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Moto Turismo - Dicas de o que fazer em três belas cidades brasileiras.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vôo de asa-delta, escalada em montanhas, salto de para-quedas, trekking, mountan bike, não importa a sua aventura. O importante é deixar a adrenalina ir a mil por hora durante as férias. A geografia do Brasil permite que os turistas aproveitem todos os lugares das mais variadas formas e o turismo de aventura é uma delas. Seja em Fortaleza, Florianópolis ou Rio de Janeiro a aventura está garantida!

Fortaleza

Fortaleza é conhecida por suas águas cristalinas, belas praias e dias de sol. No céu azul da praia do Cumbuco, as cores das pipas do kitesurfe chamam atenção. A junção de uma pipa e uma prancha de snowboarding adaptada faz desse esporte uma prática muito comum na região. Bem como os passeios radicais de bugue pelas dunas em que os turistas apreciam cada detalhe da beleza local e o trekking em que as trilhas revelam paisagens nunca vistas. Existem vários hoteis em Fortaleza que oferecem passeios radicais, informe-se no seu hotel de preferência e aproveite o passeio pela cidade.

Rio de Janeiro

A cidade maravilhosa é um convite para a prática de esportes em contato com a natureza. Toda a orla da cidade do Rio de Janeiro conta com ótimas ondas, o que é um grande atrativo para os amantes do surf. Ainda no mar, o mergulho é uma atividade bem comum nas ilhas Cagarras, assim como os passeios de barco. O kitesurfe também pode ser praticado no Rio de Janeiro especialmente na praia da Barra da Tijuca onde os ventos são perfeitos. Mas se você curte aventuras radicais e emoção à flor da pele, que tal os vôos duplos de asa-delta ou parapente? Os vôos partem da Pedra Bonita, duram cerca de 15min e presenteia o turista com uma vista de Ipanema, Lagoa, Barra da Tijuca, Baía de Guanabara, Pão de Açúcar e Cristo Redentor. Além das praias, o Rio de Janeiro é cercado de morros e pedras que oferecem aos turistas o melhor do trekking e da escalada. A orla carioca possui uma grande variedade de hotéis. O Copacabana Palace é o hotel Rio de Janeiro mais famoso. Porém, é possível encontrar outros hotéis mais em conta no próprio bairro ou em outros lugares da cidade.

Florianópolis

Surf nas dumas e vôo de parapente é uma das opções para quem vai a Florianópolis. A geografia da ilha é perfeita para a prática de esportes radicais dentro d´água ou fora. A paria da Joaquina é famosa pelo Sandboard, o surfe das dunas. A Lagoa da Conceição é perfeita para a prática do Windsurf e do Kitesurf. Já as prias de Ponta das Canas e Jurerê ficam lotadas de pipas no céu, pois é a preferida para praticar kitesurf. As praias do Leste e do Sul são recheadas de ondas com ótimas formações que atraem surfistas e grandes campeonatos nacionais e internacionais. Da praia Brava e a Lagoa da Conceição partem os vôos duplos de parapente que terminam na praia Mole. A ilha é contornada por trilhas que levam às praias selvagens, o acesso é apenas a pé, ou seja, muita subida e descidas em meio a terra e muitas pedras garantem a pratica do trekking. Em meio à natureza e tanta beleza é possível encontrar os mais confortáveis e modernos hotéis. Procure por um hotel Florianópolis que melhor atenda as suas necessidades e aproveite a cidade!
Então, já escolheu a sua aventura? Prepare as malas, garanta as passagens, faça sua reserva de hotel na FalaTurista e boa diversão!

Fonte: FalaTurista.com.br

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“Pedágio” fardado na cidade de Posadas na Argentina. Motociclistas são praticamente “assaltados” por “policias” argentinos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Esse relato foi feito por nosso leitor Gustavo Zaccarelli que na companhia de mais dois amigos passou maus bocados em solo Argentino durante uma viagem com destino ao Chile. Acompanhe o relato:

Já li varias reportagens e depoimentos de pessoas que fizeram viagens de moto para o Chile, cruzando a Argentina e citaram, bem por cima, casos de extorsão por parte da polícia argentina. Pois bem, minha intenção aqui é alertar aos próximos aventureiros que se preparem para serem "assaltados" pela polícia da cidade de Posadas na Argentina.

Em Outubro último dois amigos e eu fomos para Antofagasta e para o Deserto do Atacama no Chile com nossas V Strom's DL 1000. Foi uma viagem ótima que já virou destino obrigatório para quem gosta de viagens de moto.
Saímos de São Paulo, dormimos em Londrina, depois Foz do Iguaçu onde aproveitamos para dar uma passadinha no Paraguai. Entramos na Argentina onde passamos por Posadas, Corrientes e Salta, antes de chegarmos ao Chile.
No Chile nós cruzamos as maravilhosas Cordilheiras dos Andes e chegamos a San Pedro do Atacama, onde ficamos por dois dias. O destino final da nossa viagem foi Antofagasta no Pacífico, onde tiramos a famosa foto na Mão do Deserto.

Ponto final da viagem ... a mão do deserto
Bom, até aí sem novidades, foi muito calor no Chaco Argentino, mais de 40 graus C e muito frio na Cordilheira, onde pegamos -4 graus C a quase 4.500 m de altitude. Algumas pancadas de chuva e muito vento, que até arrastava a moto para fora da estrada.
O problema começou quando chegamos na cidade de Posadas na Argentina. Para cruzamos a cidade de ponta a ponta, coisa de uns 02 km de avenida, fomos parados 04 vezes. A primeira, foi na entrada da cidade em uma guarita grande, onde o policial disse que seríamos multados por excesso de velocidade registrado por um radar que passamos a alguns kms atrás.

Realmente passamos pelo radar, porém dentro da velocidade informada na placa de transito no local. Após alguns minutos de conversa, veio uma ordem de dentro da guarita para que fossemos liberados, sem nenhuma explicação.
Após sairmos, felizes da vida da guarita, depois de alguns metros, uma viatura da polícia nos seguiu e nos ordenou que desviássemos para um local ermo. Daí entendemos porque fomos liberados na guarita, pois era na entrada da cidade, com muito movimento.

Os 3 policiais argentinos nos acusaram de estarmos em alta velocidade na avenida e por termos ultrapassado em faixa contínua, duas coisas que não aconteceram, devido ao transito pesado da avenida.
Disseram que tomaríamos multa e nossas motos seriam apreendidas. Após argumentarmos bastante, os próprios policiais disseram que iriam nos dar uma "chance", era só pagarmos as multas para eles naquele momento, que seríamos liberados sem problemas. Estava claro ali que não se tratava de multa e sim de extorsão.

Fomos orientados pelos policiais a dizer que já havíamos "colaborado", caso fossemos parados novamente,o que fizemos na terceira vez que fomos parados logo após retornarmos para a avenida, que nos levaria a rodovia e para fora da cidade. Quando achávamos que já tínhamos passado por todas as guaritas, batidas policiais e viaturas, avistamos já há aproximadamente 01 km fora da cidade uma outra guarita, menor que a da entrada da cidade.

Fomos parados e obrigados a entram na guarita em uma salinha onde fomos praticamente "assaltados". Não adiantou dizer que já havíamos colaborado anteriormente e nem argumentar com os policiais a respeitos dos motivos pelos quais estávamos sendo parados e multados. Como tínhamos toda a documentação em ordem e estávamos seguindo todas as regras de transito, começaram a pedir "documentação técnica" das motos, extintor de incêndio, documentos que nem sei se existem, até que vieram com a mesma conversa de pagar a multa ali naquele momento, de nos dar uma chance, etc ...
Um dos policiais chegou a dizer que poderia ser em Reais ou Dólares, caso não tivéssemos mais Pesos Argentinos e que não iriam nos liberar caso não pagássemos. "Morremos" com mais uma “grana” e após muita conversa conseguimos voltar para a estrada.

Ficamos realmente muito chateados com a situação e só fomos esquecer o assunto quando chegamos em Salta. Ainda passamos por mais alguns policiais que nem sequer nos pararam. Apenas no retão do Chaco Argentino, fomos parados em uma guarita, onde o policial nos pediu um "regalo", uma colaboração para a manutenção da guarita que estava abandonada.

Demos algumas moedas que tínhamos no bolso e fomos embora. Daí para frente à viagem foi ótima, não tivemos nenhum outro problema. Na volta, decidimos desviar de Posadas e entrar no Brasil pelo Rio Grande do Sul, decisão sábia, pois certamente teríamos que "colaborar" novamente com a polícia Argentina.

Cruzando a divisa entre Argentina e Chile
Algumas pessoas dizem que poderíamos ter resistido a extorsão, o problema é quando os corruptos estão fardados, armados e você está fora do seu país fazendo turismo, totalmente despreparado para uma situação de extorsão como essa. Até pensamos em denunciar o ocorrido, mas o que poderíamos fazer ... chamar a polícia??? Desviem de Posadas, ou já considerem no orçamento da viagem uma "caixinha" para os nossos hermanos da polícia Argentina. Lamentável! E aqui no Brasil?

Se você tem um relato de suas viagens e quer compartilhar com nossos leitores entre em contato conosco e envie sua história.

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Flávio Kenup - A lenda viva do motociclismo viajou do Rio de Janeiro ao Alaska numa Traxx 110cc passando por 14 países.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um motociclista desse, depois de tal mega realização (que é complicada, até para nós motociclistas estradeiros acreditarmos), deveria ganhar 3 estátuas feitas de mármore "dele montado na moto" com direito a placa de cobre relatando o feito e as 14 bandeirinhas dos países que ele cruzou. Uma para ser colocada na praça da Sé em São Paulo, outra na área térrea que existe antes de subir as escadas ou o elevador para ver o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, e outra na praça do Papa, no nobre bairro das mangabeiras na capital mineira, Belo Horizonte. Até para quem não é motociclista, esse feito é incrível e faz a gente pensar a respeito. Chama à atenção de qualquer pessoa. E é um marco feito por um brasileiro.

Conheço muitos motociclistas veteranos, pessoas que rodam em motos de altas cilindradas, mas que ainda não fizeram, nem de longe, o que o Flávio realizou. Tem que ser muito motociclista para fazer o que o Flávio fez e ter um espírito aventureiro e tanto. Se dedicar a todo um planejamento e organização, providenciar meses à disposição do projeto, e ter muita, mas muita determinação pessoal, além de ser um apaixonado por moto turismo.

Leia a entrevista e surpreenda-se ainda mais.

Flávio, como tudo começou e porque fazer uma mega-viagem dessa, pilotando uma moto de baixa cilindrada?

Já tinha uma experiência anterior, realizada em 2005, quando fui para a Patâgônia (Argentina) pilotando uma Honda Biz. Gostei tanto de tal viagem que na ocasião já decidi em fazer outra para o Alasca. Gosto mesmo é de viajar e conhecer novos lugares. Não tenho grana para viajar de avião ou navio.

É totalmente diferente rodar com moto de baixa cilindrada. As pessoas nos recebem de outra maneira. Eu curto mais viajar de moto de baixa cilindrada, porque você é obrigado a rodar em baixa velocidade e vê mais as paisagens. É menos estressante para mim. No mais é preciso tomar muito cuidado ao se viajar com motos pequenas, porque elas são mais frágeis.


Como foi planejar uma viagem dessas, com mais de 57.000km?

Olha, é difícil se planejar tudo. Uns 80% da rota eu estudei e planejei. Mas no caminho a gente muda ou sofre desafios não esperados. Em meu planejamento refleti muito sobre o quesito "solidão" que passei nessa viagem, por ter ído sozinho.

Fiz junto com engenheiros da Traxx todo um estudo sobre a mecânica da moto, as manutenções que precisariam ser realizadas durante a viagem e as quais eu mesmo fiz.

Decidi também acampar o máximo (para redução de custos) e para ficar mais no clima da aventura, não sair do quente (hotel) e ir para o gelado, porque assim ficamos mais acostumados ao ambiente o que facilita a mantermos o ritmo da viagem e não adoecermos. Levei barraca de camping, saco de dormir e fogareiro.

Como foi o seu percurso até o Alasca, saindo de Teresópolis/RJ?

1ª Etapa - ída

América do Sul

Brasil: Teresópolis, Sorocaba, Campo Grande e Corumbá;

Bolívia: Santa Cruz e La Paz.

Peru: Juliaca, Cuzco, Lima e Piura.

Equador: Guayaquil e Quito.

Colômbia: Cali, Medellín e Cartagenas.

América Central: Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala;

2ª Etapa

América do Norte

México: Mapastepec, Cuernavaca e Albuquerque;

EUA: Grand Canyon, Las Vegas, Los Angeles e Oregon.

Canadá: Vancouver e Whitehorse.

Alasca (EUA): Anchorage, Fairbanks, Cold Foot e Prudhoe Bay.

3ª Etapa - volta

América do Norte

Canadá: Slana, Whitehorse, Dawson Creek, North Battle Ford, Winnipeg, Quebec e Newfoundland.

EUA: Boston, New York e New Orleans.

México: Monterrey, Cidade do México e Mapastepec.

América Central

Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá.

4ª Etapa

América Sul

Colômbia, Barranquillas, Venezuela, Caracas e Tumeremo.
Brasil - Boa Vista, Manaus, Belém, Fortaleza e Teresópolis.

E como foi sua viagem até sair da América Latina e cruzar a América Central?

Sai do Brasil pelo Mato Grosso. Em Corumba peguei o trem até Santa Cruz de La Sierra (Bolívia) e ai subi a carreteira (estrada antiga de terra batida) até Cochabamba (Bolívia).

Gostei muito da Bolívia, me acolheram muito bem. É um país pobre, mas eu adorei a receptividade. Fiquei 5 dias doente devido a altitude, fui cuidado por uma senhora camponesa. Numa casa de barro. Num vilarejo, parei para tomar um café, ai ela (camponesa) me deu um mate de coca, viu que eu estava ruim, disse que estava assim devido a altitude, me informou que o hotel mais próximo ficava há 150/180km. Há mais de 4000 metros de altitude seria impossível, do jeito que eu estava, chegar até lá. Ai fiquei na casa dela. Ela me cedeu um quarto (que era do filho), com bastante cobertor. Fiquei muito ruim, com febre alta. A camponesa queria falar com minha familia, mas resolvi não avisar. A dor de cabeça é incrível, não conseguimos nem "escutar nossos pensamentos", só mesmo na Bolívia há mais de 4000 metros de altitude para sentir uma dor assim.

No planejamento da viagem eu imaginava que isso pudesse ocorrer, mas eu não tinha como evitar, precisar passar pela Bolívia (país que não conhecia).

No 5o. dia, fiquei melhor e resolvi ir embora, bem cedo, sem falar com a Camponesa, porque eu sabia que ela não de deixaria sair. Fui embora e deixei um dinheiro para ela (tipo uns R$ 50 que é muito naquela região, é um bom dinheiro para eles). Logo na próxima cidade, voltei a piorar, fiquei "baleado de novo". Não dava para ficar 100%, esperar mais. Precisava seguir viagem.

Da cidade de Cartagena/Colômbia, peguei um barco, 5 dias de viagem, até a cidade de Porto Mel no Panamá. Um "veleiro de 5 pessoas". Escolhi ir por barco, ao invés de avião, devido aos custos e por ser mais emocionante.

Chegou no Panamá e iniciou sua rota na América Central, conte-nos um pouco sobre essa fase da viagem.

O maior país da américa central tem 600km de extensão. Na primeira barreira me disseram que eu não precisa de permissão para entrar com a minha moto, mas na 3a. barreira os policiais disseram que precisava. Era dia de jogo de futebol, Brasil e México, onde o Brasil goleou, por isso me lembro direitinho desse dia e tive que dormir na delegacia por 2 noites, aguardando a chegada do oficial que
iria estipular o valor da minha multa, por não ter a "permissão para a moto". A multa primeiro foi de US$ 100, mas disse que não tinha tal valor e caiu para US$50. Bom, atravessei para a Costa Rica. Sofri um acidente numa descida, mas graças a Deus não aconteceu nada nem com a moto, nem comigo. No Panamá e Costa Rica é preciso dar entrada e saída (carimbo no passaporte). As aduanas dos países da América Central, faz com que perdemos em média 3 horas de processos.


Costa Rica é um país muito bonito, mas está sendo controlado pelos americanos. El Salvador é bem pequenininho, o exército está nas Ruas, mas está seguro. Nicarágua é o país mais pobre da América Central. Na Guatemala tem bastante indígena e muitos fogem para trabalhar no México em troca de sacos de arroz. Enquanto os Mexicanos querem ir para os Estados Unidos. Uns querendo entrar para o 1o. mundo e outros para o 3o. mundo.

Depois de cruzar a América Central, entrou no México...

Eu segui pelo meio do México. Visitei umas das 7 maravilhas do mundo, umas pirâmides, que não me lembro agora dos nomes. Pirâmides do tamanho de um prédio de 30 andares.

Senti no povo mexicano o mesmo calor humano que temos no povo brasileiro. A cultura do México é riquíssima, exclusiva.

No México estava muito quente, paisagens com pouca vegetação, quase um deserto. No meio do México fazia uns 45o graus. No México o abastecimento de combustível é mais complicado, os postos são mais distantes.

Do México, entrei na fronteira do Novo México com o Texas, na cidade de El Paso. Fiz esse roteiro para eu poder visitar o Grand Canyon.


Finalmente nos Estados Unidos. Agora a viagem ficou mais fácil né, tem-se mais infra-estrutura nesse país?

Mais fácil nada, nos EUA só tinha a minha moto de baixa cilindrada (risos). As estradas highway por lá tem-se veículos trafegando em alta velocidade, eu me senti um "estranho no ninho". E os americanos não acreditavam que eu estava realizando a viagem do RJ até o Alasca. Os americanos consideravam incrível eu estar fazendo a viagem com a minha moto, cheguei a receber doações de vários americanos, uma vez ganhei US$ 200, e ganhava direto combustível nos EUA, que americanos que me conheciam na hora pagavam.

Entrei nos EUA pela cidade de EL PASO. A Fronteira dos EUA é totalmente diferente. Super profissional e segura. Coisa de 1o. mundo, claro! E fronteira com o México não é brincadeira (risos)!

Quando entrei nos EUA, comprei um notebook usado, porque precisava atualizar meu site - www.aventuraemduasrodas.com.br e o site da Traxx. Com fotos e textos, além de falar com a minha família todo dia pela Internet.

Nos Eua visitei Las Vegas por 6 dias, tinha um amigo lá que me conheceu durante a viagem numa revista online de moto, fez contato comigo e me convidou para ficar na casa dele por 6 dias. Las Vegas é uma cidade pequena, mas é uma cidade exclusiva, única e extraordinária.


Visitei também o Grand Canyon, que é demais! Você fica paralisado vendo os canyons com mais de 400 metros de altura. Fiquei dois dias por lá, dormindo em Camping. Nos EUA tem muitos campings, americano tem a cultura de acampampamento e motor-homes. Tem Campings privados e do governo, os privados custavam em média US$ 15 e os do governos uns US$3.

A gente acha que o americano anda com o "nariz em pé" e tal, que é metido. Mas não é nada disso. No Brasil é que desconfiamos um do outro. Por lá, se eles vêem que você está fazendo uma mega-viagem, eles valorizam, te admiram e o ajudam, sempre. Os gestos dos americanos me fizeram mudar a imagem que eu tinha dessa linda nação. É aquele negócio, conhecer e vivenciar e muito diferente de ler em livros e ver na TV.

Depois Canadá e Alasca...

No Canadá só acampei e nunca comi em restaurantes (muito caro). Eu jantava bem e tomava um bom café da manhã. Cheguei a acampar várias vezes em gramados de casas particulares. E muitas vezes eu
ganhava jantar, café da manhã, etc.

As estradas no Alasca são muito boas e diferente das estradas nos EUA, não vemos muitas placas "proibitivas", tais como: não se pode comer em determinado local, ficar em outro depois de um certo horário, etc.

O povo canadense me recebeu muito bem também.

No Alasca, para cruzar do oeste para o leste, são uns 800km, e metade em estrada de Rípio (terra com pedras), como na Patagônia
Argentina, mas sem o "vento patagônico" (quem conhece, sabe o que é). E é preciso ter cuidado com Ursos. Cruzei o Alasca, saindo da cidade de Fairbanks até a cidade de "Prudhoe bay" que é um pouco maior que uma rua e a economia gira em torno da exploração de petróleo. E ai voltei para Fairbanks, porque não dava para descer para o Canadá da cidade de Prudhoe Bay. É maginifico a beleza da natureza e paisagens no Alasca. Não tem asfalto, não tem cerca, não tem nada. De vez em quando passava um caminhão pipa (de água) para molhar a terra. Só natureza. Eu passei 12 dias dentro do Alasca, conheci indígenas que vivem do artesanato e da pesca, povo super hospitaleiro. No Alasca, só aparecem viajantes.

E ai, desceu e voltou da sua viagem ao Alasca (bem resumido, vamos abordar alguns pontos):

Atravessei o Canadá na volta, até Quebec em 35 dias. Foi uma viagem de 7500/8000km. Quebec praticamente só se fala Francês, o estado já quis ser emancipado do Canadá.

Na volta estive em Nova York, uma cidade louca e estressante. Mas eu estive por lá como turista, passei pelo bairro do Queens, Ilha de Manhattan, vi a estátua da liberdade, a área do World Trade Center, e muitos prédios. Mas confesso que gostei mais de conhecer a capital americana Washington.

Ao chegar no Brasil, de Belém/PA até Teresópolis/RJ, eu passei por 37 revendas da Traxx. Fora a fábrica que fica em Manaus/AM.

Algumas curiosidades e outras informações ditas pelo Flávio Kenup nessa entrevista:

- Segurança nos países da América Latina: nunca me senti ameaçado. Agora, confesso que eu fiquei com medo foi dos Policiais no norte do Peru, me senti ameaçado por policiais que sempre arrumavam algum problema na minha moto, e ai, eu tinha que dar dinheiro para prosseguir viagem;

- É preciso carteira internacional de vacina;

- A viagem do Flávio Kenup, levou 8 meses e meio, entre a ida e volta;

- México / EUA / Canadá (já sai com visto do Brasil - normal de turista, com entrada e saída em qualquer hora);

- América central não precisa de vistos para nós brasileiros;

- Moeda: dólar troca pelas moedas dos países. Cheguei a trocar moedas com viajantes de bicicletas. Se encontram muitos ciclistas nas estradas da América Central;

- Não senti os países da América Central pobres;

- Eu coleciono placas de veículos. Obtive em todos os países que passei;

- Não tem essa de atravessar o Canal do Panáma, como ouvimos falar, a não ser que se alugue um Containner, o que é caríssimo. Ou voce atravessa o mar do Cáribe, ou um outro que tem lá;

- As mulheres colombianas são lindas, super simpáticas;

- Eu sempre andava com um pacote de macarrão, um pacote de feijão, pão, barra de proteínas, água - o básico, do básico ao menos (pão e água);

- Levei 60kg de bagagem;

- Rodei entre 60km e 70km/h. Tinha autonomia de mais de 250km para reabastecer (com os tanques reservas que fiz na moto);

- Não tive problemas de abastecimento, segurança, de nada disso. Basta viajar com "espírito de viajante";

- Com tudo na viagem eu gastei só R$ 20 mil;

- Fui patrocinado pela Traxx, Prefeitura de Teresópolis, pelo empresário Sergio Bufaro, pela empresa Trilhas e Rumos e apoio da minha família;

- Fui pela costa do pacífico e voltei pela do atlântico;

- O único problema que deu na Traxx Sky 110cc, só quebrou o cabo do velocímetro, eu tinha um sobressalente e o troquei. Fiz um teste na moto antes de fazer essa viagem, rodei uns 740km em um dia. Utilizei 4 pneus traseiros e 2 dianteiros. Levei correia, coroa e pinhão. A coroa e o pinhão da Traxx não quebram nunca! A moto utilizou 15 gasolinas diferentes pelos países que passei, rodou no calor excessivo e no inverno rigoroso. A moto se comportou muito bem. Fiz revisão durante toda viagem, eu mesmo fazia a revisão e manutenção.

- " Tudo na vida é perigoso, até atravessar a Rua, o que temos que fazer é conhecer o que o mundo tem para nos mostrar.";

- Tem umas 1300 fotos que eu tirei na viagem toda. Vou fazer um livro com as fotos e um material muito legal (vide site www.aventuraemduasrodas.com.br);

- Eu peguei muita chuva na América do Sul, Central, América do Norte... mas eu já estava rodando devagar, então não afetou muito. Colocava a capa de chuva e pronto;

- No méxico a gastronomia é bastante apimentada. As praias mexicanas são lindas;

- Na volta, ao chegar no Brasil, de Belém/PA até Teresópolis/RJ, eu passei por 37 revendas da Traxx. Fora a fábrica que fica em Manaus/AM;

- Foi usado um rastreador na moto, onde por toda a viagem (ida e volta) ele mostrava via Internet, onde eu estava, se estava parado ou andando e tudo mais. Funcionava até via Google Earth. Esse equipamento foi muito útil no sentido de localização real-time do meu percurso, acessível via Internet.

- Na América do Sul, só ainda não viajei para o Deserto do Atacama, que quero fazê-lo, no mais, agora tem também a Europa, Ásia, África e Oceania!



Entrevista feita por: Policarpo Jr. / São Paulo - SP

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Segunda edição do Fênix Bate & Volta Garanhuns - Arcoverde/PE

segunda-feira, 16 de março de 2009


O Passeio Bate & Volta realizado pelo Fênix Moto Grupo foi até a cidade de Arcoverde/PE e contou com a participação de quatro dos seis integrantes. Dessa vez tivemos o prazer de contar com a presença de um ícone das motos Trail fazendo parte do grupo, uma Yamaha Ténéré 600 impecável que é o novo xodó do Israel, mais novo integrante do Fênix.


Saímos, como sempre, do Posto Petrobrás da Av. Rui Barbosa em Garanhuns/PE às 08:00 da manhã. Antes de pegar a estrada, o amigo Marcos veio nos desejar uma boa viagem, ele que é proprietário de uma Yamaha TDM 225, ficou morrendo de vontade de acompanhar o grupo mas ficou para um próximo passeio.

Depois de nos despedirmos era hora de pegar a estrada. Segundo o roteiro planejado,a primeira parada seria na cidade de Alagoinha, depois seguiríamos para a cidade de Pesqueira e finalmente Arcoverde, onde o grupo iria almoçar uma deliciosa carne de bode assada.

Demos uma pequena parada em uma das entradas que dão acesso a um dos pontos turísticos de Alagoinha a “Pedra Furada”. Alagoinha é uma cidadezinha pacata e típica do interior, com uma pracinha bem conservada e uma igreja bem de frente da praça.






Paramos as motos às 09:15hs e aos poucos o grupo começou a chamar à atenção, como sempre pessoas começavam a chegar e conversar conosco o que sinceramente acho fantástico o carinho e atenção que com os quais sempre somos recebidos, fazemos novos amigos e deixamos para traz o gostinho de liberdade.














Depois de uns 20 minutos parados pegamos novamente a estrada, desta vez com destino a Pesqueira. A cidade que é conhecida como capital do doce e da renda tem também uma forte tradição cultural durante o carnaval com os caiporas, esses personagens são figuras engraçadas que trajam terno e gravata e usam enormes sacos de estopa na cabeça durante o carnaval.








Na realidade o que mais nos atraiu a atenção foi uma construção que ao longe já poderia ser avista, uma mistura de castelo com palácio com traços romanos, indianos e também exóticos da própria imaginação de seu criador.




A construção que chama atenção pelos seus detalhes virou ponto turístico na cidade, infelizmente seu ilustre morador não se encontrava e ficamos apenas admirando suas belezas e curiosidades.








Antes de voltar à estrada uma parada para refrescar e limpar as viseiras já que nessa época do ano existem muitas borboletas na região, o local como sempre foi um posto da rede Petrobras, que sempre muito bem equipado nos atendeu com uma muito bem equipada loja de conveniência e um atendimento excelente.






Equipamentos limpos e sede saciada. Era hora de voltar para estrada. Próxima parada, Arcoverde, onde a tão famosa carne de bode assada seria nosso almoço.


Logo na chegada um desafio. Como guardar duas jaquetas de couro tamanho GG, uma mala de ferramentas, uma bolsa pequena com documentos, 03 camisas, bonés, luvas e etc. etc. etc. em um baú de 20 litros? Bem, colocar as coisas lá dentro foi fácil, difícil foi fechar. depois de uns 5 minutos estudando com se realizaria esta proeza, decidiram pelo "aperta todo mundo que vai" e o pobre baú teve que se render a delicadeza dos pequenos garotos. Como a vigem era curta apenas 240 km não levamos baús ou alforjes, apena o Israel com seu pequenino baú.





Finalmente chegamos a churrascaria onde seria servido o almoço e como sempre enquanto o bode era preparado começou a seção histórias e aventuras. Não muito tempo depois chegou nosso almoço onde cada um pode apreciar uma carne saborosa, com uma pimentinha pra quem era adepto e uma boa Coca-Cola gelada.








Foi um domingo muito proveitoso e divertido em companhia de bons e velhos amigos. Esse é o espírito estradeiro do Fênix: diversão, amizade, companheirismo e responsabilidade. E como sempre, depois de toda a aventura era hora de voltar pra casa com mais uma história pra contar.










No caminho uma parada para comprar frutas frescas e queijo direto da fazenda e como sempre, foi direto para o milagroso baú!




Se você ficou com vontade de participar de um Bate & Volta, fique ligado aqui no site e se inscreva, você será muito bem vindo. Um forte abraço a todos e até a próxima.

Participaram dessa edição:
Israel - Ténéré 600
Raimundo - XT 660
Tony - XT 660
Will - Fazer 250
Todas as motos da Yamaha

Imagens: Will, Tony, Divulgação
Textos: Will Albuquerque
Apoio: Equipe Bike Extreme

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