “travados” e os conjuntos da corrente com pouca flexibilidade.

6) Nenhum engenheiro mecânico aconselha também o uso de graxas em geral em correntes, seja qual for à qualidade da graxa, porque segundo esses especialistas elas são “grossas” e não penetram no interior dos elos da corrente. Tem se observado na pratica que os “ moto-boys ” por rodarem muito, e não conseguirem lubrificar com freqüência a corrente, acabam optando por lubrificar com graxa e assim conseguem um resultado melhor do que deixar o conjunto sem nenhuma lubrificação.

7) Na realidade o produto ideal é o óleo, nesse item é importante observar que os fabricantes de motocicletas em geral indicam o uso de óleo grosso (Sae 90) para a lubrificação de corrente de motocicletas.

8) Algumas “graxas brancas” encontradas no mercado, segundo informam os fabricantes, são na realidade óleo hidrogenado, e após sua aplicação com o calor gerado pelo atrito do sistema de transmissão o óleo ira “derreter” e então cumprir adequadamente sua função de lubrificar.

Dicas importantes:

1) O que usar: Sempre que um motociclista recebe a confirmação que o produto adequado é o óleo, o mesmo imediatamente reclama que o óleo não para na corrente e por conseqüência tem que se lubrificar muitas vezes a corrente, não se tornando, portanto, muito pratico o uso de óleo na lubrificação da corrente. Minha sugestão, baseada na minha experiência pessoal que já faço a muitos anos, que não tem nenhuma confirmação técnica, mas já vi também muitos bons mecânicos aconselharem essa técnica, é acrescentar um pouco de graxa no óleo grosso ( sae 90) deixando-o mais consistente.

2) Quando Lubrificar: Essa é uma das maiores duvidas encontrada pelos motociclistas em geral, em minhas pesquisas em sites, fóruns, etc. tenho visto muitos números, a maioria fala em algo em torno de 250 a 500 km , sendo que os fabricantes em geral recomendam a cada 400 km . Mas acredito que a quilometragem não deve ser o principal fator a se considerar, deve-se observar outros fatores como: Tipo de uso: só estrada, só cidade, etc. Clima dos últimos dias: Muito calor, muito frio, chuva, etc. O tipo de local utilizado: Asfalto, Terra, etc. E principalmente qual o produto que foi utilizado. Em viagens longas é sempre muito bom reforçar a lubrificação, mas lembrando que se a pista for de terra, e se não for possível lavar a corrente antes de lubrificar, é preferível então não lubrificá-la.

3) Aprendendo a “Ler” a corrente: O mais importante é aprender verificar a necessidade de lubrificação com um exame da corrente, que deve ser visual e pelo tato. Primeiramente no exame visual deve verificar se a corrente apresenta uma coloração de aspecto “úmido” e brilhante, não devendo estar sem brilho ou opaca. No exame de tato inicialmente deve-se sentir e confirmar se a corrente esta mesmo úmida, não devendo estar ressecada. A seguir deve-se colocar a mão no centro da área livre da corrente e verificar se a corrente movimenta-se livremente para cima e para baixo, não devendo estar “travada” ou com a movimentação pesada, ou seja, os conjuntos de elos e laterais devem movimentar-se normalmente, a seguir deve-se verificar se os elos estão girando facilmente nos seus eixos.

4) Como Lubrificar: Antes de qualquer coisa é muito importante ressaltar que a lubrificação da corrente deve ser feita de maneira planejada, acima de tudo deve-se prever um tempo de pelo menos quinze minutos para realizar essa tarefa, deve-se estar preparado com roupas adequadas, nunca se deve fazer sem planejamento e “correndo” pois esses serão os únicos fatores que irão conferir a lubrificação correta e adequada da corrente. Novamente cito minha experiência adquirida na lavagem, lembrando que corrente não deve estar muito suja, ou seja, com muito acumulo de lubrificação antiga, devendo estar razoavelmente limpa, caso contrario, a nova lubrificação não conseguira atingir a partes internas dos elos da corrente. O ideal é manter a mistura de Óleo e Graxa em uma lata com tampa, que quando aberta mantenha as bordas livres. Então se deve sentar ou deitar no chão, não tem jeito de fazer de outra forma, principalmente nas motos sem cavalete e com corrente escondida atrás do escape, lembrando que você vai aplicar na parte da corrente que fica abaixo do braço da balança traseira, a seguir com a ponta de uma escova de dente retire uma pequena quantidade da mistura, e espalhe levemente do lado superior corrente, da entrada do pinhão até as proximidades da coroa, após espalhar a mistura, comece a passar a escova com mais pressão, para todos os lados, acima e abaixo da corrente para que a mistura se espalhe da maneira homogenia em toda a área que se esta lubrificando. Para as motos que tem cavalete central basta girar pouco a pouco a roda traseira para que uma nova parte da corrente ainda não lubrificada apareça, e você repete todo o processo, normalmente repetem-se quatro ou cinco vezes até completar toda a corrente. Nas motos sem cavalete central (esportivas) a cada parte aplicada, deve-se levantar do chão, inclinar a moto sobre o corpo, girar a roda traseira e colocar no local adequado uma nova área da corrente a ser lubrificada. Nas motos custons , com corrente, ou motos muito pesadas, não tem jeito, deve-se a cada etapa andar com a moto para frente até que uma nova parte a ser lubrificada apareça.

5) Pouco, mas sempre: Os motociclistas fanáticos pela conservação da corrente acreditam que colocando um volume grande de óleo ou graxa na corrente ela já estará protegida. Muitos pegam a bisnaga de graxa e aplicam uma grande quantidade sobre a corrente de qualquer maneira sem espalhar e sem fazê-la penetrar nas partes internas da corrente. Esse procedimento , alem de não servir para conservar a corrente, ira fazer com que o excesso de lubrificação vá para a banda de rodagem do pneu, fazendo o motociclista correr o risco de levar um belo de um chão. Alem do mais vai sujar toda a roda, motor e quadro. Se quisermos realmente conservar a corrente temos que lubrificá-la com pouco lubrificante, de maneira adequada, com bastante freqüência.

Continue lendo...

Saiba como preparar a suspensão da sua moto – Você sabe o que é pré-carga? E SAG? Descubra a importância de uma suspensão bem calibrada.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Muitos pilotos quando adquirem uma moto nova ou usada, nacional ou importada, para lazer ou participar de competições no motocross ou enduro, não tem idéia de como deve ser o ajuste das suspensões desta motocicleta.

Nem sempre este usuário é questionado pelo vendedor sobre seu peso, estatura e qual modalidade irá praticar. No meu ponto de vista esta pergunta deveria ser obrigatória, para que fosse feita uma regulagem nas suspensões de acordo com a utilização a que a motocicleta será submetida.

O que mais impressiona é saber que 40% dos pilotos não imagina que as suspensões necessitam dessas informações básicas para trabalhar corretamente e atingir uma ótima performance. Já presenciei casos como de um cliente que comprou uma Honda Tornado um modelo trail, portanto para uso misto, colocou os acessórios de pista e foi praticar motocross dizendo que a motocicleta estava se comportando 100% nos saltos e buracos.

Ou mesmo outro que há dois anos e meio andava com uma moto importada de 450cc nas trilhas e provas de enduro. Neste caso o problema é que ele tinha 110kg (portanto mais de 20kg a mais do que o peso para o qual o projeto de fábrica é indicado), mas para ele a moto era perfeita. Na verdade o ajuste desta suspensão poderia melhor muito o aproveitamento deste usuário, mas o vendedor jamais perguntou qual seria a utilização da moto (trilha ou motocross) e o peso do piloto, e sem orientação ela não passou por nenhum ajuste.

Outro caso mais delicado foi de um piloto que afrouxou toda a porca (pré-carga) que sustenta a mola traseira do amortecedor, para poder alcançar os pés no chão... neste caso a melhor opção sempre será alterar a altura da espuma do banco, mas jamais ter este procedimento que foi adotado, pois ele impede uma regulagem correta da suspensão.

Exemplos como este mostram o quanto os praticantes do off-road são carentes em informações e técnicas para o ajuste das suspensões. Nesta matéria
passamos as técnicas que devem ser adotadas na regulagem das molas da suspensão, o famoso SAG (Suspension Adjustments Gap), primeiro ajuste para um perfeito funcionamento das suspensões.

Conhecendo o procedimento procure um mecânico ou preparador de confiança e peça para ele fazer a regulagem do SAG na sua motocicleta. Independente da modalidade que será praticada ajustar o equipamento é fundamental para sua segurança e trará maior eficiência para o seu equipamento.

Lembre-se que este é só o primeiro passo para você colocar uma motocicleta nas pistas ou trilhas com uma performance adequada ao seu perfil. Se for constatado que o SAG está incorreto você terá uma suspensão trabalhando errada, portanto não deixe de fazer o ajuste.

A regulagem das suspensões é extremamente complexa e, depois desse passo inical, você ainda terá 8 passos a percorer em uma suspensão até entrar nas preparações especializadas envolvendo válvulas, fluídos, genéticas, hidraúlicos etc. O resultado final de seu trabalho no ajuste de uma suspensão é diretamente proporcional a sua capacidade de entender seu funcionamento.

Classificamos o ajuste do SAG em três fatores:

Pré-carga: A carga aplicada na mola com o amortecedor antes de instalado na moto, ou seja sem nenhum peso em cima dele.

SAG: O deslocamento verificado quando é colocado o peso do piloto (equipado) sobre a motocicleta.

SAG Livre: O deslocamento que uma suspensão apresenta quando é submetida ao próprio peso da motocicleta, sem o piloto.

Para regulagem do SAG (ajuste das molas das suspensões) devemos seguir os seguintes passos:

1 - Começamos pela suspensão traseira, que permite um ajuste simples e fácil da pressão da mola através da rosca localizada no alto do amortecedor. Com a moto em cima do cavalete, defina 2 pontos fixos para fazer a medição de uma linha imaginária, o mais vertical possível (por exemplo o eixo da roda e paralama ou o bico da ponteira de escapamento). É importante marcar (com uma caneta ou fita adesiva) o ponto exato onde será realizada a medição (foto 4).

2 - Ainda com a moto em cima do cavalete, meça a distância entre os 2 pontos fixos e anote (Distância 1).

3 - Retire a moto do cavalete. Em seguida o piloto deve subir na motocicleta com o equipamento de proteção completo (para atingir o mesmo peso do momento da pilotagem) ficando em pé sobre as pedaleiras. Faça o movimento de compressão, exercendo peso sobre a suspensão deixando ela retornar em seguida, repetindo por 3 vezes o procedimento. Meça novamente a distância entre os dois pontos fixos e anote (Distância 2). Importante: não se deve sentar nem apoiar no guidão durante a medição, o peso do piloto deve estar distribuido sobre as pedaleiras.

4 - Pegue o número encontrado na medição inicial (Distância 1) subtraia a Distância 2 e encontre o SAG exato (veja abaixo os números de SAG recomendados pelo preparador Valmir Polaco de acordo com a motocicleta e modalidade).

Para ajustar o SAG devemos atuar a Pré-carga da mola ou seja, se o SAG é maior do que o indicado devemos aumentar a Pré-carga da mola (apertando a rosca), se o SAG apresentado é menor que o indicado devemos diminuir a Pré-carga da mola (soltando a rosca).

Na suspensão dianteira é possível fazer o mesmo procedimento. Pode-se utilizar como ponto fixo o parafuso da mesa e o eixo da roda. Faça as medições assim como na suspensão traseira (primeiro com a moto no cavalete, depois com o piloto sobre a moto) e anote as medidas. A diferença é que neste caso, como não existe uma regulagem de rosca como da supensão traseira, é necessário colocar ou retirar um calço (interno) para encontrar o ajuste perfeito.

Medida do SAG (números recomendados pelo preparador Valmir Polaco)

Motocicletas Importadas
Enduro: SAG traseiro de 100 a 110mm
Rali: SAG traseiro de 98 a 103mm
Motocross : SAG traseiro de 95 a 105mm
Supercross: SAG traseiro de 90 a 95mm
Supermotard: SAG traseiro de 80 a 85mm
Veloterra: SAG traseiro de 85 a 90mm

Enduro: SAG dianteiro de 80 a 85mm
Rali: SAG dianteiro de 77 a 83mm
Motocross : SAG dianteiro de 75 a 80mm
Supercross: SAG dianteiro de 70 a 75mm
Supermotard: SAG dianteiro de 65 a 70mm
Veloterra: SAG dianteiro de 68 a 72mm

Motocicletas Nacionais (Calculo em percentagem do curso das suspensões)
Enduro: SAG traseiro de 42%
Rali: SAG traseiro de 41%
Motocross: SAG traseiro de 40%
Supermotard: SAG traseiro de 30%
Veloterra: SAG traseiro de 35%

Enduro: SAG dianteiro de 30%
Rali: SAG dianteiro de 28.5%
Motocross: SAG dianteiro de 27%
Supermotard: SAG dianteiro de 20%
Veloterra: SAG dianteiro de 25 %

SAG Livre Traseiro

O SAG livre traseiro aponta se realmente a mola é a ideal para a modalidade, peso do piloto e utilização que se pretende para a motocicleta, por isso deve ser medida após o ajuste do SAG.

1 - O primeiro passo é abrir os cliques do retorno da suspensão traseira nos modelo que possuem esta regulagem, caso das motos importadas. Não esqueça de contar os cliques para saber a posição exata em que está a regulagem, permitindo assim o retorno para mesma posição após o término do procedimento. Na sequência coloque a moto sobre um cavalete e meça a diferença entre os dois pontos fixos, Distância 1 (Foto 4).

2 - Retire a moto do cavalete e pressione a suspensão deixando-a retornar para então medir novamente a diferença entre os pontos fixos (Distância 2). Este procedimento deve ser realizado sem o piloto em cima da moto.

O resultado do SAG livre é igual a Distância 1 menos a Distância 2. Nas motocicletas importadas (com suspensões de grande curso) ele deve apresentar um valor de 16 a 26mm para as modalidades motocross, enduro e rali. No veloterra e supermotard o ideal é um número entre 10 e 20mm. Para as motos nacionais (que possuem um curso menor) o valor deve estar entre 14 e 24mm para motocross, enduro e rali. A medida para veloterra e supermotard é de 9 a 18mm.

Caso o SAG livre apresentado seja menor que esses valores é necessário montar uma mola mais dura. Apesar de parecer um contra-senso a explicação técnica é a seguinte: se o piloto for mais pesado é preciso aplicar uma pré-carga maior em cima da mola para obter um SAG perfeito. Ocorre que a energia devolvida pela mola também é maior e isso reflete no momento de se fazer o SAG livre, que acaba apresentando um número menor. A mola mais dura exigirá menos pré-carga mostrando no final um resultado maior no SAG livre.

Se os valores forem maiores é preciso montar uma mola mais mole. O raciocínio é o mesmo da situação inversa, pois a mola mais macia necessitará de mais pré-carga, resultando em um SAG livre menor.


Outras dicas importantes:

- É preciso tomar muito cuidado com as folgas das buchas e rolamentos de links que podem provocar medições incorretas. Quando necessário faça a substituição destas peças, pois elas são fundamentais para o perfeito funcionamento do sistema.
- O ajuste do SAG deve ser feito com frequência já que fatores como uma simples regulagem da corrente de transmissão alteram e influenciam a medida.
- Lembre-se: sempre que fizer um ponto de medição faça uma marca no local (referência para não errar o local na medição seguinte).

Valmir Polaco, além de preparador e piloto é proprietário da Polaco Preparações.

Continue lendo...

Lubrificantes - Você sabe o tempo certo de trocar? Saiba que não é apenas o óleo do motor que deve ser trocado.

terça-feira, 12 de maio de 2009


Quando se fala em troca de lubrificante logo vem à cabeça o óleo do motor, mas a moto usa lubrificantes em vários componentes.

No motor, o óleo lubrifica as partes móveis, reduzindo o atrito e a temperatura. Já o óleo (ou fluido) da suspensão dianteira, além de lubrificar, funciona como elemento amortecedor, enquanto o óleo do freio e da embreagem serve como condutores de movimento, substituindo o cabo de aço.

Ele é apenas um meio para o acionamento, funcionando entre a alavanca e as pinças de freio ou platô da embreagem.


Não só o óleo do motor precisa ser trocado, mas os outros lubrificantes também, embora a maioria dos motociclistas se esqueça disso.

Por exemplo, o óleo da suspensão dianteira da Honda CG 150 Titan deve ser trocado a cada 9.000 km, já o fluido de freio de uma Yamaha XT 660, deve ser trocado a cada dois anos, independentemente de quilometragem.

Não deixe de verificar o manual da sua moto para se certificar do período correto para a troca dos lubrificantes.

Continue lendo...

  © 2009 Revista Extreme.com - O mundo sobre duas rodas - Todos os direitos reservados.

Voltar ao TOPO  

Web Analytics