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Dicas de Pilotagem e Segurança - Conheça alguns dos procecidimentos de segurança em caso de acidente.

quinta-feira, 17 de março de 2011

ATENÇÃO VOCÊ NÃO É PARAMÉDICO! Já se viu envolvido num cenário de acidente? Já foi vítima ou já socorreu vítimas de acidentes? Certo é que eles acontecem sem pré-aviso. E quando nos vemos envolvidos, muitas vezes, não sabemos o que fazer. Já há alguns anos, houve uma Conferência sobre Segurança no Motociclismo nos Estados Unidos. Um instrutor, de nome Slider Gilmore, fez uma comunicação acerca das atitudes a tomar perante uma cena de acidente. De seguida, pode conhecer as medidas recomendadas por Slider Gilmore.

“Golden Hour” – Nos E.U.A. é este o termo utilizado pelos técnicos de emergência para descrever a primeira hora após um acidente. Significa “Hora Dourada”. Ou seja, uma vítima de acidente tem mais hipóteses de sobrevivência se estiverem na cirurgia no espaço de uma hora após ocorrer o acidente. Quem deve tratar de tudo são os técnicos de emergência médica, mas existem cuidados básicos que qualquer um pode ter até eles chegarem.

1. Mantenha a calma… Pense!

Em caso de acidente a adrenalina dispara. Mas o mais importante, aliás fundamental, é que alguém consiga manter a calma. Se vir um acidente, pare e respire fundo. vai ajudá-lo a manter a calma. A imagem de alguém demasiado nervoso ou histérico não ajuda ninguém.

2. Estabeleça comunicação com a vítima e tente acalmá-la (se possível)

Depois de sofrer um acidente, qualquer ser humano estará confuso e com medo. Provavelmente não se deram conta de como tudo aconteceu. Muitas vezes a única coisa em que pensam é no estado da moto. É importante reconfortar a vítima e tentar fazer com que não se mexa ou tente alcançar a moto. Diga algo do gênero: ” Você teve um acidente de moto. É importante que não tente mexer-se. O meu nome é José (p.e.) e a ambulância está a caminho.”
Cuidado com o que diz perto da vítima, mesmo que esteja inconsciente. A audição funciona num estado de inconsciência e se algo de alarmante for dito, a vítima poderá registrar e só lhe fará mal. Tente transparecer calma para reduzir o pânico de todos os presentes, domine a situação em volta, para que estabeleça um ordem.

3. Fatores de segurança

Em cenários de acidente muitas coisas podem acontecer ao mesmo tempo. Mantenha a segurança em mente.

Trânsito – Se estiver alguém disponível peça a duas pessoas que se mantenham nas extremidades do local a indicar o caminho aos que passam. Especialmente se o acidente ocorrer perto de uma curva, pois os condutores de outros veículos podem não ter tempo de parar depois de ver os obstáculos.

Materiais Perigosos ( óleos, combustíveis, etc.) – As pessoas e os veículos podem escorregar nestes materiais. Imagine-se se os técnicos escorregam enquanto transportam a vítima… só iria piorar a situação! Como será difícil limpar o local, convém assinalar onde está.

Cabos de alta-tensão – Se os cabos estão à volta ou perto da vítima, a equipe de salvamento poderá não conseguir chegar à vítima até que sejam desativados. É importante contatar a empresa local, para que a mesma os desative. Se esse contato só for feito após a ambulância chegar, desperdiça-se tempo precioso da “Hora Dourada”.

Fogo- As pessoas tendem a fumar mais quando está sob stress. Peça às pessoas que não fumem ou que se afastem dos materiais inflamáveis e das motos.

4. A pessoa com melhores conhecimentos de primeiros socorros deve atender a vítima]

Assumindo que a vítima está no chão, a pessoa deve sentar-se atrás da cabeça e estabilizá-la, de modo a evitar movimentos desnecessários (segurar a cabeça, p.e.). Assuma que a vítima poderá ter traumatismos a nível da cabeça ou da coluna vertebral e que qualquer movimento poderá causar a paralisia. Essa pessoa deve verificar constantemente o seguinte:

Urgência – Tente verificar a gravidade dos ferimentos

Vias Respiratórias – Tem gravilha no capacete ou algo na garganta a impedir a entrada do ar? Tente desbloquear imediatamente sem retirar o capacete.

Respiração – A vítima respira? Determine pela audição, observe o peito, etc.

Imobilização da Espinha Cervical – Segure a cabeça da vítima. Se a vítima estiver consciente peça que fale sem mexer a cabeça. Assuma sempre que pde haver uma lesão da cabeça ou da coluna cervical.

5. As 3 perguntas

Pergunte as seguintes questões à vítima e registre as respostas:
- Como se chama?
- Onde está?
- Em que dia da semana estamos?

6. Se a respiração está normal NÃO TENTE RETIRAR O CAPACETE !!!

7. Chame a ambulância

Se não poder fazê-lo, peça a alguém que vá a uma casa ou café mais perto para chamar a ambulância…

8. O que deverá dizer ao despachante do serviço de emergência:

1º Houve um acidente de moto
2º É necessária uma ambulância
3º O número de feridos e a gravidade dos ferimentos. Podem ser necessárias mais ambulâncias conforme o número de feridos e a gravidade dos ferimentos
4º A localização do acidente
5º A pessoa que telefona deve ser a última a desligar. Poderá ter que dar mais algumas informações.
6º Atenha-se somente ao ocorrido e responda prontamente todas as perguntas

9. registre informações pessoais da vítima (se estiver consciente, pois pode desmaiar)

- Nome completo
- Parente mais próximo ( e o contacto)
- Idade e data de nascimento
- Médico de família
- Alergias
- Se toma algum medicamento ou se é toxicodependente
- Última refeição e há quanto tempo a tomou
- Se se recorda como ocorreu o acidente

10. Verifique o pulso a cada 5 minutos

Além de verificar o pulso também deve verificar o ritmo da respiração: se é rápida, com dificuldade, um ruído. Pode ser útil aos paramédicos.

11 - Esteja atento aos sinais de choque

Se verificar os seguintes sinais, a vítima pode estar a entrar em choque:

- Incapacidade de responder às 3 questões corretamente;
- Pele pálida e fria
- Se pressionar a pele com o polegar até ficar branca, ela deverá ficar novamente rosada após 2 segundos. Se levar mais tempo, não é bom sinal.
- Ao pressionar o pulso não sente as batidas do coração, mas ainda consegue senti-las no pescoço.
Não há muito a fazer depois da vítima entrar em choque, mas ainda assim pode:
- Desapertar a roupa apertada
- Manter a vítima quente (mas não demasiado)
- Controlar as hemorragias (quando existirem)
- Imobilizar as fraturas – alivia a dor e diminui as hemorragias)

12 - A ambulância

Quando chegarem os paramédicos informe as circunstâncias do acidente, todas as medidas que tomou e todas as informações que registrou. Não oculte nada. Os paramédicos não são agentes da lei e esconder qualquer informação (como consumo de droga ou álcool) só iria prejudicar a vítima.

Se a respiração está normal NÃO TENTE RETIRAR O CAPACETE !!!

Se necessário e se estiver seguro das condições físicas do motociclista, este é o método recomendado pelo Colégio Americano de Cirurgiões Ortopédicos. Requer duas pessoas.

Primeiro devem retirar a viseira e a correia do queixo. Uma pessoa deve estar ao lado da cabeça da vítima e a outra deve estar por trás a estabilizar a cabeça para evitar o excesso de movimento.
A pessoa que está ao lado deve colocar uma mão atrás da cabeça da vítima para apoiar a base do crânio (não o capacete). E coloca a outra mão no queixo (e não no capacete). Essa pessoa esta a dar apoio à cabeça, logo deve segurar bem ainda que tentando não machucar. Deve manter os braços rígidos para que, quando a outra pessoa retirar o capacete, a cabeça não caia.

A pessoa que está atrás da cabeça da vítima , deve puxar lentamente o capacete para trás e para fora da cabeça. Deve ter cuidado com o nariz e com as orelhas da vítima.
Devem colocar de imediato um casaco debaixo da cabeça da vítima. Se a pessoa que segura a cabeça deixar de o fazer, a cabeça pode cair alguns 4 cms o que não seria bom. Se possível seria bom que fosse uma terceira pessoa a colocar o casaco assim que o capacete for retirado. A pessoa que está atrás da cabeça deve segurar novamente a cabeça para imobilizar a coluna cervical.
Voltamos a relembrar que o capacete só deve ser retirado em último caso!!!

Observação importante é, caso não tenha segurança em fazer a retirada do capacete, e outros vão tentar, pelo menos você saberá como faze-lo corretamente.
Em Situações de acidente, sempre aparecem pessoas querendo ajudar, e os que dizem saber de tudo, e cometem erros, neste caso, pelo menos você evitará que façam um procedimento inadequado.

Material enviado por nosso colaborador: Ailton Cesar - Instrutor do Curso de Pilotagem Honda - Recife/PE texto original retirado da revista Motoesporte.

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Dicas para uma pilotagem segura, manter os sentidos alerta e atenção constante ajudam a prevenir acidentes.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Não vamos falar de bruxas, pais-de-santo, cartomantes ou ciganos... Mas veja só essa situação: uma senhora está parada na frente do shopping com as mãos repletas de sacolas. Ela pode tê prejudicar! Como assim? Não fiz nada para ela! É, mas o piloto atento sabe que ela pode fazer sinal para um táxi que poderá fechar sua moto sem dó nem piedade. Essa é uma típica situação onde não precisa ser vivente para prever o perigo. Mas nem todos os motociclistas têm essa noção.

Afinal tem muita gente sem experiência entrando no mundo das duas rodas. Isso por conta do aumento do número de motos no já complicado trânsito brasileiro, o que reflete um dado importante: a cada dia, mais e mais motociclistas estão nas ruas atrás de mobilidade. E o aumento de vendas de motos sugere um dado ainda mais importante, ou seja, pedestres e motoristas, que antes andavam de ônibus ou de automóvel, estão atrás do guidão.

A motocicleta é um veículo singular. Até mesmo a nomenclatura é diferente. Quem conduz uma moto não é motorista ou condutor. É piloto! E segundo alguns dicionários de língua portuguesa, motorista é aquele que conduz veículos automotores, chofer. E piloto é aquele que conduz ou administra veículos especiais, como barco, avião etc. Então, entende-se que pilotar é diferente de conduzir. E, tenha certeza, a motocicleta exige uma pilotagem, e não uma simples condução.

Na arte de pilotar, a segurança é fundamental. E a base da segurança se divide em duas plataformas: a segurança ativa e a passiva. A ativa é tudo aquilo relacionado a evitar o acidente em si. A passiva, por outro lado, é relativa a tudo que será exigido depois. Exemplificando, seu modo de dirigir, ops, pilotar, é segurança ativa e seu capacete é parte da segurança passiva. Os automóveis, por suas características, têm um patamar de segurança passiva muito maior, que vão desde o cinto de segurança, passando pela deformação da carroceria, até air bags. Para nós, restam apenas o capacete, luvas, vestimentas... Portanto, é muito melhor não cair, não bater, não se expor ao risco.

Pilotar é planejar

"Ah, mas os acidentes podem nos pegar de surpresa...". Nem sempre. Segundo nosso colaborador Normando Rolim, especialista e usuário de motocicleta, "pilotar defensivamente é planejar e prever todas as ações ao guidão". Responda, com sinceridade: quantas vezes você passou por apuros por causa de uma manobra que poderia ser adiada alguns segundos?

Uma ultrapassagem mal estudada, uma curva mais rápida do que devia ou um toque no espelho do carro ao lado são sinais de abuso ou distração que poderiam, tranqüilamente serem evitados. Observe que a segurança é fruto de um trabalho conjunto, que envolve desde o ambiente, você - piloto - até a motocicleta em si.

Em resumo, são variáveis que podem (e devem, como veremos a seguir) serem controladas. Ou simplesmente antecipadas: se não podemos arrumar as estradas, vale pelo menos andar em velocidade compatível com o pavimento e a sinalização. Portanto, a primeira e importante regra em relação ao ambiente: pilote consciente, antecipando os possíveis buracos, cachorros, insetos na viseira, bolas, crianças e por aí vai. Por mais conhecida que seja a estrada, um caminhão jogando diesel segundos atrás pode lhe causar uma surpresa desagradável na próxima curva. E, depois, não vale dizer: "Ah, mas os acidentes podem nos pegar de surpresa...". Surpresa é quando não prevemos algo. Portanto, antecipe-se.

Todos os sentidos

Acredite, pilotar motocicleta é uma arte. Todos os sentidos e reflexos devem ser usados. O tempo todo, todo o tempo. Acabo de escutar uma história vivenciada pelo nosso web-master-piloto de plantão, Francis Vieira, que acabou de se safar de um tombo idiota (ou coisa pior). "Meu, senti o cheiro de diesel e arranquei a mão na hora". Traduzindo, Francis usou seu olfato e se antecipou ao óleo derramado por um caminhão qualquer. Dito e feito, o asfalto estava lá, coberto pela fina e traiçoeira camada de diesel, esperando os desatentos.

Nosso nariz pode prever as intenções das mulheres cheirosas e também da "surpresa" de um diesel espalhado na próxima curva. Cheiro de chuva, de diesel, de queimada (que pode prejudicar a visão) é cheiro de encrenca. Preste atenção ao sinal do nariz e controle o ímpeto no punho da direita. Situações de risco não faltam, mas podem ser antecipadas.

Bolas, skates, escolas... hum, também requerem atenção e cuidado. Nossa acuidade visual é imprescindível para uma pilotagem segura. Óbvio que devemos fixar nossa visão à frente, mas não somente ao trânsito e aos semáforos. Crianças (e alguns adultos pensando na morte da bezerra.


OS 10 MANDAMENTOS DA PILOTAGEM SEGURA

1) Conhecer as leis de Trânsito e obedecer a sinalização;
2) Usar sempre o capacete e os equipamentos de segurança;
3) Conhecer o veículo que está pilotando e saber comandá-lo com destreza;
4) Manter o veículo sempre em boas condições de funcionamento;
5) Prever a possibilidade de acidentes e ser capaz de evitá-los;
6) Se concentrar na pilotagem; não resolva seus problemas em cima da moto;
7) Não aceitar desafios e provocações;
8) Não conduzir cansado, sob o efeito de álcool e drogas;
9) Veja e seja visto;
10) Não abusar da autoconfiança.

Com a palavra, o motoboy



Os motoboys têm uma vivência diária com os riscos do trânsito. Um deles é Antonio Carlos Camacho, que passa algumas dicas: "Sempre olho dentro do carro o que o motorista pretende fazer. Um movimento de ombro ou de cabeça pode indicar a intenção de mudar de faixa. Com caminhões e ônibus não bobeio. Buzino até que ele me veja pelo espelho, aí sim continuo. Caso contrário, paro atrás e só passo quando tiver espaço". Prudência, velocidade comedida e antecipação são boas maneiras de pilotar seguro. Mas como já dissemos, nada disso adianta se você não estiver bem equipado, com os espelhos regulados e, acima de tudo, atento ao trânsito e a tudo que acontece ao redor dele. Ah, claro, cuidados com a motoca também são fundamentais, principalmente em relação aos freios, pneus e transmissão. Só assim, poderemos reverter o terrível quadro de acidentes que assola o Brasil e, de quebra, curtir nossa motocicleta por muitos e muitos anos.

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Frenagem de emergência com motos. O inesperado acontece e as vezes o freio é a única solução.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Frenagem com motos

Rodando a 60 km/h, a moto serpenteia entre os carros entalados no congestionamento. Habilidoso, o piloto executa manobras rápidas quando percebe a aproximação de um carro na traseira. Em uma fração de segundo, desvia o olhar para o retrovisor. Nesse instante o trânsito pára. Não há por onde escapar! Habilidade não falta, espaço sim. Mesmo freada a 60 km/h, a moto segue em frente mais dois segundos e ainda roda 16 metros: se o carro estiver parado a 14 metros da moto, a pancada é praticamente inevitável.

O que aconteceu com o nosso piloto imaginário infelizmente é comum. Por mais habilidade que se tenha, o espaço de frenagem de uma moto depende de vários fatores. No Campo de Provas da Pirelli, em Sumaré (SP), comprovamos que uma Honda CG 150 precisa de 9 metros para frear a 40 km/h, espaço que quase dobra, indo para 16 metros, se a moto estiver a 60 km/h. Se o piso estiver molhado, o espaço necessário chega a 20 metros, rodando nos mesmos 60 km/h. Além disso, evitar ou não um acidente pode depender também do estado dos pneus, da manutenção dos freios e de seu uso correto. Do excesso de velocidade não há como escapar: a 90 km/h, a CG percorreu mais de 40 m até parar totalmente.

Para mostrar tudo isso na prática, usamos uma Honda CG 150 ESD equipada com freio a disco na dianteira e pneus novos, os originais Pirelli City Demon, com a calibragem recomendada pelo fabricante (25 libras na dianteira e 28 na traseira, rodando só com o piloto).

Clique na imagem para ampliar!As condições do teste no Campo de Provas também foram as ideais. Tanto no asfalto seco quanto molhado, a pista apresentava a melhor aderência possível, sem buracos ou qualquer vestígio de óleo ou areia. Assim, os números obtidos pelos pilotos são os melhores que se pode conseguir em uma frenagem – devidamente confirmados por um GPS (Global Position System) conectado simultaneamente a sete satélites, com precisão de centímetros e milésimos de segundo!

Foram mais de 60 frenagens realizadas da forma correta: 70% da pressão no freio dianteiro e 30% no traseiro. Porém, como muita gente usa apenas o freio traseiro os pilotos mediram o espaço percorrido usando essa frenagem errada. Como era de se esperar, os espaços foram praticamente o dobro: a 60 km/h, foram 43 m usando só o freio traseiro contra apenas 16 m com a utilização dos dois freios. Uma demonstração importante para tentar acabar com este vício de alguns motociclistas (veja “Só no traseiro”).

Clique na imagem para ampliar!Também a pressão dos pneus influência na segurança da frenagem. Um pneu dianteiro com pressão abaixo do recomendado, no caso 15 libras contra as 25 indicadas pelo fabricante, mostrou um resultado interessante numa frenagem a 40 km/h.

Clique na imagem para ampliar!O pneu rodou no aro e poderia até arrancar o bico da câmara (veja “Risco no bico”). As leis da física são cruéis com pilotos habilidosos ou não, e cobra em distância de frenagem o preço de descuidos com a manutenção ou excesso de velocidade.

Risco no bico

Uma frenagem de emergência com o pneu murcho pode acabar em queda. O pneu é capaz de rodar no aro e arrancar o bico da câmara, ocasionando vazamento instantâneo. Mesmo em baixa velocidade o risco de queda existe. Se o pneu murchar ou sair do aro o piloto terá a desagradável surpresa de realmente perder o controle da moto.

Só no traseiro

Para quem ainda acredita que usar o freio traseiro é o mais seguro, realizamos medições a 60 km/h como exemplo. Só usando o freio traseiro (apenas com o piloto), a moto percorre exatos 43,14 metros contra os 16,02 metros na frenagem normal (usando os freios dianteiro e traseiro). Ou seja: a moto percorre quase o triplo do espaço até parar.

Clique na imagem para ampliar!Na pista molhada essa diferença fica ainda maior e controlar a moto é uma tarefa mais difícil, já que ela tende a sair de lado no asfalto molhado. Quem usa apenas o freio traseiro acredita na “lenda urbana” (talvez vindo dos primeiros tempos das bicicletas) de que o uso do freio dianteiro faz o moto “capotar” de frente.

Clique na imagem para ampliar!

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Corredor e moto, um dos dilemas das grandes cidades e principalmente dos motociclistas.

sábado, 7 de agosto de 2010

Um dos temas mais polêmicos sobre o trânsito nas grandes cidades chama-se corredor e motos. Li uma matéria publicada no Motos Blog escrita pelo motociclista Daniel Ribeiro me chamou a atenção e quero compartilhar com nossos leitores. Acompanhe o texto:

Já faz algum tempo que não falo sobre segurança aqui no Motos Blog, e as matérias que sairam no Fantástico (20/06/2010) e no Globo Repórter da última sexta-feira (16/07/2010) acabaram me motivando a falar um pouco sobre isso.

Para começar, eu não entendo porque eles sempre falam só dos Motoboys. No primeiro programa que eles fizeram, 2 anos atrás, eles até falaram um pouco daqueles que não são motoboys (por uns 30 segundos). Mas neste, falaram exclusivamente dos Motoboys. Não entendo porque eles não fazem um documentário sobre os Motociclistas que viajam, sobre os passeios, os motoclubes, a camaradagem, as motos de alta cilindrada e tudo mais… Mas enfim, vamos ao que interessa.

Eu sempre deixei claro aqui que não sou exemplo para ninguém. Não sou exemplo de bom comportamento nem de cumprimento das leis a risca. Já recebi multas por muitos motivos, já tive minha CNH suspensa, já tive a moto apreendida por rodar com pneus gastos demais, já caí por abusar da sorte. Então eu não sou “almofadinha” querendo dar lição de moral em ninguém, não sou perfeito, e por isso acho que minhas dicas podem servir para você e para todo mundo que usa a Moto no dia-a-dia. São dicas de alguém que vive o trânsito de São Paulo todos os dias, e que portanto sabe o que se passa.

A primeira e mais importante dica que dou é: Use TODOS os equipamentos de segurança (Botas, Luvas, Calça com protetores, Jaqueta com protetores e um bom Capacete). Quanto tudo mais falhar, são eles que vão garantir que você não vai se machucar. No Fantástico, falaram sobre um sujeito que teve o pé decepado e reimplantado. Tudo o que eu consegui pensar foi “Se ele estivesse usando botas, isso não teria acontecido“. Vestir todos os equipamentos dá trabalho? Dá sim. Vai te consumir uns 5 minutos (se você for muito lento). Mas estes 5 minutos são muito pouco tempo perto do tempo que você vai economizar com a moto. Quer usar moto? Acostume-se com isso.

E como não sou hipócrita, então não vou dizer aqui “não ande no corredor“, pois eu mesmo ando e não saberia como não andar nele. Quem compra uma moto para ir e vir do trabalho geralmente faz isso pensando em ganhar tempo. E ficar parado atrás dos carros vai completamente contra isso. Portanto, o corredor é uma realidade, e em vez de evitar, você deve saber usar corretamente.

A grande maioria dos acidentes que acontecem no corredor não são causados pelos motociclistas, mas sim pelos motoristas dos carros. Eles atravessam o corredor sem sinalizar, sem olhar se vem vindo uma moto, e como o Motociclista é o lado mais fraco, acaba saindo prejudicado. Então, é responsabilidade do motociclista se prevenir dos maus motoristas. A máxima “Dirigir por você e pelos outros” não é um chavão inútil. Ele diz extamente isso: Que você deve pilotar por você e ainda corrigir as barbeiragens dos outros. Afinal, você é o único prejudicado quando as coisas dão errado, não é mesmo?

Por exemplo: Você está andando em um corredor, e percebe que, de repente, a faixa da esquerda ficou livre, enquanto a faixa da direita está parada. É óbvio que algum Zé Mané vai querer ingressar na faixa livre repentinamente, aproveitando a oportunidade da vida dele de ganhar uns 50 metros em cima dos outros motoristas. E azar de quem estiver no corredor nesta hora. Percebeu? Você consegue prever essas situações de longe, basta prestar atenção.

Se você vê uma situação de risco se formando na sua frente, o mínimo que você tem que fazer é reduzir a velocidade. Você pode também buzinar para avisar ao Mané que você está ali, ou piscar o farol alto… Não importa, contanto que reduza a velocidade, pois o Zé Mané pode simplesmente ignorar os seus sinais. É como prever o futuro. Atrás de uma bola, sempre vem uma criança. Atrás de uma fila livre, sempre vem um Zé Mané.

Outro exemplo: Você está andando no corredor, e percebe que ele está ficando apertado repentinamente. Não adianta ficar se enfiando, tentando ganhar cada espelho, requebrando entre os carros para avançar mais e mais centímetros, pois se os carros começarem a andar e você estiver parado entre eles, certamente algum deles vai te acertar o pé, ou o guidão da moto. Se o corredor estreitou, abandone-o. Não force a passagem.

Você deve prestar atenção ao andar no corredor. Deve olhar sempre ao longe, para pensar em como vai fazer o seu caminho. Não adianta prestar atenção apenas 5 metros a frente, é preciso olhar bem mais longe que isso, mas sem perder o foco no que está próximo. Se você anda de moto ouvindo música (com fontes de ouvido), deveria repensar essa atitude, pois a música tira a concentração e é um convite a errar. A pilotagem da moto é tensa, exige concentração, atenção e destreza. Não existe passeio quando você está num congestionamento. Deixe para relaxar no final de semana.

E quanto a velocidade: Não corra. Ande a uma velocidade em que seja possível parar caso o carro a sua frente se atravesse. Essa medida não é específica, e vai depender da velocidade que o trânsito está fluindo. Se o transito está fluindo a 50 km/h, então o carro fica a uns 20 metros. Se está a 90 km/h, o carro fica a uns 30 metros. Se está parado, o carro fica a 5 metros. Quanto mais lento o transito está, mais lento você deve estar. A diferença de velocidade nunca deve ser superior a 30 ou 40 km/h em relação a velocidade dos carros. E se os carros estão andando a 90 km/h, então você não precisa andar no corredor, não é mesmo?

É melhor estar sempre um pouco mais rápido que os carros, mas a diferença tem que ser pequena.
Se houver alguma outra pessoa de moto atrás de você querendo te ultrapassar, procure com calma algum ponto onde seja possível você dar a passagem para ele. Deixa ele se matar sozinho! Você não precisa correr mais para atender a pressão do motoqueiro.

Tome cuidado especial ao andar em corredores de avenidas por onde podem cruzar pedestres. Quando o trânsito de carros para, os pedestres atravessam mesmo com o semáforo aberto para os veículos, e raramente lembram que as motos não estão paradas. Existem muitos casos de atropelamento de pedestres com o trânsito parado para os carros. Preste atenção também aos ônibus. Muitos passageiros descem pela porta da frente, passam pela frente do ônibus e simplesmente pulam no corredor bem na hora que você está passando. É um baita susto! Passe sempre devagar ao lado de ônibus parado.

E não esqueça o mais importante: Ande equipado. Use equipamentos de qualidade. Eles valem cada centavo quando são usados, pode acreditar.

Eu não entendo porque a TV não se preocupa em educar a população. Um veículo com um alcance tão grande poderia fazer muito mais pela população do que qualquer outro. Colocar um rapaz acidentado dizendo “Eu nunca mais ando de moto” não é educar. Isso não é solução para ninguém! Ninguém vai deixar de andar de moto por isso! Seria melhor ensinar as pessoas como agir melhor no trânsito, como se proteger e como se comportar… Mas não, tudo o que fazem é mostrar números e gente com seqüelas.

Via: Motos Blog

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10 Motivos para andar de moto em São Paulo. Saiba porque é vantajoso optar pela motocicleta como meio de transporte

sábado, 17 de outubro de 2009

O que seria da nossa pizza quentinha no sábado a noite se ela fosse entregue através de carro? Com o trânsito caótico, que já se estendeu até nos finais de semana, ela chegaria fria e borrachuda. E, muito além das pizzas, o que seria da nossa saúde se quando estivéssemos passando mal, as farmácias de plantão não pudessem entregar os remédios com a rapidez que nos confiam hoje? Fora os policiais nas escoltas das ruas e os profissionais da CET e do SAMU, na hora de atender um problema no trânsito ou socorrer alguém em um acidente.

É por isso que o professor, motociclista, vice-presidente da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram) e membro suplente da Câmara Temática de Educação para o Trânsito e Cidadania do Contran, Ulisses Nogueira Salvador, defende e aponta 10 vantagens de utilizar a motocicleta no trânsito hoje, seja profissionalmente no sistema de entregas, ou até para ir ao trabalho ou em momentos de lazer.

1. Mais praticidade:

Não só na cidade de São Paulo como nas grandes capitais de todo o Brasil, o trânsito é um problema que não conseguirá ser resolvido a curto prazo. Por isso, a solução seria aumentar as ruas, entretanto, Salvador diz que não existe mais essa possibilidade em São Paulo, então um dos recursos foi diminuir o tamanho dos veículos que trafegam na cidade. É aí que entram as motocicletas, pois segundo ele, no mesmo lugar de um carro, cabem cinco motos.

2. Melhor que transporte público:

De acordo com Salvador, a motocicleta mantém uma vantagem não só dos carros como também dos transportes públicos. Primeiro em termos econômicos, pois o gasto é semelhante ou às vezes menor do que o da passagem de um ônibus. Segundo porque a motocicleta nunca vai ficar parada no trânsito, pois utiliza o corredor, ou seja, a pessoa não precisa ficar em pé no ônibus parada por horas em um congestionamento.

3. Mais rápida:

Os paulistanos hoje dispõem de pouco tempo para fazer tudo. Se eles tiverem de ir a algum lugar na cidade de São Paulo, têm que reservar quase duas horas para ir e duas horas para voltar. E eles precisam do deslocamento constante para longas distâncias, para executar o seu trabalho profissional, pois apesar da Internet e do celular, a presença física ainda é essencial. Na opinião de Salvador, é aí que a moto se torna o veículo perfeito, pois em meia hora a pessoa consegue ir e voltar do seu compromisso, ou seja, aproveita melhor o seu tempo diário.

4. Benéfica até no rodízio:

Segundo o vice-presidente da ABRAM, Ulisses Nogueira Salvador, a moto não perde a vantagem sobre o carro nem mesmo no rodízio, pois enquanto os automóveis são limitados a rodarem apenas quatro dias na semana, o motociclista com a sua guerreira pode andar tranqüilamente, em qualquer horário, nos cinco dias úteis.

5. Manutenção mais em conta:

Outra conveniência que Salvador aponta da motocicleta é em relação ao seu custo de manutenção, na qual a vistoria e o conserto dos freios, motor, mão-de-obra, entre outros, chegam a ser metade do preço. Por exemplo, a motocicleta gasta cerca de R$ 35 por hora na oficina mecânica, enquanto que o carro vai gastar em torno de R$ 70 ou R$ 80.

6. Fácil de estacionar:

Salvador aponta também que uma grande regalia da motocicleta é a praticidade em encontrar um lugar para estacionar. Além dos bolsões de estacionamento, que são áreas reservadas pela prefeitura só para a parada de motos, os pilotos podem estacionar em qualquer lugar, como entre dois carros, ou seja, ela sempre vai encontrar um espaço nas ruas.

7. Dribla o pedágio:

Diferente dos automóveis, as motos nem sempre pagam pedágio. Isso acontece nas estradas estaduais de São Paulo, onde não é cobrado o pedágio de motocicletas, apenas em algumas estradas federais. Entretanto, o vice-presidente da ABRAM diz que alguns benefícios surgiram, como no trecho da Fernão Dias, onde o pedágio para motos está apenas R$ 0,55.

8. Rápida em viagens:

Ulisses Nogueira Salvador diz que as motos são também uma boa opção para viagens rápidas, para fugir do trânsito da capital e relaxar. Por ser um veículo econômico e veloz, o condutor aproveita muito mais a viagem e ainda usufrui do encanto da paisagem.

9. Menos combustível

O condutor também tem a vantagem de gastar menos combustível, pois mesmo em um congestionamento, o motociclista tem a possibilidade de circular em uma velocidade reduzida, já em um carro, gastará mais combustível por ficar imóvel. Sem contar que um automóvel só faz 15 km por litro, enquanto que uma moto chega a rodar 30 km por litro.

10. Bom investimento

Para concluir, um dos maiores benefícios em optar pela motocicleta ao invés do carro é que a pessoa também vai pagar mais barato por este veículo. Dependendo do modelo, encontra-se no mercado moto zero km na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil, enquanto que um automóvel zero km custa de R$ 20 mil para cima. Isso porque ela é esteticamente menor e possui um motor 10 vezes mais leve que o carro, ou seja, com isso gasta menos combustível.

Se liga! A moto polui menos?

De acordo com o vice-presidente da Abram, Ulisses Nogueira Salvador, em relação ao meio ambiente, a moto ainda não bate o carro, pois a maioria usa carburadores e no Brasil, todos os carros utilizam a injeção eletrônica. Contudo, algumas motos já estão sendo fabricadas com este sistema. “Quando toda frota de motocicletas forem substituídas por injeção eletrônica, em relação a poluir o meio ambiente, elas estarão ombro a ombro com os automóveis”, declara.

Falando nisso...

O consultor de empresas, Joel Bueno da Costa Filho, já pilota moto há 30 anos e diz que não troca a sua máquina por nenhum automóvel, pois nestes anos todos de estrada, ela traz vantagens de economia e tempo no seu dia-a-dia que não tem preço. “Por exemplo, de onde eu moro na Zona Leste até o centro empresarial onde trabalho, de manhã, de carro gasta-se no mínimo 1h30min no trânsito, enquanto que de moto, percorro o mesmo trecho em uns 30 minutos”, comemora.

Fonte: Jornal Motovrum

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Vestimenta para motociclistas. Estilo não é tudo, segurança em primeiro lugar.

domingo, 20 de setembro de 2009

Todos nós que rodamos de moto na estrada (moto estradeiros), sabemos que os motociclistas que pilotam motos Speed (moto esportiva), tipo R1, Srad, CBR 1000 e outras, rodam na estrada pra acelerar. O estilo é outro. O prazer do motociclista é outro.

Os moto estradeiros gostam de viajar curtas e longas distâncias rodando em menor velocidade, os motociclistas de motos esportivas gostam de rodar em alta velocidade e curtas distâncias. Claro, existem excessões.

São perfis pessoais e de motociclistas bem distintos. Tudo é diferente, desde o estilo de moto, da pilotagem, das vestimentas, de tudo. Os motociclistas estradeiros, principalmente os integrantes de Mc´s (Moto Clubes) costumam rodar em grupos médios e grandes, com vários amigos. Já os motociclistas de moto Speed (esportivas), rodam solos ou em grupos pequenos.

Uma coisa é certa: a moto velocidade é mais arriscada. O número de acidentes é maior. O risco é maior. A pilotagem é no limite. Devido a isso, os pilotos de moto speed (moto esportiva), usam mais roupas de proteção. Usam macacões, luvas especiais, botas super resistentes, protetores de colunas e ótimos capacetes.

Já escutei de amigos moto estradeiros: "não tem jeito, caiu de moto se machuca feio, mesmo usando produtos de proteção". Bobagem tal comentário. Pura balela. Coisa de "piloto Easy Rider" que não se tocou que vive no século XXI. Do outro lado, as indústrias fabricantes desses produtos de proteção para motociclistas (grande maioria internacionais) realizam estudos feitos por engenheiros, afim de tornar seus produtos mais eficientes. É bobagem, histórinha da "carochinha", acharmos que tais produtos não ajuda a proteger. Na Europa e Estados Unidos tem leis rigorosas relativas a tais produtos. Não é brincadeirinha, protegem mesmo.

Porque os pilotos de motos esportivas usam tantas proteções? Vamos ver se você acerta a resposta, temos as opções:

a) Porque por estar em alta velocidade e sofrerem um acidente, gera mais "sequelas" ao piloto.
b) Porque correm mais riscos de sofrerem acidentes.

Qual a sua resposta?

Resposta correta: B - Porque correm mais riscos de acidentes. Só por isso. A velocidade não importa, você pode estar há 40km/h, 80km/h, 120km/h ou 240km/h, e as sequelas serem as mesmas, ou a de menor velocidade gerar mais sequelas. Tudo depende de "n" fatores. Agora, os pilotos de motos esportivas se preocupam bastante com o quesito: segurança.

Raramente se vê um piloto de Speed (moto esportiva), sem macacão, ou roupas de cordura, botas especiais com diversos protetores, luvas rigidas com protetores para todos os ossos e punho e protetores de coluna. Eles são muito mais preocupados e usuários desses tipos de produtos. E dentre os motivos, o mais forte é: a chance deles "caírem" é maior.

Por isso, fica para reflexão:

Por que os motociclistas estradeiros, principalmente os que rodam de custom, usam jaquetas de couro ao invés de uma com tecido especial? Onde a maior variedade são de cordura, mas existem várias outras com tecidos diferentes. Não se compara a proteção, os de couro protegem muito menos (com excessões desses de couro reforçado que também vem com proteções na coluna, ombros e cotovelos). E as luvas de dedo? Essas não protegem absolutamente nada, só enganam sua cabeça. As mãos são quase sempre afetada num acidente de moto, é natural que o piloto estique os braços para se proteger, é um reflexo difícil de ser alterado. Os pés, os calcanhares, são também muito propensos a sofrerem escoriações e lesões. Por isso, os pilotos de moto Speed (moto esportiva), rodam com excelentes luvas e botas. Não são doidos de pilotarem usando luva de dedo e tênis, ou sapatinhos de couro.

Sabemos que tem ainda a questão de estilo visual e da vestimenta. O "Speedeiro" tem um visual mais moderno, colorido. Usão macacões e tal. Já os moto estradeiros, principalmente os de custom, tem um visual mais retrô, usam couros, coletes, tem um estilo mais de bad boy.

Tudo bem essas diferenças são legais, a variedade de gostos é um estado de direito. Todos nos devemos respeitar, cada um tem o direito de ter seus gostos e estilos. Agora, nós motociclistas estradeiros (eu me incluo nessa categoria do motociclismo), precisamos começar a mudar nossos hábitos e nos preocuparmos com segurança. Antes que ocorra um acidente e só depois de tal aprendizado prático, mudarmos nossos hábitos. No mais, existem diversas roupas especiais, com tecnologia de ponta e feita pensando na melhor segurança do piloto, produtos com cara de "moto estradeiros"; pretos e cores escuras.

Cada um no seu estilo, mas todos com mais segurança. Sua saúde, integridade física e família agradecem.

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Postura correta para pilotar sua moto evita dores no corpo.

sábado, 5 de setembro de 2009

A posição de pilotagem não é uma preocupação exclusiva dos pilotos. Com as orientações corretas, todos os motociclistas podem evitar pequenos vícios de postura, viajar mais e com mais conforto. Isso sem falar na saúde, depois de alguns anos sobre duas rodas. "O ideal é que a pessoa se sinta confortável e numa posição segura na moto, sem dores lombares ou nos ombros", diz o ortopedista Alexandre Ferreira, que cuida dos pilotos dos campeonatos organizados pela CBM.

Cada estilo de moto posiciona o piloto de forma diferente, exigindo mais suporte de determinados músculos e articulações. Partindo de dois extremos fica fácil perceber: numa custom, o guidão mais próximo do corpo e as pedaleiras à frente deixam o piloto apoiado sobre o quadril, literalmente sentado; já numa esportiva, o guidão baixo e embutido na carenagem exige que o corpo se estique para a frente, enquanto as pernas ficam recuadas para que os pés se encaixem nas pedaleiras, na mesma linha do banco. "Também vemos muitas pessoas que compram motos inadequadas para suas medidas", explica o ortopedista da CBM. "Responder a duas perguntas já ajuda a evitar boa parte dos problemas posturais: você consegue colocar os dois pés no chão? E alcançar o guidão sem esticar totalmente os braços?".

A seguir, ilustramos as posições mais tradicionais por estilo de moto, identificando os vícios mais comuns e, com a ajuda da fisioterapeuta Paula Senna, recomendamos o que fazer em cada caso para viajar confortavelmente e chegar ao destino sem ficar "moído" depois da viagem. Afinal, o fim de semana na estrada deve ser um prazer, não um martírio! Encontre seu tipo de moto e descubra a melhor maneira de pilotar.

Motos Esportivas

Postura erradaVício: Sustentar o peso do corpo nos braços e ombros; Embutir na carenagem e permanecer "deitado" sobre o tanque, com a cabeça levantada e inclinada para trás. Isso deve ser feito apenas em curtos espaços de tempo lembre-se que você não esta participando de uma competição e sim vijando.

Postura CorretaPosição Correta:Manter braços e ombros relaxados, dividindo o peso do corpo com as coxas, pressionadas contra as laterais do tanque; Com o tronco mais ereto, a cabeça fica numa posição mais confortável para o pescoço. De qualquer forma, realizar movimentos circulares com a cabeça lentamente ajudam a aliviar as dores na região; Os cotovelos mais próximos do corpo aliviam a tensão sobre os ombros; As dores na musculatura da região da canela são conseqüência das pedaleiras, que obrigam as pernas a formarem um ângulo fechado com os pés. Apoiar a ponta de um pé por vez no chão e fazer movimentos circulares a cada parada alivia as tensões na região.

Motos Custom

Vício: O peso do corpo concentrado no quadril sobrecarrega a base da coluna e tende a curvá-lo para frente, recebendo ainda o impacto dos buracos.

Posição Correta: Evitar uma curvatura excessiva das costas e aproveitar as paradas para alongar reduzem o cansaço da posição; Ao menos a cada duas horas levantar da moto e erguer os braços esticados 10 vezes, até atrás da linha da cabeça, sem forçá-los, diminui o incômodo do corpo curvado à frente e restabelece a posição natural.

Moto Street ou Trail


Vício: Relaxar excessivamente as costas faz com que o piloto se curve para frente, concentrando o peso nos ombros, braços e base da coluna.



Posição Correta: A posição das motos street e trail é a que permite a distribuição do peso do corpo com mais equilíbrio. As pedaleiras na mesma linha do corpo transformam as pernas em amortecedores e minimizam os impactos sobre a coluna. Manter a coluna ereta é a maneira ideal de evitar dores na região lombar e fazer o melhor uso desta posição.

Gostou das dicas? Então lembre-se sua viagem ou passeio deve ser um prazer e não uma tortura.

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Preparação física - Algumas dicas para melhorar o condicionamento físico durante a pilotagem de sua moto.

sábado, 9 de maio de 2009


Fazer alongamentos físicos não é uma prática restrita a atletas. Trata-se de uma educação que deveria ser adotada por todo cidadão, inclusive pelos motociclistas.

Nesta reportagem especial, a “Revista Extreme” oferecerá aos motonautas diversas dicas para melhorar o condicionamento físico durante a pilotagem do veículo de duas rodas.

Eduardo Francisco Sant’Anna, professor de educação física de 42 anos, será o personal trainer dos apaixonados por motos que desejarem adquirir um fortalecimento muscular e aprimorar os reflexos do corpo, fator importantíssimo para a segurança.

“É importante fazermos alongamentos para lubrificar a articulação e preservá-la”, afirma o preparador físico, que promete em cada episódio da reportagem apresentar um kit de aquecimento para ser seguido pelos motociclistas.

“Eu estou cansado de ver motociclista no farol se esticando todo, sentindo-se incomodado. Há formas de evitar o desgaste do corpo e nunca é tarde para fazer alongamentos e exercícios físicos”, lembra o também motociclista.

“O primeiro passo é começar a fazer um alongamento básico, que seria da parte dos músculos das cervicais, do antebraço e do pé. Para isso, não gastaremos mais do que cinco minutos. Um curto tempo que vai trazer um grande benefício para o corpo. Dá para fazer sozinho, se quiser até em cima da motocicleta, mas o ideal é fora dela”, destaca Sant’Anna.

1º Exercício: Alongamento da cervical, parte posterior

De pé, vamos pegar as mãos, entrelaçá-las na nuca e manter os pés na mesma linha dos ombros. O queixo vai até o peito. Force-o para baixo e segure por entre 15 e 20 segundos. Não precisa mais do que isso e muito menos cronometrar no relógio. Pode contar mentalmente.

2º Exercício: Músculos laterais da cervical

Com os pés paralelos, coloque a mão esquerda no lado direito da cabeça, puxando-a para o lado oposto para alongar toda a parte direita. Seguindo o mesmo intervalo do exercício anterior, entre 15 e 20 segundos. Esse tempo vale para todos os exercícios.

Em seguida, faça o mesmo exercício mas do lado oposto. A mão direita do lado esquerdo, puxando para a direita. Tente colocar a orelha no ombro. Sem forçar, pois cada pessoa tem o seu limite. Não é para estralar nada, é só para sentir o alongamento do músculo do pescoço.

3º Exercício: Alongamento da parte anterior

Pegue os dois dedos polegares, feche as mãos, deixe os dedos abertos e os encoste embaixo do queixo, empurrando a cabeça para trás. Olhe para cima. Estamos alongando a parte anterior, onde fica o vulgo gogó. É uma área que precisa alongar bastante porque ela sustenta o peso do capacete, um objeto estranho para o corpo humano.

4º Exercício: Alongamento dos flexores e extensores de braço

É uma parte fundamental para os motociclistas, pois se encarrega dos movimentos de guidão. De pé, estenda a mão para frente, pegue nas costas dela, mantendo o cotovelo reto. Puxe para baixo e sinta a musculatura.

No mesmo movimento, você vai colocar a palma da mão para cima, vai puxar para baixo pela ponta dos dedos, mantendo o cotovelo sempre reto. Isso serve para sentir o antebraço esticar, uma musculatura que se usa bastante para aceleração e desaceleração da motocicleta. Faça nas duas mãos.

5º Exercício: Alongamento da tibial e dos extensores e flexores de pé

Pegue no peito do pé ou na ponta dos dedos, o que é o ideal, encoste o calcanhar no glúteo, joelho com joelho (alinhados), puxe alongando. A outra perna fica levemente flexionada para não forçar a articulação do joelho. Repita com a outra perna, seguindo sempre o intervalo de 15 a 20 segundos.

Dúvidas e esclarecimentos

“Posso repetir os exercícios no fim do dia? É o aconselhável. Chamamos isso de compensatória. O músculo já foi desgastado e você faz um trabalho de compensação, um alívio para o corpo. Cinco minutos de manhã e mais cinco à tarde é o ideal”, declara o professor Eduardo Francisco Sant’Anna.

“O alongamento preserva a articulação e aumenta a disposição do motociclista. Não vai surtir efeito no primeiro dia, lógico, pois é com o passar do tempo que se nota a evolução”, alerta.

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Pilotando no barro

segunda-feira, 16 de março de 2009


Para esse tipo de pilotagem é de grande importância que você deixe sempre a moto em uma marcha reduzida, porém mantenha o giro do motor bem alto, para que o pneu mantenha-se limpo e não fique preso nas canaletas. OBS: Não confunda giro alto com velocidade, pois a velocidade será sempre baixa apenas o giro do motor que deverá ser alto.

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07 dicas para fazer curvas com tranqüilidade e segurança em qualquer moto.

sexta-feira, 13 de março de 2009


Acelerar nas retas exige coragem e audácia, mas é nas curvas que os bons motociclistas demonstram suas habilidades. Antes de pensar esportivamente em curas, lembre-se que é fundamental endurecer as suspensões da moto e promover uma cuidadosa análise dos pneus que a equipam. Eles são os grandes responsáveis por uma manobra precisa e segura. Em se tratando de uma curva, os pneus são tudo. Portanto, nada de pneus gastos, defeituosos remoldados ou de má qualidade. Coloque a segurança em primeiro lugar.

Nas ruas, ao contrário do que vale para as pistas, mantenha boa distância do seu limite e do limite da moto. Ali não se pode nem se deve procurar o limite, que está quase sempre em dolorido encontro com asfalto. Por outro lado, nas pistas o piloto só evolui caindo, descobrindo o limite de inclinação e de derrapagem que a moto pode conseguir.

Mas lembre-se, nas pistas os pilotos estão com melhores e mais eficientes equipamentos de segurança, conhecem cada irregularidade do asfalto, dispõe de áreas de escape e de todo treinamento e aparatos para minimizar riscos. Um exemplo disso é a piloto Ana Lima campeã brasileira na categoria 125cc. Nos últimos dois anos, ela levou 22 tombos, a maioria enquanto buscava baixar alguns centésimos de segundo nas curvas de nossos circuitos. Estilos deferentes de pilotagem levarão a receita idem.

Ana teve vários instrutores e garante que muito do que aprendeu deve a Miguel e Nenê Panades, seus atuais técnicos, e que procura sempre observar o estilo de diversos pilotos rápidos para construir o seu próprio segundo ela, a frase “entra sempre como uma dama e sai como bastardo” é de seu ex-treinador, Aurélio Barros, tio de Alexandre, nosso maior representante na MotoGP e agora disputando o Mundial de SuperBike. E foi repetida á exaustão na tentativa de ilustrar como o contorno de uma curva feito com o máximo de suavidade e precisão permitirá uma saída mais forte e veloz.

Vamos estudar a melhor maneira de se contornar uma curva. Primeiro, vamos dividir uma curva em três partes bem especificas: a preparação, o contorno e a saída. Das três a mais importante é a preparação, da qual faz parte frenagem, redução de marchas e posicionamento do corpo para enfrentar o que vem pela frente. O traçado da curva deve ser feito da forma mais suave possível, com aceleração e inclinação constante. Nessas condições, a saída será extremamente tranqüila: bastará ao piloto apenas endireitar o corpo e corrigir a inclinação da moto.

Martírio para uns, puro prazer para outros, as curvas são sempre um desafio. Respeite todas as curvas, mas não tenha medo delas. “A curva não pode te dominar, você deve atacá-la sempre”.

Agora conheça as 07 dicas fundamentais para contornar uma curva com segurança e tranqüilidade.

1 . Na frenagem use e abuse do freio motor e levante o corpo para que a resistência do ar contribua na redução da velocidade, aliviando o serviço dos freios.

2. Use o peso do corpo deslocando-o ao máximo para dentro da curva, e tracione com aceleração constante e forte para garantir essa inclinação e o contorno seguro da curva.
3. Alivie o peso do pena na pedaleira que estiver do lado de fora da curva e coloque a preção na que estiver do lado de dentro.

4. Mantenha o olhar e o foco sempre no fim da curva e prepare-se para o passo seguinte.

05. Tente não frear durante o contorno da curva, mas se isso for inevitável, reduza a inclinação da moto acione preferencialmente o freio traseiro de forma mais suave possível.

06. Em escorregadia ou molhada, reduza e muito a velocidade e o ângulo de inclinação assim você estará diminuindo a possibilidade de uma derrapagem indesejada.

07. Fique atento aos buracos e manchas de óleo que podem surgir no meio de qualquer curva, cuidado com o lado de dentro da curva pois esse é o lado que preferencialmente os motoristas de caminhão geralmente trafegam e alguns caminhos costumam ter vazamentos de óleo. Procure sempre andar pelo meio da faixa, mas se encontrar um buraco ou uma mancha de óleo use o freio traseiro levemente, corte a aceleração e deixe a moto o mais vertical possível.

Para ajudar ainda mais o Bike Extreme encontrou para você um vídeo com o piloto Leandro Melo exibido no Alto Esporte sobre curvas com diversos tipos de motos, aproveite.



Bem, espero que essas dicas te ajudem na pilotagem do dia-a-dia, mas lembre-se ruas e estradas não são lugarares para buscar limites nem quebrar recordes, uma boa viagem e até a próxima.

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Saiba como ter o domínio completo da frenagem.

terça-feira, 10 de março de 2009


Todo tipo de movimento este necessariamente envolvido em uma parada. O domínio correto dos recursos que promovem a desaceleração e frenagem de um veículo tem, por objetivo, obter melhores condições de segurança.

Em uma moto os recursos disponíveis são:

Arrasto Aerodinâmico

Freio Motor

Freio Traseiro

Freio Dianteiro

Esses recursos foram classificados em ordem de grandeza em termos de eficiência que possuem em uma frenagem, do menor para o maior. A ordem é proposital, pois para efetuar uma parada é necessário esgotar os recursos menos eficazes antes preservando o mais importante para a solução final.

A eficiência de cada de cada recurso esta diretamente ligada ao tipo de moto e meio onde ela atua. Mas ainda assim procure obedecer ao critério acima. Vejamos como usar corretamente cada um dos recursos, tendo como base a utilização em asfalto por diferentes motos.

Arrasto Aerodinâmico

Esse resultado normalmente obtido com o uso do próprio corpo em posição que ofereça maior contato com o fluxo de ar gerado pelo movimento, consiste em erguer a cabeça e o tronco até que os braços estejam esticados segurando o guidão. Os joelhos também são usados afastando-se do tanque e projetando-os para fora. Esse tipo de arrasto é principalmente usado em aproximação de curvas e é obtido com a abertura do joelho que estiver do lado de dentro da curva dessa forma o trabalho de inclinação e controle durante a curva é facilitado.

Freio Motor

Consiste em usar a redução de marchas fazendo com que a resistência gerada pelo maior regime de rotações do motor sirva como redutor de velocidade. Todo cuidado é pouco pois o ato de apertar a embreagem para reduzir pode ser rápido, enquanto que a recolocação do motor na nova marcha deve ser suave e constante.

Freio Traseiro

Tem um papel fundamental, pois permite o controle da moto, principalmente em baixa velocidade onde qualquer ação do freio dianteiro é excessiva. Mas cuidado para não acioná-lo de maneira brusca, pois poderá causar o travamento pneumático da roda ocasionando uma derrapagem. O ideal é iniciar com um acionamento suave e depois executá-la de maneira firme e veemente.

Freio Dianteiro

Esse é o recurso derradeiro, toda a massa em movimento irá ser lançada sobre a roda dianteira no momento de uma frenagem. Essa é a razão do privilégio dado pela engenharia na construção desse equipamento. Por ser o mais eficaz é mantido como reserva final, sendo aquele que promoverá maior e mais eficiente desaceleração. Todo cuidado é pouco e o uso desse recurso segue o mesmo principio do freio traseiro um acionamento suave seguido de uma aplicação mais firme, lembrando que se deve sempre fazer uso dos quatro dedos no manete garantindo maior eficiência durante a frenagem.

Em caso de frenagem de emergência onde o fator “tempo” é crítico nessas circunstâncias a utilização dos demais recursos se torna irrisória tornando o freio dianteiro o principal, boa pilotagem e até aproxima.

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