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Vídeo: Ténéré Experience com Jerre Rocha JR Xpedition.

sexta-feira, 30 de março de 2012

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Tour Rio do Rastro 3º Edição com Jerre Rocha

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

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Jerre Aventura - Viagem a Rolante / RS muita aventura, vinho e cucas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mais uma vez na estrada. Eu já estava rodando por Santo Antonio e liguei para o Sr. Paulo convidando-o se gostaria de ir para Rolante/RS. Combinamos para nos encontrarmos no outro dia cedo. Cidade esta que fica a somente 100 km de Porto Alegre/RS. Uma cidade com muita tranquilidade de colonização alemã e italiana que reservas algumas surpresas. Muitos dirão que já a conhecem, mas ao final desta matéria, me responda: Conhece mesmo?


Bom, no outro dia, quando estava me dirigindo para encontrar o Sr. Paulo no pórtico de entrada da cidade, um “probleminha”.

A corrente da moto fazia barulho demais. Parei e constatei que estava com somente um lado do elo de ligação da corrente. Como não tinha reserva, toquei os próximos 20 km na boa, tranquilo. Já na entrada da cidade uma oficina de motocicletas e problema resolvido. Bagagens no hotel Savady, recém inaugurado na cidade e rua. Almoçamos cedo, 11hs, pois queríamos fazer o “Caminho das Pipas”. Estava uma terça–feira feia, nublada.

Rolante/RS esta a uma altitude de 38m do nível do mar e tem em torno de 20.000 hab. Você pode começar seu Tour já pelo centro, em uma caminhada tranquila, deixando a aventura para a segunda etapa, pois irás percorrer o interior, em estradas de chão batido em bom estado de conservação. A sinalização dos pontos turísticos também esta excelente.

Dicas centrais:

Estátua do Teixeirinha

Um dos seus cidadãos mais ilustres, Vítor Mateus Teixeira, mais conhecido como “Teixeirinha” nasceu em Rolante e tem uma estátua na Praça Matriz, sendo um marco histórico para a cidade e para o estado.

Casa da Colônia

Aberta diariamente, bem em frente à Prefeitura. Produtos artesanais das produções rurais do município.

Igreja Nossa Senhora Imaculada Conceição

Bem centro da cidade, imponente, ponto de referência, pois está no entroncamento das duas principais ruas da cidade.

Caminho das Pipas

A partir do momento que você se dirigir a esta rota, estará pegando chão batido, com muito verde e arvores frutíferas ao longo da estrada. As dicas a seguir você poderá fazer todas no mesmo roteiro.

São sete cantinas de vinhos e produtos, onde se tem contato com a rusticidade da colônia. Fica na localidade de Boa Esperança, onde a cultura italiana e o conhecimento da técnica de elaboração de vinhos e dos produtos como pães, cucas, salames, queijos e doces como schmiers e geleias feitos pelos moradores você poderá experimentar e comprar.

Começamos pelos Vinhos Finger, onde fomos recepcionados pelo próprio Sr. Finger. Mostrou-nos como era feita a elaboração de seus vinhos e convidou-nos a degustar um dos seus. Agradecemos e ficamos somente no suco, excelente, por sinal. Duro foi recusar a “copa”, pois estávamos ainda fazendo a digestão do almoço. Nossa próxima parada foi no Vinhos Bennato e Vinhos D´Boa Esperança. Nossa parada foi mais demorada no Bennato, onde fomos recepcionados por sua esposa. Uma coisa que acho extremamente interessante nestas aventuras é poder experimentar novos sabores. Com este pensamento fui experimentar “crem”. Sr. Paulo só me olhava e ria. Caramba, é fortíssimo.

Crem é usado como condimento. Estava em um vidro com vinagre, conserva. É usado com carnes tanto de porco quanto de bovinos. Caso queira experimentar, aconselho a iniciar com pequena quantidade.

Vinhos Don Franchesco, nossa próxima parada, uma conversa rápida e rumamos para o Vinhos Dallarosa.

Um suco, coisa normal na nossa tarde daquele dia e uma boa conversa. Coisa notadamente encontrada em todas as cantinas. Ótima recepção por parte de todos.

Gruta de São Cristóvão

Na rota do Caminho das Pipas existe a gruta e uma imagem de São Cristóvão incrustado no rochedo. Como existem placas indicativas, é só ficar ligado.

Igreja Nossa Senhora de Caravaggio

Fica bem no centro da comunidade de Boa Esperança. A primeira igreja, de madeira, foi construída pelos marceneiros do local. Hoje, há uma igreja maior, de alvenaria. O sino, que antigamente ficava num campanário, hoje fica no alto da torre da torre.
Vamos em frente, mas antes de seguir para a próxima cantina, uma parada na Cascata das Três Quedas. Localiza-se também na localidade de Boa Esperança. Fácil visualização. Placas indicativas no local.

Vinhos Montemezzo e Vinhos Sbardelotto também integram o roteiro. Durante toda a estrada, íamos encontrando os Capitéis. Os capitéis são oratórios, pequenas capelinhas com um altar, onde está a imagem de um santo. São Roque, Santa Bárbara e Santo Antônio são eles.

Morro Grande

Apesar do tempo nublado, queríamos subir o morro. Em pequeno trecho existe calçamento, pois o grau de inclinação é grande. Exige certo cuidado. O Morro Grande tem uma altitude de 841 metros e é o ponto mais alto de Rolante e conta com luz elétrica caso queiram acampar por lá. A vista é sensacional. Ficamos imaginando como seria a vista se não estive nublado. Lá é realizado no mês de março o Campeonato Gaúcho de Vôo Livre.
Se você fizer este roteiro em uma volta total que termina na cidade de Rolante/RS novamente, tem 45 km. Um circulo e não terá que voltar pelo mesmo caminho.

Mas tem mais:

Cascata das Andorinhas

Amanheceu tempo limpo e logo após aquele cafezão da manhã, nos dirigimos a uma das mais belas cascatas que já visitei. Fica na direção da cidade de Riozinho/RS. Parte asfalto e após chão batido. Parada para matar a sede, em um armazém a moda antiga e pegar informações. Mas já estávamos super perto dela. Fomos o máximo possível nas motos, inclusive pelo meio do mato, por uma trilha. Após, caminhada, apenas 200m. Nosso erro foi não termos levado tênis, pois é necessário atravessar e caminhar um trecho do riacho da cascata. Dica: vá preparado com tênis que possa molhar. Água transparentes e muito verde, demais! A formação das rochas esculpidas pela força das águas a fazem ter uma beleza rara. A Cascata das Andorinhas leva este nome devido à grande quantidade desta ave que habita o local à noite. Imperdível.

Cascata do Chuvisqueiro

Perto da Cascata das Andorinhas (apenas 3,5km) e já em Riozinho/RS. Uma queda d'água de 76m, belíssima, possuindo bar, mini-mercado, local para camping, churrasqueiras, energia elétrica e chuveiros, trilhas e quem curte, rappel. Aproveitamos também para conhecer a parte superior da cascata. O acesso é fácil.

Mas nosso dia ainda tinha muita luz, então resolvemos nos dirigir a mais 02 cascatas. Ficam no lado oposto da cidade, sentido de quem entra.

Cascatas Campinas I e II

Localizadas no Camping Wolf, elas fazem parte da trilha em meio à mata fechada. Uma delas tem 27m de altura e a outra, em torno de 35m. Vá preparado. Nesta trilha usa-se cordas inclusive para se acessar uma das cascatas, tamanho o grau de inclinação da subida. Foram as que encontramos mais dificuldades.

A região é ótima. Camping, pesca e restaurante sob reserva em meio a muito verde e a simpatia dos proprietários. Dica: vá com guia.
Mais um dia.

Cascata da Colônia Monge

Na localidade de Colônia Monge, 13 km do centro, fica mais este atrativo natural, uma cascata que em conjunto com o local, acesso, sombras, cativa. Há possibilidade de camping e trilhas. Esta foi nossa primeira visita. Claro, sempre nestas Trips, uma conversa com os locais é extremamente agradável. Um chimarrão, conhecer melhor a região.

Retornamos, mas como o sol estava belíssimo naquele dia e ainda era 10h30minhs, resolvemos ir ao Morro Grande e curtir o visual, agora com toda a luminosidade. Fizemos o caminho inverso e subimos. Na estrada, parada para um refrigerante e um detalhe de cartaz na parede: “Proibido entrar armado”

A proprietária, uma simpática senhora comentou que há um tempo atrás, tinha uns cidadãos que queriam entrar assim no bar. Huuuhuu.
Realmente, valeu à pena. Para vocês terem idéia, se avista Porto Alegre/RS e outras cidades lá de cima.

Fomos para o “Caminho das Pipas”, pelo lado invertido da primeira vez. Mas já eram 14hs, e bateu aquela fome. Traduzindo, pães, salamitos, queijos e schmiers e geleias de goiaba, pêssego e figo foram o nosso almoço. Demais!

www.savady.com.br
Meus caros, Hotel Savady é a pedida na cidade. Recém inaugurado, excelentes instalações e um ótimo atendimento da Gerente Raquel e toda a sua equipe.

Foram três dias de muita paz, verde, cascatas e boa comida.

Fotos:



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Teste da Yamaha Fazer 250 num percurso de 1290 km com estradas de terra e asfalto.

terça-feira, 29 de março de 2011

Apresentada em 2010, a nova Yamaha YS 250 Fazer 2011 chegou ao mercado com um visual renovado, painel digital e freio a disco na roda traseira. Para conferir a sua qualidade, percorri 1290 km em moto turismo utilizando uma Fazer 250 cedida pela Motoryama Yamaha de Porto Alegre/RS. Confira!

Percurso

O teste foi realizado em duas etapas: na primeira etapa viajei sozinho e sem garupa em um percurso de 370 km, sendo 120 km de estradas de chão batido na região do Vale do Taquari/RS pela colônia, visitando e fotografando cachoeiras da região, para ser mais exato, Canudos do Vale/RS.

Na segunda etapa, com a motocicleta totalmente carregada e com garupa, foram percorridos 920 km dando uma volta na Lagoa dos Patos/RS. Foram visitadas algumas cidades como São Lourenço do Sul/RS, Pelotas/RS, Rio Grande/RS, inclusive rodando pela areia 7 km entre os Molhes da Barra até o Cassino, isso na cidade de Rio Grande/RS.

Após atravessando de balsa pelo canal que liga as cidades de Rio Grande e São José do Norte/RS, indo costeando o canal até a Barra.

Para finalizar o teste, rodei na BR 101, hoje asfaltada e que no passado já foi chamada de Estrada do Inferno no trecho entre São José do Norte e Capivari do Sul/R. Hoje é uma grande reta com fortes ventos laterais dependendo da época. A Fazer se manteve firme na casa dos 100 km/h, mesmo com ventos fortes. Cidades como Bojuru, Tavares, Mostardas, Palmares do Sul foram ficando para traz em meu roteiro.

Modelo Anterior

No modelo anterior da Fazer, sem as modificações de design e alguns itens mecânicos, já havia rodado muito e, além disso, meu parceiro de viagens Marcio 14 foi proprietário de uma. Percorremos o Uruguai de Costa a Costa com um total de 2700 km onde foi possível observar o comportamento da motocicleta com gasolina pura, no caso com 85 octanas. Rodando com a gasolina do Uruguai (sem adição de álcool como no Brasil) e com velocidades abaixo dos 100 km/h, a Fazer modelo anterior manteve médias de 32 km/l. Foi turismo puro, arranca e para, curtindo as estradas e o País.

Resultados

O novo design, com inspiração na XJ6, o acréscimo de freio a disco traseiro, as novas rodas, a rabeta, a lanterna traseira, o novo painel e o novo farol formam um conjunto que agrada muito, sem duvidas.

Na incursão de 920 km, utilizei por um trecho de 290 km com uma velocidade de 100 a 110 km/h com picos de 125 km/h, a Fazer manteve-se na excelente média de 26,89 por cada litro de combustível.


O tanque de combustível continua excelente, 19,2 litros, que somado ao motor confiável de sempre e mão fechada oferecem ótima autonomia. Levando em conta variações de peso e a maneira que usa o acelerador, a autonomia pode subir ou descer. Se apertar chega rápido na casa dos 140 km/h e consumos a 24 km/l ou menos.

A injeção, que continua ótima, aliada a este motor com cabeçote com duas válvulas torna este modelo muito versátil. Em praticamente todas as situações disponibiliza respostas rápidas. Baixos e médios giros neste motor são os ideais, e para ser sincero, gosto muito deste motor, ele é bem linear.

Visualizando frontalmente o farol assimétrico e agora com lâmpada de 60 w se destaca. À noite em uma estrada escura faz a diferença. Na traseira a nova Fazer possui lanterna com lâmpadas de Led, suporte de placa dependurado (outra lembrança de irmãs maiores - R1) e rabeta do tipo afilada.


O painel que já tinha nascido defasado em design agora está excelente, tanto em leitura diurna como na leitura noturna (conta-giros analógico e tela digital). Rodas e alertas também reestilizadas. Um conjunto que em termos de design agora ficou muito interessante e atualizado.

A suspensão traseira ficou mais macia em relação ao modelo anterior. O freio a disco na traseira, que deveria ser item obrigatório em todas as motocicletas, se mostra ótimo no asfalto, já em chão batido e areia é necessário cautela.

É importante salientar que os caronas acima de 1,65 metros de altura terão certo desconforto nas pernas em distâncias maiores devido à altura das pedaleiras traseiras. Já o banco, tanto para o piloto quanto para a garupa é bem confortável, não há reclamações.


Em viagens com alforges e carona o conforto não deixa a desejar. Mantém facilmente os 100 km/h e com boa autonomia.

Levo em conta que quem adquire este modelo quer isso mesmo, versatilidade total e isso ela cumpre com maestria. Não se prive de incursões em estradas de chão batido, com a devida cautela sempre, afinal não é uma trail como a Lander. Para quem busca versatilidade e economia encontra neste modelo de 250cc uma ótima opção.

Yamaha YS 250 Fazer

A Favor
• Autonomia
• Painel Digital
• Freio a disco traseiro

Contra
• Posição das pedaleiras traseiras

Fonte:

Textos/Fotos: Jerre Rocha
Revisão: Juci Schena

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Jerre Aventura - II Moto Aventura Urubici/SC e Santuário dos Aventureiros.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Aventureiros de plantão e que gostam de fugir do lugar comum, fomos novamente a Urubici/SC, um local que chamo de Santuário dos Aventureiros e onde realizo o Moto Aventura que este ano de 2011 foi para a 2º Edição. Nesta edição, como as chuvas não pouparam SC, alguns locais foram abortados da visitação pela falta de condições devido à chuva.

Paisagens que podem se comparar com as européias, Urubici/SC está situada em um dos pontos mais altos do Sul do Brasil e por isto é o lugar que tem mais condições de nevar. Aliás, em 2010 nevou. Comida típica serrana, farta, especialidades em Trutas bem como também restaurantes típicos serranos.

Pois bem, já vou deixando aqui um registro que para 2012 novidades de roteiros e uma pitada de frio. Aproveitar melhor a serra, e quem sabe, até sermos brindados com neve.

A saída de Porto Alegre/RS com breve parada em Osório/RS para abastecimentos e trajeto até Torres/RS onde paramos para almoço foi bem, sem chuvas. Pancadas na região de Araranguá/SC e tudo bem, somente nublado até o pé da Serra do Rio do Rastro. Mas a subida foi feita com neblina e chuvas. Realmente tudo fechado na região do cânion. Mas conforme íamos chegando a Bom Jardim da Serra/SC, ia limpando. Novamente uma breve parada. Por fim os 80 km restantes que separam Bom Jardim de Urubici/SC. Região belíssima, asfalto de boa qualidade e muitas curvas.

Os últimos 40 km então nem se fala. Este trecho tem que ser aproveitado ao máximo o visual. Segue alguns locais de nossa visitação.

Belvedere

Local onde se tem uma vista panorâmica de toda a cidade e está localizado na entrada da mesma. Já na chegada tem-se esta parada, o vale se abre em sua frente e a cidade incrustada no meio.
Em nossa chegada na hospedagem fomos recebidos por D. Ana, sempre gentil e atenciosa, aliás, como sempre. Cada um tomando o rumo para um apto ou cabana, pois existem varias opções na hospedagem. Terminamos o dia com apenas lanches, pois ninguém quis algo mais pesado. Amanheceu com chuva,

Cachoeira do Avencal (parte superior)

Com placas indicando a entrada, fácil acesso e com um pequeno trecho de chão batido. Particular, acesso a R$ 3,00 e estacionando bem ao lado da cachoeira.
Esta cachoeira tem 100 metros de queda livre, vários pontos para observação, mas com dois pontos construídos (mirante) excelentes para fotos ao lado da cachoeira.

Inscrições Rupestres

Fica na mesma direção a Cachoeira do Avencal e do Belvedere, na estrada que vai para São Joaquim (da em torno de 5 km até o local). São inscrições na parede de pedra deixadas por povos que habitaram a região há pelo menos 4.000 anos, considerado um dos mais importantes registros arqueológicos de Santa Catarina.
Deve se olhar com atenção para se ver os detalhes das inscrições. Do mesmo local se avista a Cachoeira do Avencal, ao longe. E já da para ter uma idéia de como é alta.

Morro da Igreja

Entrando a direita ao lado do Posto Ipiranga, fica em torno de 30 km do centro, chão batido na primeira parte, que está sendo preparado para o asfaltamento e na sequencia tudo pavimentado até lá em cima.
Fica nos Aparados da Serra Geral, a uma altitude de 1828m do nível do mar e ponto habitado mais alto do sul do Brasil.
É onde está o CINDACTA II, do Ministério da Aeronáutica, radar onde é feito o controle do tráfego aéreo do RS e SC. São comuns temperaturas baixas, independente da época, agasalhos então. Melhor período para visitação é das 08h00minh às 16h00minh. Mas a qualquer momento, pode virar tudo em neblina.

Pedra Furada

Uma escultura natural, no formato de uma janela com uma circunferência em torno de 30 metros, acredito que feita pela ação do tempo e ventos.
Fica bem nas divisas de três municípios, Orleans, B. Jardim da Serra e Urubici/SC.
A vista lá de cima é sensacional e estes dois pontos turísticos são em conjunto, local para se visitar com calma.

Cascata Véu de Noiva

Visita no retorno do Morro da Igreja, pois fica na mesma estrada de acesso, mas é particular (R$ 2,00 acesso), com restaurante, tirolesa, etc.
Com 62 metros de altura, desce em um paredão com um tom escuro e ondulações suaves, a água escorrendo tem a ver mesmo com um véu de noiva.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes

Acesso facílimo: apenas 12 km do centro. Tem uma queda d’água por sobre a gruta, ficando o altar e as imagens sacras por trás. Estas imagens estão ali desde 1944. Com grandes paredões ao seu redor. Um ambiente com excelente energia.

Mas vou também comentar sobre algumas passagens enquanto estivemos por lá. Na sexta feira à noite ninguém queria jantar. Apenas lanchar.

O sábado começou cedo, cafezão para ninguém colocar defeito. Alguns repetindo 1, 2, 3, 4... Eita, nem vou citar os nomes. Minha saúde vale mais. E chuva, claro. Enquanto estávamos pela hospedagem, pingue pongue e sinuca. As 10hs, mesmo com alguns pingos, começamos as visitações. Sempre uma pequena garoa junto, que ia e vinha. O Marcos, de Canoas, para fazer a turma relaxar (será), resolveu escorregar lá no Morro da Igreja. Parceria sempre. Até eu resolvi pegar um terreno por lá. Mas fui mais discreto, só o Juarez, figura já tradicional, estava comigo. Pior foi ele se aborrecer comigo, pois não dei tempo a ele de fotografar o cidadão aqui estirado no chão molhado.

No final da tarde, chuvas, então hospedagem novamente, e às 20hs, já estávamos jantando uma massa ao alho e óleo. Novamente, alguns 1, 2, 3...novamente, não vou citar nomes...

Abreviamos inclusive a estadia por lá. A trilha fica para a próxima.

Domingo foi razoável o tempo na viagem de retorno. Mas novamente, muita chuva lá em Urubici/SC. Até parada para colheita de ameixas em Bom Jardim da Serra/SC. Nestas horas que observo alguém esquecer que tem 70 anos e parecer ter uns 20. Sr. Paulo faz a frente na “colheita”. A Serra do Rio do Rastro, tranquila na parte superior, no platô, com a neblina começando. Logo em seguida começamos a descida com ela fechada. E muitos veículos que tiveram que mudar a rota pelos desabamentos na pista no litoral. Intercalamos tempo com chuvas e sol no retorno. Mas tranquilo.
Em 2012 vou pedir com antecedência para São Pedro dar uma folga na data que subirmos novamente.

Deixo aqui a dica de hospedagem e guia lá na serra para quem quiser se aventurar por lá.

Graxaim da Graxaim Eco-Turismo e Aventuras
www.graxaim.com (Fone (49) 9151-4011/ (49) 3278-5617)
Guia turístico. Para quem vai com motocicletas que não trafegam em chão batido, dispõe de veiculo apropriado para levá-los.
Hospedagem Rural Nossa Senhora das Graças
Local tranquilo em meio à natureza onde a simplicidade e o conforto têm espaço reservado e um maravilhoso café da manhã.
Fone: 49- 3278-4040
E-mail: hospedagem@twc.com.br

Confira as melhores imagens dessa super aventura:



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Jerre Aventura - Viagem a Ametista do Sul / RS a cidade que brilha.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Queria começar o ano diferente, fazer a virada 2010/2011 bem ao estilo de estradeiro, ou seja, na estrada. Com este pensamento atravessei o estado do RS a partir de Porto Alegre em direção a Ametista do Sul/RS situada na região do médio alto Uruguai distante 450 km da capital e a uma altitude de 505m.

Dia 31/12/2010, em torno das 05h40minhs já estávamos saindo de Porto Alegre/RS via BR 386. Horário tranquilo, ótimo para rodar, apesar de ser um dia que todos se dirigem para algum local e fazer a festa da virada, ficando raramente em casa.

O sol com seus raios dourados despontando no horizonte a nossas costas e tudo indicando que seria um dia excelente fomos curtindo a estrada.
Parada para um cafezinho da manhã já em Marcelino Ramos/RS e relaxar um pouco. Somente neste momento um pequeno movimento nas estradas. Eventualmente uma paradinha, como o caso já em Soledade/RS, quiosques de beira de estrada, tapeçarias entre outros chamariscos para os viajantes.

Com a temperatura alta, paramos para o almoço em Sarandi/RS. Comentei “paramos” por que a patroa acompanhou. Entramos na cidade. Aquela calmaria tradicional de interior e arrumamos um local para almoço bem no centro da cidade.
Após continuamos a tocada e cada vez menos movimento na estrada. Quem pega a estrada sabe que tranquilidade é rodar assim e curtindo os campos, e muitos, e soja, até onde a vista alcançava, muitas plantações.
Já próximo a Planalto/RS, passamos pela reserva indígena Kaingang e Guarani. Ao longo da estrada se avista o “Centro Cultural Kanhgág Jãre”. Não paramos, apenas uma espiada de longe.

Chegamos a Ametista do Sul/RS já em torno das 15hs no Hotel das Pedras e fomos recebidos pela Rejane, muito bem recebidos, aliás, nos trataram maravilhosamente em nossa estada na cidade.

Hotel das Pedras – o único hotel temático em pedras preciosas que existe no Brasil.
Em cada detalhe, cuidadosamente elaborados, peças extraídas nos garimpos se fundem a decoração, madeira, aço e concreto. Uma peça única, entre tantas que existem nesta cidade.
Acesse o site e confira os detalhes ricamente elaborados.
www.hoteldaspedras.com.br

Ametista do Sul/RS
Terra que tem como padroeiro o Arcanjo São Gabriel e pedras preciosas e semipreciosas, como a Ametista (aqui está a maior jazida do mundo), Topázio, Ágata entre outras.
A cidade teve sua origem na década de 1940 e a mineração iniciou-se por acaso.
Caçadores e agricultores começaram a encontrar pedras nas raízes das arvores, rios e quando lavravam a terra.
Mas foi no ano de 1972 que realmente o garimpo chegou ao seu auge em termos de produção. Começaram a ser feito na forma de túneis e hoje existindo alguns com profundidade de em torno de 800m.

Visitas Obrigatórias
Após deixarmos nossas bagagens, começamos nosso tour pela cidade.

Ametista Parque Museu – Único do gênero no Brasil, com um acervo de 1000 exemplares de pedras preciosas em sua grande maioria retirados dos garimpos da região. Há peças como um geodo de 2500 kg de ametista em seu interior.
Pedras únicas em peso e valor são encontradas neste museu.
Após a visitação, tens a oportunidade de percorrer no subsolo do próprio museu túneis, um verdadeiro labirinto. Os cristais nos locais onde se formaram, geodos de ametistas, ferramentais que são utilizados, tudo isso sempre acompanhado por uma guia que vai descrevendo cada detalhe e tirando suas dúvidas.

Vinhos - Uma das novas riquezas da região. Durante o tour pelos tuneis do Ametista Parque Museu uma sala chama a atenção, escura, em seu interior, a uma temperatura de 18ºC repousam cuidadosamente empilhadas varias garrafas de vinho.
As características de clima da região estão permitindo uma safra de até dois meses antes do normal de nossa região de vinícolas. Está maneira de envelhecer o vinho em minas poderá se tornar uma característica da região, sua marca registrada para alguns vinhos.
O interessante é que o resultado pode ser conferido por apreciadores, pois também esta a venda no próprio museu.

Quanto à visitação aos tuneis, sem problemas, são bem iluminados, altos, ventilados, nivelados e largos. Após o Tour a saída já é direto na loja do museu. Pedras preciosas, artesanatos e jóias, um verdadeiro paraíso aos apreciadores destes cristais. É difícil resistir aos encantos das pedras em seus vários formatos.

Retornamos ao hotel e fomos relaxar um pouco. Fomos brindados com o convite de Rejane para passarmos a virada com ela e seus familiares no aconchego da beira da piscina, convite que prontamente aceitamos. Com uma temperatura agradável e conversas mais agradáveis ainda, esperamos a meia noite. Muitos fogos, e caramba, muitos. O céu de Ametista se iluminou e brindou a chegada de 2011.
“Meus sinceros agradecimentos a Rejane e sua família pela acolhida nesta data tão especial.”

Primeiro de janeiro de 2011, acordar tarde e com muita preguiça após as festividades da noite anterior, seria isso o normal?
Pois é, nós, às 8hs já estávamos tomando nosso café da manhã e nos aprontando para percorrer 90 km até o município de Derrubadas/RS e já distante 498 km de Porto Alegre/RS na divisa com Santa Catarina e com a Argentina as margens do Rio Uruguai.
Tem um trecho de estrada de chão batido nos 16 km que separam Ametista de Frederico Westffalen, mas em bom estado. Após o asfalto é ótimo e você vai deixando para trás pequenos municípios como Vista Alegre, Palmitinhos até chegar à rótula de Tenente Portela/RS, onde você toma o rumo a Derrubadas/RS, ai novamente, 9 km de chão batido acascalhado. Estão preparando a estrada para receber o asfalto.

Salto do Yucumã – o município de Derrubadas/RS conta com uma população de em torno de 3700 habitantes e a maioria descendente de alemães e italianos. No município se encontra o Parque Estadual do Turvo, primeiro parque criado no estado, 1947, e nele se encontra o Salto do Yucumã.
Chegamos já por volta das 11hs, e após adquirir os ingressos ao parque, fomos fazer um lanche.
Praticamente zero o movimento nas ruas do município, somente os turistas se dirigindo ao parque. Não se esqueça de comprar seu acesso ao parque. Há vários lembretes indicando onde deve ser adquiridos.

Salto do Yucumã
Uma queda d’agua com 1.800m de extensão e em alguns pontos 20m de altura com uma profundidade variável de 90 a 120m. É a maior queda d’agua longitudinal do mundo e uma das sete maravilhas do estado do RS.
Na Reserva encontram-se onças pintadas, pumas, antas entre outros de nossa fauna, hoje ameaçadas de extinção.

Da entrada do Parque ao Salto do Yucumã se faz 16 km por uma estrada de chão batido em meio à floresta. Estreita, para um veiculo somente. No final da mesma abre uma clareira, com churrasqueiras e banheiros. É possível fazer o seu churrasquinho lá, mas não acampar. Há também um posto de guardas florestais no local, muito atenciosos por sinal. Mais 300m de caminhada por uma trilha de fácil acesso e você já esta na beira do Rio Uruguai, do outro lado, Porto Soberbo, Argentina.

O rio estava cheio, o que fazia ter apenas uma queda d’agua de no máximo uns 5m. Enquanto estávamos por lá curtindo, botes com turistas pelo rio. É possível ir até Porto Soberbo na Argentina e contratar este serviço. Confesso que fiquei com muita vontade de fazer isso. O tempo começou a fechar, sinal que iria dar uma pancada de chuva.

Aviso de extrema importância:
Em alguns pontos desta estrada dentro do parque é chão argiloso (em torno de 3 km na entrada do parque), vermelho, extremamente escorregadio, quando seco, parece asfalto. Em caso de chuvas, intransitável para motocicletas que não tem para lamas altos, caso das trails.
No restante da estrada existe uma camada de brita, o que deveria ser feito neste trecho também e problema resolvido, simples.
Pois é, neste momento, travou tudo, a roda dianteira trancou, tinha que retirar o barro e andar mais um pouco. Além disso, não havia condições de garupa. Mara teve que fazer a pé uma boa parte do percurso. Carros que também começaram a sair no momento saiam de lado, com muita dificuldade. Neste momento chegam mais duas motocicletas no mesmo ponto, e trava tudo. Solução: tiramos os paralamas dianteiros das mesmas para poder seguir em frente, e assim mesmo com muita dificuldade. Extremamente pegajoso, grudava e não saia, muito difícil de tirar. Eles vinham com um carro atrás, com familiares, que inclusive deram carona para Mara. Esta turma é de Lindolfo Collor/RS.
O ano já começou comprovando:
“Existe o verdadeiro espirito de aventura e cordialidade nos amantes das rodas ainda.”

Esta aventura toda nos atrasou ao retorno a Ametista do Sul/RS. Fomos chegar somente às 21hs. E sem rodeios, cama.
Começamos o domingo (02/01) já com visitações pela cidade. Há somente três quadras do hotel já existe a praça central e suas atrações:

Igreja São Gabriel – A temática da Igreja também é baseada na ametista, 40 toneladas, tanto da própria pedra como em geodos. Uma imagem já na entrada a esquerda chama a atenção. Santo Antonio, veio direto de Roma. A própria pia batismal, única no mundo esculpida em um geodo de 500 kg de ametista. Altar, tudo, para onde você olhar irá encontrar um detalhe em pedra ametista ou algum outro cristal.

Pirâmide Esotérica - No formato de uma ponta de ametista e internamente revestida da pedra, local onde impera o misticismo, com espaço para meditação.

Após as visitações, aquela fome já se anunciando.

Churrascaria e Restaurante Macaã
Fone – 0xx55-3752-1109/ 55- 9626- 0602
Bem próximo ao hotel também. Sabe aquele tempero caseiro?
Não preciso falar mais nada.
O resto do dia, descanso, pois na segunda, vamos novamente para a estrada.

Segunda feira, dia 03/01, 9hs, após aquele café da manhã e alguns ajustes na moto na Oficina do Magrão, vizinho ao hotel, rumamos para Passo Fundo/RS.

Nosso retorno seria pela serra. E já tínhamos marcado com Clayton pai e filho, além de Tony, que iriamos passar uma noite com eles em Passo Fundo/RS, jogando conversa fora. Tínhamos nos conhecido em uma das edições do Via Porto Moto Turismo, projeto da revenda Honda em Porto Alegre/RS que coordeno e onde me foi feito o convite para visitá-los.
Meio dia: já estávamos na cidade almoçando com eles, além da esposa e a filha do Sr. Clayton.
Mas ainda não era o destino.
Já eram em torno das 14hs e estávamos chegando ao Balneário Cachoeira.
www.balneariocachoeira.com.br

O sol ainda estava dando as caras e com muito calor, digo isso, pois neste mesmo dia fechou tudo e deu pequenas pancadas da d`água. Aproveitamos para relaxar, bem ao lado de uma bela cachoeira que existe no camping. No finzinho da tarde, chega o resto da turma. Carne na churrasqueira e aquela bomba d’agua de verão.
Com tudo isso só fomos dormir pela meia noite e amanhã tem estrada novamente.

Já atrasados, pois já eram 9hs, e não tem como, pois a acolhida a nós foi excelente, nos despedimos e fomos fazer o restante do trajeto até Porto Alegre/RS.
Clayton e família, valeu!
Faltavam somente 300 km e queríamos fazer com calma e várias paradas.
Marau/RS, Nova Bassano/RS, Nova Prata/RS e por fim Veranópolis/RS.
Almoçamos no Parada 99, com uma belíssima visão do vale onde corre o Rio das Antas. Em uma curva sem muito alarde fica este paradouro, sensacional.
Após paradas e paradas, chegamos em casa após 1210 km.
A energia positiva que encontrei na cidade de Ametista do Sul/RS é o que desejo para 2011 a cada um de vocês.

E lembrando sempre:
"A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.”
(José Saramago)

Confira os melhores momentos dessa aventura:



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Jerre Aventura - 1.772 km de belezas fantásticas numa viagem inesquecível.

domingo, 29 de agosto de 2010

jusQuinta-feira, dia 22/07, 17h30minhs, tanque cheio, pneus calibrados, alforjes carregados, eu e a patroa preparados.
Saindo de Porto Alegre/RS, bem no momento da loucura do transito. Mas caindo a noite nós já estávamos na freeway em direção a Osório/RS. Mas a chuva já faz uma pequena marcação em nós, na região da Lagoa dos Barros, nada sério, apenas uma garoa chata, mas que nos obrigou a colocar roupas adequadas. Parada para um cafezinho na entrada da Estrada do Mar, com a garoa já nos dando adeus.

Próxima parada em Torres/RS.

Chegamos cedo à Pousada Caminho do Mar (www.caminhodomar-rs.com.br), uma bela noite de sono para sexta feira cairmos cedo na estrada novamente. Uma dica que vale aqui é sobre a Pousada, bom custo e instalações, completas.

Sexta-feira, dia 23/07, após café da manhã, completei tanque de combustível e fomos para a estrada, rumo a Florianópolis/SC, mais precisamente Canasvieiras, norte da ilha.
Chegamos à tarde, pois com paradas de almoço, cafezinho, demora mais. Após nos instalarmos, fomos para conversar com o Cristiano e o David do MC Norte da Ilha, os dois pegando pesado na finalização dos preparativos do galeto.

Este foi um dos motivos de nossa viagem para Floripa, novas amizades na estrada, este é um dos motivos do motociclismo.

2º Galeto MC Norte da Ilha - Dia do Motociclista


Sábado, 24/07 - Cedo o Cristiano/Giselle e o David/Simone já estavam recepcionando quem estava chegando e o galeto já fazendo fumaça.
Dia amanheceu nublado, mas mesmo assim, muitos vieram marcar presença, nem as pancadas de chuva amoleceram a turma.
Tempo passando, galeto no ponto, tempero pra lá de especial, cerveja gelada e turma satisfeita. Então foi a vez de começar a colocar fogo na festa, com as bandas Sea Of Flames, Sky-Route, Sobre Tudo Neural, Banda Bebe e Ninkasi, isso já na parte da tarde. MCs e MGs continuavam a chegar.

A sede social do Só 20, em Vargem Pequena, Norte da Ilha, continuava lotando.

- Bumerangues da Estrada-Floripa/SC
- Ovários-Floripa/SC
- Spartacus-Floripa/SC
- Galera do Chuleio MC-Capão da Canoa/RS
- Tigres do Asfalto-Curumin/RS
- PHS-Proprietários Honda Shadow-Floripa/SC
- Gaudérios do Asfalto-Santa Maria/RS
- Cachorros da Ilha-Floripa/SC
- Guerreiros do Asfalto-São Lourenço do Sul/RS
- MG Red River-Floripa/SC
- Bodes do Asfalto-Floripa/SC
- Falcões do Litoral-Itajaí/SC
- Feiticeiros-Floripa/SC
- Bruxos-Floripa/SC
- Sol e Moto-Floripa/SC
- Cavaleiros do Amanhã-Itajaí/SC
- Anciões da Estrada-São Leopoldo/RS

Não vamos esquecer-nos do DJ Sandro colocando os anos 70, 80,90 para o povo agitar o esqueleto, já pesado, é claro, pois o galeto não parou de rodar o dia inteiro.
Está foi só uma prévia, um aquecimento para o Aniversário do MC, que vai se realizar em setembro, quando esta turma volta a agitar.

2° Aniversário MC Norte da Ilha

3, 4 e 5 de setembro de 2010
Show com Bandas, DJ, Bailão, Troféus, Camping
0800- Jantar e Café da Manhã
Local: Estrada geral da Vargem Pequena-Florianópolis/SC
Inclua ai já na sua agenda.
Encerramos o sábado.

Domingo, 25/07


Acordamos cedo para começar a percorrer a Ilha de Florianópolis/SC. Nossa intenção era poder visitar a ilha sem a loucura do verão, e foi o que fizemos.
Linda, exuberante e sofisticada. Com muita natureza, esta ilha oceânica com seus 53 km de comprimento no sentido norte-sul e entre cinco e 15 km de extensão no sentido leste-oeste conta com uma sinalização turística excelente, o que faz com que alguém mesmo sem conhecer a região se ache com facilidade nos destinos escolhidos.

Com tão pouco tempo para desfrutá-la, começamos pela Praia do Forte.

Fica na Baía Norte e com mar calmo, pequena, acolhedora, uma das minhas preferidas, bares e restaurantes com mesas na areia, foi um dos locais que cultuamos um pouco da preguiça.
Ali mesmo, na encosta, tem uma vista obrigatória.

Forte de São José da Ponta Grossa

Fortaleza construída em 1740, ficando na encosta do morro, com as baterias de canhões voltadas para o mar. Aberta diáriamente à visitação pública.

Jurerê Tradicional e Jurerê Internacional


Três quilômetros de extensão de areia fina e clara e mais os veleiros e lanchas do Iate Clube dão aquele aspecto sofisticado ao visual.
De um lado, o loteamento residencial Jurerê Internacional, planejado, com parques, supermercados, shopping, grandes casarões, belas mansões. Do outro lado, moradores mais antigos e restaurantes mais típicos da Ilha.

Praia dos Ingleses

É a segunda praia em concentração de turistas estrangeiros, ficando atrás apenas de Canasvieiras. Com em torno de cinco quilômetros de extensão é banhada pelo mar aberto.

Praia do Santinho

Natureza e tranqüilidade, esta é uma das que está na agenda para o retorno, pois quero fazer a trilha do Costão do Santinho.

Praia de Moçambique

A mais extensa praia da Ilha, 7,5 km de areias claras. Se você não prestar atenção, nem nota o acesso a ela, pois faz parte do Parque Florestal do Rio Vermelho, uma reserva de 400 mil metros quadrados de vegetação predominante de pínus. Quase deserta, lá só encontramos surfistas.

Costa da Lagoa

Em frente do acesso da Praia do Moçambique tem o Parque Florestal do Rio Vermelho, em um acesso de estrada de chão batido se vai até a Costa da Lagoa da Conceição. Tem um terminal lacustre onde tem uma cooperativa de barqueiros que te levam ao outro lado da lagoa, muitos restaurantes te esperam lá. Agenda para próxima passagem pela ilha.

Barra da Lagoa

Mais uma que é das minhas preferidas. Pescadores, cordialidade, belezas naturais, trilhas, fiz a metade, infelizmente. Já esta na agenda para o retorno.

Lagoa da Conceição

Ia chegando o fim do dia, e nós nos aproximando da Lagoa, que estava com um belo por do sol. O, porém era um congestionamento de veículos quilométrico, mas mesmo assim, deu para curtir a orla.


Finalizamos no Mirante Manoel de Menezes ou Mirante do Turista – de onde se tem uma belíssima vista panorâmica da cidade. É possível visualizar grande parte da Lagoa, a Avenida das Rendeiras, as dunas.

Canasvieiras

Segunda-feira, 26/07

fomos rodar por Canasvieiras, que apesar de estarmos hospedados nesta praia, sempre rodávamos para outras para conhecer. Fomos costeando, até chegarmos ao Trapiche, onde se realiza os passeios de barco, onde ficamos sabendo que no outro dia haveria passeio. Ficamos de retornar então no outro dia.
No verão é a praia mais procurada pelos argentinos. Bem em frente está a Ilha do Francês. Mar calmo, águas verdes e quentes no verão. E quanto aos argentinos? Tivemos uma surpresinha no outro dia, no roteiro pelas águas. Mas falamos mais a frente.

Fomos costeando, curtindo.

Ponta das Canas

Mais uma que está na preferencia dos argentinos e com águas calmas e quentes. Alguns barcos de pescadores na areia e muita natureza.

Lagoinha

Mais uma escondida. Já íamos passando, quando vi as placas. Calma, barcos na areia, pescadores as voltas com suas redes. Bem natural, não recordo de ter visto bares.


Praia Brava

Vai se chegando e avistando da encosta que dá acesso a praia muitos condomínios. Não sei se foi o dia que não estava com aquele sol que tinha nos acompanhado até então ou a quantidade de prédios que me causaram a impressão que de calmaria ali no verão não existe nada, mas parece que um dia esta praia devia ser belíssima.

À tarde atravessamos a ilha para o outro lado, e paramos novamente no Mirante acima da Lagoa da Conceição e na sequencia fomos rodando. Agora em direção a Campeche.

Campeche

A cor da água é belíssima, ondas grandes, mais uma das minhas preferidas. A ilha em frente me deixou curioso. Na próxima oportunidade quem sabe não vou lá.

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Jerre Aventura num passeio especial a Teutônia/RS.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

RevistaExtreme.com | Jerre Aventura em Teutônia/RS

Dia 12 de Junho, o Dia dos Namorados, data que se celebra o amor dos casais, um dia de paixões, então porque não incluir nesta lista a motocicleta? Outra paixão! Para isso foi escolhido um destino que tem a ver com todos – até no nome – Lagoa da Harmonia.

Localizada no interior da cidade de Teutônia/RS, com pedalinhos para a lagoa, passeios ecológicos e a cavalo, rampa de para-glider e asa-delta. Local que já abrigou uma usina hidrelétrica em 1950, hoje se transformou em um hotel e restaurante.

A turma

Com variadas cilindradas, e muitos casais, tomamos o destino de Teutônia, a 110 km de Porto Alegre/RS. Como São Pedro nos favoreceu com um belíssimo dia, com muito sol e um frio ameno tomamos conta da Lagoa, literalmente.

Já na subida, 10 km, uma estradinha simples, ótimo asfalto, mas que vai despontando com alguns locais para se ver o vale lá embaixo e curtindo as curvas, muitas por sinal, para no meio de muito verde despontar a Lagoa da Harmonia.

Antes mesmo do belo almoço do restaurante, que agrada a todos os paladares, a turma já se espalhou. Eram casais namorando sentados à beira da lagoa, outros andando a cavalo, jogados no belo gramado que circunda a lagoa e é um convite a preguiça.

Alguns no bate papo aproveitando o sol, caminhar na volta da lagoa foi outra das pedidas para quem queria relaxar.

Antes de sairmos para o retorno fomos ao topo do morro onde estão as antenas de transmissão e são utilizadas para saltos de paraglider e asa delta, para apreciar a bela vista do Vale do Taquari, não todos, alguns não quiseram pegar o acesso, por ser muito íngreme. Mas é uma bela vista!

O retorno foi tranqüilo. E como era sábado 12 de junho, Dia dos Namorados, alguns esticaram rumo a serra, outros ficaram na região.

Um fato que vem ocorrendo é o grande número de casais que está se juntando ao grupo.

Em julho iremos novamente para a estrada. Venha se juntar a nós!

Até a próxima estrada.

Tenha uma prévia: www.lagoadaharmonia.com.br

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Texto / Imagens: Jerre Rocha

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Viagem Teste com Honda CB 300R. Jerre Rocha testa a moto em diferentes pisos.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Todos estão acostumados a verem matérias minhas a respeito de mototurismo mas, entre os e-mails que recebo relacionados ao turismo, sempre há comentários a respeito de motos, que eu acho a respeito de determinados modelos, como andam, etc. Pois bem, vou começar sempre que possível relatar o comportamento de motos que eu venha a utilizar durante os tours que fizer ou mesmo nas viagens.

Mas sempre em uso como você, no dia a dia, nas estradas, sozinho ou carregada com garupa e alforjes, muitas vezes chegando ao limite da mesma. Me proponho analisar sob uma ótica um pouco diferente, que vocês irão se familiarizar no relato a seguir.

A Honda CB 300R

Esta motocicleta já esta a um ano no mercado, causou sensação no seu lançamento, ao substituir a CBX 250 Twister, mas passado este tempo, como estará rodando agora, com alguns quilômetros de vida?

A CB 300R que utilizei já estava com 11.976 km, portanto, já bem amaciada, pneu traseiro já no fim da vida útil, e o dianteiro ainda iria longe. Retornou a revenda com 14.122 km. Tendo rodado 2.146 km no período de seis dias.


Rodou 90% desta quilometragem com garupa e pelo menos 80% com alforjes laterais. Pelo manual de proprietário a capacidade de carga recomendada da motocicleta é de 179 kg, porém, carreguei com 215 kg aproximadamente. No percurso havia grandes retas, curvas longas, curtas, chão batido, inclusive barro.

Utilizei a moto para puxar o Tour da Via Porto Honda (que a cedeu para o teste) de Porto Alegre/RS a Serra do Rio do Rastro/SC (nos dias 29/30 maio) com 886 km percorridos no total (ida e volta). Mais 1.260 km nos dias 3, 4, 5 e 6 junho. Sendo eu, garupa e alforjes. O destino, a cidade de Urubici/SC, na serra catarinense e retornando pelo litoral (BR 101).

Números:

2.146 km rodados
Consumo entre 24,2 a 26,75 km/l
Velocidade final 140 km
Velocidade de cruzeiro 100/110 km/h
Detalhes do percurso

29/30 maio 2010 - 886 km

Utilizei ela para puxar o Tour da Via Porto Honda de Porto Alegre/RS a Serra do Rio do Rastro/SC (29/30 maio), 886 km percorridos no total. Motos de 250 a 1100 cilindrada participaram.

Velocidade utilizada é 100 km nas estradas.

No primeiro percurso (Porto Alegre/ Torres-RS) com velocidade constante de 100 km, piloto/garupa/alforges o consumo dela ficou nos 24,2 km/l.

Retirei alforges laterais, novo percurso misto de 216,7 km, velocidade de 40 km à 100 km, consumo de 26,75 km/l. Neste trajeto e com o tour, vou simplificar minhas observações pelo fato de estar sempre focado no grupo que eu conduzia.

“Sempre na mão, com poucas trocas de marchas”

1.260 km (3,4,5,6 junho)

Eu, garupa, alforges cheios. O destino era a cidade de Urubici/SC, na serra catarinense e retornando pelo litoral( Br 101).

O percurso tinha tudo que eu queria. Curvas longas, curtas, chão batido, barro.

- Porto Alegre/São Francisco de Paula/Bom Jesus/ Vacaria - RS
- Km percorridos - 331 km
- Consumo- 25,22 km/l

Este trecho é bem misto, Porto Alegre/Taquara-RS, velocidade se mantendo sempre entre 80/100 km.

Taquara/ São Francisco de Paula-RS são 40 km de subida e muitas curvas. Mesmo com carga total sobe tranquila, firme nas curvas, câmbio quase não é exigido. Em um momento da subida um caminhão carregado vai trancando todo o trânsito, e como a estrada é simples, eu e mais pelo menos uns seis carros atrás, em procissão. Quando abre o espaço, torço o cabo, e ela ronca grosso e despacha todos. Vigorosa.


Entre São Francisco de Paula e Bom Jesus/RS, trechos planos, curvas longas e uma pequena serra com um trecho de 8 km de chão batido seco. Anda tranquila mesmo neste tipo de piso.

Bom Jesus a Vacaria/RS o asfalto é bom, com curvas longas, 60 km. Levei a CB 300 neste trecho sempre entre 100/ 120 km, apenas em pequenos trechos é necessário a diminuição por cruzamentos e vilas. Mesmo carregada, não reclama. Quinta marcha quase que em 100% desta quilometragem. Gostei muito do torque dela, basta apenas torcer o cabo que ela responde, sem reduções, suspensão firme.

- Vacaria/ Lages/São Joaquim/Urubici-SC
- Km percorridos - 284 km
- Consumo - 26,56 km/l

De Vacaria/RS a Lages/SC a estrada não é lá estas coisas, caminhões e carretas fazem parte deste trecho, então velocidade oscila bastante entre 80/120 km, novamente motor ronca grosso.

Lages a São Joaquim/ SC a noite vem chegando e com ela chuva, mas a moto anda bem na chuva, apesar do pneu trazeiro da 300cc estar chegando ao fim da vida útil, contando que eu conduzia também em um ritmo de segurança, aliás, todos naquela região. O ritmo agora está na casa dos 80 km, veículos, alguns caminhões, chuva e noite.

Entre São Joaquim e Urubici/SC, eu ia rodando e já prevendo que ia piorar, pois é uma região de neblina, e piorou. Em São Joaquim a chuva praticamente tinha cessado, deu uma folga somente para atravessar a cidade, mas já na saída, chuva, muitas curvas e mais 75 km de tocada noturna.

Mas foi só pegar o acesso com os últimos 40 km até Urubici/SC, muita neblina fez com que eu rodasse a uma velocidade de 30 km e a raras vezes a uns 50 km horários.

Bem vindo o novo farol, com lâmpada mais potente (55/60W), faz muita diferença e com foco bem concentrado. Este trecho me desgastou muito, tanto pela distância que eu já tinha percorrido (550 km), com paradas para fotos e com últimos quilômetros como estes eu só conseguia pensar em chegar na hospedagem.

Esta cidade (Urubici/SC) é ótima para quem aprecia aventuras, eco turismo. Hospedagens na cidade não é problema, para todos os gostos e bolsos.

Foi só chegar na cidade que acabou a neblina, neste momento eu já estava começando a relaxar. Mas tinha uma pequeno trecho com surpresas. A estrada para a hospedagem é a mesma que vai para a Serra do Corvo Branco, passa em frente a hospedagem. Estão trabalhando no seu asfaltamento.

Então nos últimos 400m o chão batido virou um sabão.

Ia rodando com a CB 300 em 1º marcha na lenta, a moto carregada, nós cansados. Em determinados momentos apenas sentia o pneu sair de lado, bem devagarinho, deslizando. E aconteceu algo que nunca tinha me acontecido até então:

saiu de lado novamente bem devagar, soltei o acelerador e coloquei os pés no chão, mal tocando no freio. Loucura, ela continuou deslizando com meus pés no chão, deslizando junto.

Parou devagar, eu pensando: Bahhh, vou cair justo agora, aqui, na chegada??? Esta é para rir: Falei para a patroa:

“Pode respirar, mas se tu espirrar nós caímos.”

Conseguimos chegar ilesos.

Bom, para não fugir a regra, vou deixar aqui uma dica de hospedagem rural, la em Urubici/SC:

Site: www.urubici-sc.com.br/nsg
E-mail: hospedagem@twc.com.br

Aquele banho quente, e fomos comer uma feijoada com a turma que faz trilhas na cidade.

Na sexta- feira (04/06) rodamos pela cidade, muito pouco é claro, pois a chuva não deu trégua. Aproveitamos para curtir na hospedagem.

Sábado (05/06) partimos logo após o café da manhã. Dia claro, mas somente ate a saída da cidade, e novamente, os 40 km do acesso a Urubici/SC foram feitos com chuva. Mas desta vez deu para manter a tocada na estrada. Mas a partir da Serra do Rio do Rastro até Içara/SC, trecho misto, com velocidades variando sempre entre 40 km e 110 km, o consumo sempre se manteu nas mesmas médias.

Após Içara/SC até Passo de Torres/SC, já na divisa de SC e RS peguei a BR-101 com alguns trechos com desvios pelas obras, mas no restante mantive sempre 100/110 km com alguns picos de 120/125 km.

Manteve sempre bem, firme, sendo com alguns trechos com ventos laterais.

Já em Torres/RS, aproveitei para curtir o fim de tarde, o pôr do sol, praia, para só pegar a Estrada do Mar até Tramandai/RS (90 km) já a noite.

Noite limpa, asfalto de boa qualidade, boa iluminação da motocicleta, pode se comentar que permite uma boa tocada a noite, segura. Tramandaí a Porto Alegre/RS, via Free Way, sempre na media de 100/110 km.

Final de viagem.

Impressões:

Acelera bem e rápido, sem falhas e tem ótima retomada de velocidade. O torque vigoroso deste motor 300cc foi uma das coisas que mais gostei. Faz a diferença, pois mesmo com ventos fortes laterais e frontais, ela se mantém firme, 100/110 km/h. Durante a viagem em dois momentos ouve ventos fortes, na BR 101 e na Free Way. Não existe a necessidade de ficar trocando de marchas na estrada, se estiver rodando a 80 km. Acelere e ela alcança rápido o seu limite.


Apesar de toda a carga que ela carregava, ela desenvolve bem em todas as situações, piso seco e molhado, ótima de curvas. Em um único momento em estrada plana comigo sozinho na motocicleta levei ela ao limite. Chegou nos 140 km. Leve em consideração que tenho 1,90cm e 120kg.

Barro muito cuidado, não é o tipo de terreno para o qual ela foi projetada, desliza e sai de trazeira fácil.

Ainda tem barulho de corrente, mas menor em relação a Twister 250. O painel digital tem boa leitura sempre, tanto durante o dia, como a noite, um tom alaranjado de fácil leitura. Relógio é sempre bom, na estrada nem se fala, foi uma boa terem colocado no painel. O tanque grande com capacidade de 18l, sendo 3l de reserva, alem de deixar ela mais encorpada, evita ter que parar para abastecimetos seguidamente.

Visualmente ela tem inspiração nas irmãs maiores da marca, arrojado e atual, a única pena foi não terem reavaliado a questão dos piscas e retrovisores antes de lançarem, pois as linhas da moto mereciam um formato mais arrojado nestes dois itens. Pneu 140 na trazeira deixa encorpada, brasileiro gosta.

Outra colocação é também sobre o ponto de vista de viagem. Um cavalete central faz falta. Ela carregada só no pezinho lateral pode dar problemas em algumas situações. Problema este que se resolve fácil, pois o da Twister 250 encaixa sem problemas.

Quanto ao conforto, eu não tive maiores problemas e minha garupa também não, levando em conta que era turismo, e não Iron Bud.

Considerando minha estatura e peso, tudo que levei na viagem e mais o que rodei na cidade, ela agradou. Uma moto para usar no dia a dia e pegar a estrada sem medo.

Textos e Imagens: Jerre Rocha
Revisão: Juci Schena

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Jerre Aventura na Serra do Rio do Rastro / RS com direito a passeio noturno inesquecível.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

RevistaExtreme.com | Jerre Aventura na Serra do Rio do Rastro / RS

Com um sábado (29/05) amanhecendo com tempo nublado e pancadas esparsas, a turma foi chegando na Revenda Honda Via Porto, de Porto Alegre/RS em torno de 8h. Motociclistas de Porto Alegre e cidades vizinhas, como Canoas, Viamão, Guaíba e até mesmo Pelotas, distante 250 km da capital, vieram juntar-se ao grupo.

Vale uma resalva para falar dos dois casais que vieram de Pelotas, (Handersen/ Marcos, com suas respectivas esposas) pois rodaram 500 km a mais que todos do grupo. Estradeiros simplesmente, motociclistas ...

Fomos via Free Way ate Osório, parada no Posto KM 01 da Estrada do Mar, abastecimento, cafezinho e ver a chuva cair bem no momento de nossa chegada. Mas já na saída, tinha passado. Opa, parece que a sorte esta se pronunciando para o nosso lado.

Estrada do Mar tranqüila, chegada rápida em Torres/RS, onde já tinha uma mesa nos esperando na Churrascaria Mirim. Momento que a turma aproveitou para relaxar durante a refeição, pegar no pé de alguns, tipo nosso amigo Cristenher que na parada anterior teve dificuldade para colocar a galocha por sobre a bota, pois achava que viria mais chuva. O bombeiro do posto ficou com pena e veio perguntar se precisava de ajuda. E nós um pouco a frente esperando ele. Resultado: Se revoltou com a galocha, não colocou mais. Que culpa ela tem???

Após Torres/RS, pegamos a BR-101 até Içara/SC, que estava relativamente tranqüila. Esta entrada por Içara/SC evita atravessar Criciúma/SC, e posterior perda de tempo, muitas sinaleiras.

Uma paradinha rápida em Cocal do Sul/SC, para então fazer os últimos 60 km ate a serra. Cidades como Urussanga, Orleans foram ficando para trás e já na chegada de Lauro Muller/SC, a serra começa a despontar lá ao longe.

E começa a aceleração...do coração é claro, pois as motos começam é a reduzir, curtir as curvas e a vista que se prenuncia. Após o distrito de Guatá, começa a subida. O hotel já nos esperava, mas foi somente o tempo de largar a bagagem nos apartamentos.

Como o hotel fica no inicio da serra, já foi possível ver que estava limpa. Foi questão de minutos para todos largarem tudo. Como ela podia fechar a qualquer momento, não queríamos perder tempo. Mas foi na continuação no balé das curvas que uma neblina apareceu do lado direito. Bah...justo agora??? Que nada, era passageira! Limpou e na subida com paradas em vários dos mirantes ao longo da estrada, muitas fotos é claro.

Em uma destas paradas nos encontramos com amigos do Cavalos de Ferro de Florianópolis em jornada para São Joaquim. Confraternização da turma, com eles seguindo em frente. Nisso já estavamos chegando na parte iluminada, e começando o espetáculo noturno.
A euforia era geral. Eu mesmo já perdi a conta quantas vezes estive na Serra, e nunca tinha conseguido pegá-la limpa, sem neblina.

Muitas paradas a partir deste ponto. Sendo que posso destacar dois momentos:

A cachoeira que existe a esquerda de quem sobe, toda iluminada, bem ao lado do Monumento aoTropeiro, era um espetáculo da natureza com efeitos de luzes.
Outro foi lá no mirante, bem no topo da serra. Aquelas luzes serpenteando a serra, as cidades a quilômetros de distância, todas iluminadas.

Foi onde toda a magia e a energia positiva que emana daquele espaço se fazia presente no rosto de cada um dos participantes do Tour.Por motivos como estes esta Serra atrai motociclistas do Brasil inteiro para visitá-la.

Mas fazia muito frio e vento, o que fez a turma entrar em alguns quiosques que existem no mirante. Foi a vez do chocolate quente, pinhão entre outras opções para aquele friozinho. Artezanato também se faz presente nos quiosques.

Começamos a descida, curtindo cada curva, pois já nos aguardava um belo jantar no hotel. Momento de descontração e relaxamento mais sorteio de alguns brindes para os participantes do Tour.

Domingo (30/05), 8h30min já estávamos subindo novamente a Serra, agora para ver o espetáculo durante o dia, impressionante e imponente.

A estrada, com sua linhas tortuosas, sempre acompanhada de um lado por uma vegetação densa e exuberante e paredões e do outro, a visão, lá embaixo, de um rio pedregoso.

Ficamos na serra até em torno das 10h30min. Neste momento algumas nuvens passam e resolvem nos deixar alguns pingos, achamos que seria um dilúvio. Mas não, alguns pingos.

Neste momento começamos a descida, parada no quiosque que existe na descida, para comprar lembranças da serra, DVD com o histórico detalhado da construção da serra, entre outros.

Começamos o retorno após o abastecimento em Guatá. Existiram momentos de tristeza, exemplificando a correria do Carlinhos de Canoas, com sua esposa, com correria de ultima hora para comprar traje de chuva e não pegar chuva realmente que se fizesse nescessario o traje. Ele reclamou. Fazer o que nestes momentos???

Almoço novamente em Torres/RS, e retorno com dia limpo e sol grande parte do trajeto.

Isso abriu espaço inclusive para nosso amigo Nenão durante uma parada na Estrada do Mar, enquanto o pessoal da Via Porto batia fotos e conversava, pegar a chave da ignição do carro de apoio. Resultado que todos arrancaram, inclusive o próprio Nenão, andou um pouco e retornou. Nisso o pessoal já tinha virado o carro de apoio do avesso atrás da chave. E o cara de pau do Nenão ainda disse que tinha ido buscar a chave reserva para eles.

Termino aqui minha narrativa, agradecendo sempre cada um em particular pela companhia em mais esta estrada.

Jerre Rocha - Via Porto Honda

E lembrem-se sempre:

"A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. “

(José Saramago)

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