Mostrando postagens com marcador Comparativo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comparativo. Mostrar todas as postagens

BMW S1000 RR vs Ariel Atom V8 um desafio de arrepiar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os apaixonados do mundo das duas rodas pediam há muito um episódio que fizesse justiça ao real valor das motos, quando colocadas frente-a-frente contra um automóvel. E os produtores da famosa série Top Gear fizeram a vontade, organizando um combate que ficará para a história. A moto escolhida foi a superdesportiva que tanto tem dado o que falar a BMW S1000 RR. O seu adversário de quatro rodas… o bombástico Ariel Atom V8.

Este episódio especial e raro, devido ao seu conteúdo – o Top Gear raramente utiliza motos nos seus programas – foi filmado em Outubro de 2010 e foi transmitido na BBC2 no passado dia 24 de Janeiro. E o resultado é espantoso para a moto da BMW.

Apesar de ter perdido a batalha contra o Atom V8, a S1000 RR tornou-se o segundo veículo mais rápido a percorrer a famosa pista localizada num aeródromo na Inglaterra, local onde o “piloto amestrado” Stig testou aos limites os mais variados super carros. O veículo mais rápido, como podem adivinhar, é agora o Ariel Atom V8, com a moto aficando a menos de um segundo de diferença. Ainda não conseguimos obter os tempos oficiais obtidos pela moto mas, de acordo com o site MotorcycleNews.com que esteve presente nas filmagens, a BMW S1000 RR ficou mesmo a menos de um segundo de diferença.

A superdesportiva alemã foi pilotada por Steve Brogan, atual campeão da categoria British Superbike EVO. Ambos os veículos utilizados neste desafio estavam originais, com a BMW incluindo o pacote de ABS e controle de tração, embora estes sistemas estivessem desligados por iniciativa de Brogan. Quanto ao Ariel Atom V8, esta é a versão mais potente do pequeno “átomo” em quatro rodas. Conta com um motor V8 fabricado pelos americanos da Hartley, utilizando dois motores de Suzuki Hayabusa e um “teto” de rotações às 10.500 rpm. A potência ultrapassa os 480cv (para apenas 550 kg de peso) e atinge os 100 km/h em apenas 2,3 segundos!

As motos fizeram poucas e raras aparições no programa Top Gear. A primeira foi uma Honda Fireblade, mas a sua aparição foi duramente criticada por não ter sido pilotada por um profissional. Mais recentemente foi a vez de uma Vicent Black Shadow ser pilotada pelo apresentador Richard Hammond. E a última aparição de veículos com duas rodas aconteceu durante um especial natalino, onde os três apresentadores atravessaram o Vietnã em três scooters típicas da região.

Nas três ocasiões a moto perdeu, tendo agora a BMW S1000 RR feito de certa forma justiça ao real valor das motos.

Assista o vídeo do fantástico desafio:



Continue lendo...

Comparativo Honda Biz + e Yamaha Crypton quem leva a melhor?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Para quem busca fugir do trânsito, ou mesmo dar o primeiro passo no mundo das duas rodas, tem nas CUBs uma boa opção. Um dos segmentos de maior volume de vendas no mercado brasileiro, com mais de 170.000 unidades vendidas até julho deste ano, há diversas opções para o consumidor. Entre elas a Honda Biz 125, a quarta moto mais vendida do Brasil, e a Yamaha Crypton T 115, relançada neste ano pela fábrica japonesa. Ambas são da categoria CUB (Cheap Urban Bike), têm embreagem centrífuga e quatro marchas, porém as semelhanças acabam por aí.

A Honda Biz em sua última reestilização recebeu um visual mais moderno, um novo motor de 125 cc e o mais importante: a alimentação por injeção eletrônica. A Yamaha Crypton voltou com um visual renovado e um motor de 115 cc, mas a alimentação ainda é feita por carburador. Para este comparativo selecionamos as duas versões topo de linha com partida elétrica e freio dianteiro a disco, item que apesar de encarecer a moto é importante para a segurança do motociclista. Ainda mais para quem está começando no mundo das duas rodas.

Desempenho

Olhando para a ficha técnica das motos parece que vai ser um passeio da Biz (9,1 cv de potência e 1,06 kgf.m) sobre a Crypton (8,2 cv de potência e 0,88 kgf.m de torque). Porém na prática, a teoria é outra. No dia-a-dia a moto da Yamaha se mostrou mais esperta nas saídas. Como a transmissão final da Crypton é mais curta ela sai mais rápido de semáforos e logo chega a hora de engatar a última marcha.

Na Honda, a relação final é mais longa. Contudo depois que as motos ganham velocidade os desempenhos são muito parelhos, com leve vantagem para a Honda. A quarta marcha da Biz é bastante longa e acaba sendo usada somente em vias expressas.

Se na potência os modelos não chegam a impressionar na hora de abastecer elas fazem bonito. Durante nossos testes a Biz fez 40 km/l e a Crypton 38 km/l. O tanque da Yamaha tem 4,2 litros de capacidade e a Honda, 4 litros. Apesar do motor da Honda ter maior capacidade cúbica, a alimentação por injeção eletrônica acaba refletindo em menor consumo e respostas mais rápidas do acelerador. Já o motor da Yamaha mesmo bem acertado e funcionando sem engasgos é alimentado por carburador, que tem suas limitações. Mas o consumo não é tão prejudicado, pois a nova Crypton conta com a válvula de cut-off, que interrompe o fornecimento de combustível quando o piloto para de acelerar.

Equipamentos

Lado a lado os dois modelos são bonitos e tem o visual moderno, porém em um olhar mais minucioso as diferenças começam a aparecer. Na Crypton os principais diferenciais são o indicador de última marcha engatada no painel (Top) e o suporte da pedaleira da garupa fixado diretamente no quadro (bacalhau), o que significa mais conforto para o passageiro.

Já a Biz + (mais) é o modelo mais completo da linha e tem belas rodas de liga leve. Outro diferencial da CUB Honda na versão + é o marcador de combustível e hodômetro digitais. Porém até mesmo nesta versão mais “luxuosa”, a Biz traz a pedaleira da garupa fixada na balança traseira. Desta forma o passageiro precisa flexionar as pernas e acompanhar o trabalho dos amortecedores traseiros.

Outra diferença entre os modelos são as rodas traseiras. Na Crypton, as duas rodas são de 17 polegadas o que garante mais estabilidade e segurança, principalmente em vias esburacadas. Entretanto, a roda traseira maior limita o espaço embaixo do banco. Na CUB da Yamaha, o máximo que você pode carregar é sua carteira e um par de luvas.

Já na Honda Biz a roda dianteira é de 17 polegadas, mas a traseira é aro 14. Com isso se perde um pouco em estabilidade, mas em contrapartida o espaço embaixo do banco comporta um capacete do tipo aberto ou uma mochila. Banco que por sinal é mais largo e mais confortável que o da Crypton.

Assinando o cheque

Na hora de escolher a sua é preciso colocar na balança o que é mais importante para você. Se você quer mais conforto, a comodidade da injeção eletrônica, mais espaço sob o banco e costuma pegar rodovias vá de Biz. Você ainda leva o painel digital e as rodas de liga leve, mas terá de assinar um cheque de maior valor. A Honda Biz 125 + tem preço sugerido de R$ 6.604. Agora se você pretende levar garupa e pilota a maior parte do tempo dentro da cidade, escolha a nova Crypton que, nesta versão ED, sai por R$ 5.300. Com a diferença do valor pode-se comprar um bom capacete e um baú para levar sua mochila. De qualquer maneira e com qualquer uma delas você estará bem equipado para fugir do trânsito sem gastar muito.

Versões

A Biz é vendida em três versões a “KS” de R$ 5.297,00 (com partida a pedal) a “ES” de R$ 5.854,00 (com partida elétrica) e a “+” R$ 6.604,00 (com partida elétrica, freio dianteiro a disco, rodas de liga leve e painel com marcador digital). A Crypton tem duas versões a “K” de R$ 4.687 (com partida a pedal) e a “ED” de R$ 5.300 (partida elétrica e freio a disco) todas com rodas raiadas e marcadores analógicos.

HONDA BIZ 125 +
Ficha Técnica:
Motor: Monocilíndrico, OHC, arrefecido a ar
Capacidade cúbica: 124,9 cm³
Potência máxima: 9,1 cv a 7.500 rpm
Torque máximo: 1,06 kgf.m a 3.500 rpm
Alimentação: Injeção eletrônica PGM-FI
Capacidade do tanque: 4,0 litros
Câmbio: Quatro marchas
Transmissão final: Corrente
Suspensão dianteira: Garfo telescópico
Suspensão traseira: Braço oscilante
Freio dianteiro: Disco simples com 220 mm
Freio traseiro: Tambor de 110 mm
Chassi: Monobloco
Dimensões (C x L x A): 1.880 mm x 726 mm x 1.075 mm
Altura do assento: 755 mm
Altura mínima do solo: 133 mm
Entre-eixos: 1.261 mm
Peso seco: 101 kg
Cores: Vermelho metálico e azul metálico
Preço público sugerido: R$ R$ 6.604,00 (posto São Paulo, sem frete e seguro)

YAMAHA CRYPTON ED
Ficha Técnica:
Motor: Monocilíndrico, OHC, refrigerado a ar
Capacidade cúbica: 113,7 cm³
Potência máxima: 8,2 cv a 7.500 rpm
Torque máximo: 0,88 kgf.m a 5.500 rpm
Alimentação: Carburador
Capacidade do tanque: 4,2 litros
Câmbio: Quatro marchas
Transmissão final: Corrente
Suspensão dianteira: Garfo telescópico
Suspensão traseira: Braço oscilante
Freio dianteiro: Disco simples de 220 mm
Freio traseiro: Tambor de 130 mm
Chassi: Tubular em aço - tipo Underbone
Dimensões (C x L x A): 1.930 mm x 675 mm x 1.055 mm
Altura do assento: 755 mm
Altura mínima do solo: 126 mm
Entre-eixos: 1.235 mm
Peso seco: 94,9 kg
Cores: Preto, vermelho e prata
Preço público sugerido: R$ 5.300 (posto São Paulo, sem frete e seguro)

FOTOS: Gustavo Epifanio
Texto: Agência InfoMoto

Continue lendo...

Comparativo entre a Honda CB 600F Hornet e a Yamaha XJ6

sexta-feira, 21 de maio de 2010

RevistaExtreme.com | Comparativo Hornet x XJ6.

De um lado a Honda CB 600F Hornet, que chegou ao país em 2004 e que foi reestilizada em 2008. De outro, a Yamaha XJ6, recém lançada pela marca dos três diapasões. Apesar de os modelos estarem equipados com motores de quatro cilindros em linha, a semelhança entre eles pára por aí.

A Honda Hornet tem comportamento mais esportivo e especificações mais topo de linha entre as 600cc. Do outro lado do ringue, a Yamaha XJ6 tem configuração mais básica, e aparece como opção de entrada no mundo das motos de quatro cilindros.
No exterior, onde há mais opções entre as nakeds de 600cc, Hornet e XJ6 não chegam a disputar mercado. Mas no Brasil, há menos modelos do segmento à disposição do consumidor, e ambas representam as marcas líderes do segmento de duas rodas.

Forçando uma luta até certo ponto desigual. Afinal, suas características ciclísticas – suspensão e freios – são bastante diferentes, assim como o preço. O modelo da Honda com sistema de freios ABS custa cerca de R$ 8.000 a mais que o modelo da Yamaha (R$ 36.680, 00 contra R$ 28.500).

Round 1: Desempenho e consumo

RevistaExtreme.com | Comparativo Hornet x XJ6.
Os propulsores de quatro cilindros em linha que pulsam em cada uma das motos, apesar do mesmo tipo de arquitetura – duplo comando no cabeçote, 600 cm³, 16 válvulas e arrefecimento líquido –, não oferecem o mesmo rendimento. A Hornet oferece 102 cv de potência máxima a 12.000 rpm e atinge mais de 200 km/h com facilidade. É claramente um motor que gira alto e tem desempenho mais radical, quase esportivo.

Já o propulsor da XJ6 não tem o mesmo vigor e nem foi projetado para isso. Os engenheiros da Yamaha privilegiaram a entrega de potência mais suave e o torque em baixas rotações. A potência máxima declarada é de 77,5 cv 10.000 rpm, portanto 24,5 cv a menos que a Hornet, mas que chegam 2.000 giros antes. Ou seja, a XJ6 oferece um comportamento mais “civilizado”, que se mostrou ideal para o uso urbano. Assim como o torque máximo de 6,1 kgf.m já nas 8.000 rpm. Ligeiramente menor que o torque da Hornet (6,53 kgf.m a 10.000 rpm), a “força” da XJ6 entretanto aparece antes.

Demonstrando claramente sua proposta de ser uma moto mais fácil de pilotar e com um comportamento mais “light”. Voltado para motociclistas novatos, ou até mesmo experientes, que terão nesta naked sua primeira grande moto.
Mas não interprete os números de forma absoluta. Apesar de girar mais, o motor da Hornet tem torque para rodar na “boa” em vias urbanas. Também seria uma opção para o uso diário. Ao mesmo tempo em que a XJ6 oferece doses de emoção quando seu propulsor trabalha em altas rotações, mas sem tanta esportividade. Subir uma serra sinuosa com a XJ6 não é menos divertido que com a Hornet.

Já diz o ditado que “cavalo anda, cavalo bebe” e a Hornet anda mais e bebe mais. Na cidade, rodou 17,8 km com um litro de gasolina, enquanto a XJ6 percorreu 19,4 km/l. Na estrada, vantagem novamente para a Yamaha que teve consumo de 21,3 km/l, enquanto a Honda consumiu 18,6 km/l.

Round 2: Ciclística e ergonomia

RevistaExtreme.com | Comparativo Hornet x XJ6.
Na parte ciclística, as diferenças começam pelo chassi. A Hornet foi construída sobre um quadro monotrave superior fundido em alumínio. Já a XJ6 conta com uma arquitetura mais simples: tubular em aço do tipo diamante. Em ambos os casos, a estrutura é estreita e compacta, privilegiando a rigidez e, ao mesmo tempo, a boa maneabilidade do conjunto.

É no trem dianteiro que as diferenças são mais gritantes. A naked da Yamaha conta com tradicional garfo telescópico e freio de duplo disco de 298 mm de diâmetro. Já o modelo Honda traz suspensão invertida (upside-down) e discos duplos flutuantes de 296 mm e pinça de três pistões. Outro diferencial é que a Hornet oferece o sistema de freios ABS.

Apesar da maior eficiência e tecnologia embarcada do sistema de freios da Honda, a XJ6 não ficou devendo. Transmite boa dose de segurança, mesmo em situações extremas.
Na traseira, o “trivial”: balança monoamortecida com regulagens na pré-carga da mola, além de freios a disco. Para ajudar nos trabalhos de absorção de impactos, frenagem e estabilidade, tanto a XJ6 quanto a Hornet estão calçadas com pneus radiais. A diferença fica por conta da dimensão do pneu traseiro da 600cc da Honda, mais largo: 180/55 - ZR17 contra 160/60 ZR17 da naked da Yamaha. Na dianteira, as duas motos receberam pneus com a mesma medida: 120/70 ZR17.

Mas o pneu traseiro mais estreito faz da XJ6 uma moto mais ágil na cidade – com menos massa é mais fácil mudar de direção e, por exemplo, fazer um slalom. Por outro lado, a Hornet exige mais do piloto.

No item conforto, leve vantagem para a Hornet, já que a moto parece feita para você. Na XJ6, o banco é bastante confortável, mas o motociclista precisa se adaptar às curvas do novo modelo – vale dizer que o guidão da Yamaha pode ser ajustado em duas posições.

Round 3: Gosto e bolso

RevistaExtreme.com | Comparativo Hornet x XJ6.
Para o último e decisivo round do duelo, as nakeds apresentam seus golpes mais eficientes: o design e o preço. A Yamaha XJ6, além de ser uma novidade, tem um desenho mais moderno que parece agradar a todos. Seu farol multifacetado, seu escapamento escondido sob o motor e a cor branca da unidade avaliada recebeu elogios por onde passou. Por outro lado, a Hornet já está a dois anos no mercado e a cor preta do exemplar testado não chama tanta atenção. Além disso, não são todos que gostam do conjunto óptico e do painel da naked Honda. Mas gosto é gosto e cada um tem o seu.

Briga boa mesmo está na relação custo-benefício das motocicletas. Neste quesito larga vantagem para a Yamaha XJ6. Apesar de ser mais “pacata” e com uma construção mais simples, a naked da Yamaha custa R$ 28.500 contra R$ 36.680 da Honda Hornet com ABS (preço médio praticado em seis concessionárias de São Paulo). Com a diferença de R$ 8.000, o motociclista que optar pelo modelo Yamaha pode pagar a documentação e, dependendo de seu perfil, garantir o primeiro ano de seguro da motocicleta.

Por outro lado, a CB 600F Hornet tem um comportamento muito próximo das motos esportivas e, neste caso específico, conta com a eficiência dos freios ABS. O piloto mais arrojado vai investir em adrenalina, com um pouco mais de segurança.

A conclusão é que se você quer uma moto de quatro cilindros e 600cc, com um preço mais acessível, a Yamaha XJ6 é uma excelente opção. Mas se você é um motociclista mais experiente, tem uma conta bancária mais recheada e quer esportividade, a CB 600F Hornet foi feita para você. Nessa disputa, não houve nocaute e nem decisão unânime.

RevistaExtreme.com | Comparativo Hornet x XJ6.
FICHA TÉCNICA - Honda CB 600F Hornet

MOTOR: Quatro cilindros em linha, 599,3 cm³, 16 válvulas, DOHC, arrefecimento líquido
POTÊNCIA MÁXIMA 102 cv a 12.000 rpm
TORQUE MÁXIMO: 6,53 kgf.m a 10.500 rpm
ALIMENTAÇÃO: Injeção eletrônica de combustível
CAPACIDADE DO TANQUE: 19 litros
CÂMBIO: 6 marchas
TRANSMISSÃO FINAL: Corrente
SUSPENSÃO DIANTEIRA: Telescópica invertida (41 mm de diâmetro e 120 mm de curso) SUSPENSÃO TRASEIRA: Balança monoamortecida (128 mm de curso e sete regulagens na pré-carga da mola)
FREIO DIANTEIRO: Discos duplos flutuantes de 296 mm e pinça de três pistões
FREIO TRASEIRO: Disco de 240 mm com pinça de pistão simples
PNEUS DIANTEIRO: 120/70 - ZR17 M/C [58W]
PNEU TRASEIRO: 180/55 - ZR17 M/C [73W]
CHASSI: mono trave superior fundido em alumínio
ALTURA DO ASSENTO: 804 mm
ALTURA MÍNIMA DO SOLO: 135 mm
DIMENSÕES: (C X L X A) 2.085 mm x 760 mm x 1.090 mm
ENTRE-EIXOS: 1.435 mm
PESO 177 kg
CORES: preta e vermelha metálica
PREÇO PÚBLICO SUGERIDO: R$ R$ 36.680,00

FICHA TÉCNICA - Yamaha XJ6F

MOTOR Quatro cilindros em linha, 600 cm³, DOHC, 16 válvulas, quatro tempos, arrefecimento líquido
POTÊNCIA MÁXIMA 77,5 cv a 10.000 rpm
TORQUE MÁXIMO 6,1 kgf.m a 8,500 rpm
ALIMENTAÇÃO Injeção eletrônica de combustível
CAPACIDADE DO TANQUE 17,3 litros (3,4 de reserva)
CÂMBIO 6 marchas
TRANSMISSÃO FINAL Corrente
SUSPENSÃO DIANTEIRA Garfo telescópico convencional, com 130 mm de curso
SUSPENSÃO TRASEIRA Balança monoamortecida com 130 mm de curso
FREIO DIANTEIRO Disco duplo de 298 mm de diâmetro
FREIO TRASEIRO Disco de 245 mm de diâmetro
PNEU DIANTEIRO 120/70 ZR17M/C (58W)
PNEU TRASEIRO 160/60 ZR17M/C (69W)
CHASSI Tubular em aço do tipo diamante
ALTURA DO ASSENTO 785 mm
ALTURA MÍNIMA DO SOLO 140 mm
DIMENSÕES (C X L X A) 2.120 mm x 770 mm x 1.185 mm
ENTRE-EIXOS 1.440 mm
PESO 186 kg
CORES preta e branca
PREÇO PÚBLICO SUGERIDO (sem frete e seguro) R$ 28.500

Fonte: Agência INFOMOTO

Continue lendo...

Yamaha Lander XTZ 250 e Honda XRE 300 quem vence o duelo no segmento de motos trail de média cilindrada.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

RevistaExtreme.com | Yamaha Lander XTZ 250 X Honda XRE 300

Yamaha Lander XTZ 250 e Honda XRE 300 são as principais concorrentes no segmento de motos trail de média capacidade cúbica – não são pequenas como as 125/150cc e nem grandes e caras como as de 600cc. Ambas têm a proposta de serem motos de uso misto, ou seja, saem-se bem tanto no asfalto como na terra. Nenhuma delas foi projetada especificamente para o fora de estrada. Aliás, há algum tempo, as motos de uso misto têm se tornado mais “on” do que “off-road”.

A própria XTZ 250 Lander, lançada em 2006, era menos off-road que a sua então concorrente Honda XR 250 Tornado. A posição de pilotagem, o banco mais confortável, balança traseira em aço, entre outros itens de seu projeto denunciavam que a trail da Yamaha chegava para atender aqueles motociclistas que querem ter uma moto para usar na cidade e, nos finais de semana, dar aquela esticada até o sítio e encarar uma estrada de terra. Mesmo assim, a XTZ 250 ainda manteve o design dos modelos fora-de-estrada.

A Honda XRE 300 foi apresentada em 2009 para substituir Tornado e Falcon em uma tacada só. Os engenheiros da Honda perceberam que os trilheiros que usavam a Tornado em enduros haviam migrado para a CRF 230F e, como a Falcon não atenderia o Promot 3, criaram uma moto assumidamente de uso misto, deixando um pouco de lado sua vocação off-road.

Para isso, aumentaram a capacidade cúbica do motor para 300 cc, adotaram injeção eletrônica, e equiparam a XRE 300 com o tão pedido freio a disco na traseira. Além disso, apostaram em um design mais aventureiro, com o polêmico visual “bico de pato” que já havia sido utilizado pela BMW na F 650 GS e pela Suzuki na DR 800. Ainda dotaram a nova XRE de um largo e confortável banco em dois níveis, bagageiro de série e um tanque de 12,4 litros, que davam a ela credenciais para encarar viagens mais longas.

Por se tratar de um projeto mais novo, a XRE 300 traz mais evidente essa tendência das motos trail ficarem mais “dentro da estrada” do que fora dela. Porém, ambas oferecem suspensões de longo curso, rodas de 21 polegadas na dianteira, pneus de uso misto (aliás, as duas saem de fábrica com os Metzeler Enduro 3, porém em medidas diferentes). Juntamente com a posição de pilotagem bastante ereta e natural, com um guidão aberto, XRE 300 e XTZ 250 encaram bem uma estrada de terra, alguma lama, mas “encalham” em trilhas.

RevistaExtreme.com | Yamaha Lander XTZ 250 X Honda XRE 300
Desempenho

A primeira diferença entre XRE 300 e Lander 250 é óbvia: a capacidade cúbica do motor. Com comando duplo no cabeçote, refrigeração a ar com radiador de óleo e 291,6 cm³ de capacidade, o motor de um cilindro da Honda oferece 26,1 cavalos de potência máxima a 7.500 rpm. Já a Yamaha tem comando simples, refrigeração a ar também com radiador de óleo e 250 cm³ de capacidade, o monocilíndrico da Lander produz 20,1 cavalos a 8.000 rpm. Apesar da potência declarada pelas empresas ser tão diferente, a velocidade final de ambas não é tão díspar como se poderia imaginar: ambas chegam a 130 km/h sem esgoelar, com uma leve vantagem para a XRE 300.

Mas o que importa é como ambas chegam até lá. Com o torque de 2,81 kgf.m a 6.000 rpm melhor aproveitado pelo câmbio de cinco marchas, a XRE 300 demonstra mais fôlego e uma aceleração mais vigorosa – apesar disso cobra um pouco pelo ruído excessivo produzido pelo motor. Nessa situação de aceleração, os 2,09 kgf.m de torque máximo a 6.500 rpm dão a impressão que a moto da Yamaha é, de fato, um pouco mais lenta. Por outro lado, seu motor apresenta um funcionamento menos ruidoso.
Vale dizer que a diferença de desempenho não chega a ser um fator decisivo na hora da compra. Ou seja, não espere que a XRE 300 seja um “foguete” perto da XTZ 250, porque não é.

A adoção da injeção eletrônica na linha 300 cc também contribuiu para acabar com a fama de beberrão do motor Honda. Durante o teste a XRE 300 rodou 28 km com um litro de gasolina – em uso na cidade, estrada e na terra. Enquanto a Lander teve média de consumo de 28,5 km/litro.

Uma diferença mais perceptível é a agilidade dos dois modelos. Apesar de ambos terem rodas de 21 polegadas na dianteira e 18, na traseira, e usarem o mesmo modelo de pneu, as medidas são diferentes. Enquanto a XRE 300 usa um pneu dianteiro 90/90-21, portanto com 90 mm de largura, a Lander tem um pneu mais estreito (80/90-21), que se reflete em mais agilidade nas mudanças de direção. O menor peso da Yamaha – 132 kg a seco contra os 144,5 kg da XRE – também contribui para a sensação de que a Lander é mais ágil. Como de fato é.

Instrumentos e acessórios

Além do desempenho e consumo, outros fatores têm de ser levados em conta. A Lander, desde seu lançamento, traz um completo painel multifuncional de leitura digital. A Honda também caprichou no painel da XRE 300. Na extinta Tornado já era digital, mas agora traz conta-giros e marcador de combustível.

Destaque também para o potente farol da XRE 300 com lâmpada de 55 Watts. No modelo Yamaha, a lâmpada do farol é de apenas 35 Watts que, apesar do bom trabalho do refletor, fica devendo se comparado com a Honda. Porém a fábrica ficou devendo o útil lampejador de farol na XRE. Item de série na Lander e que, pelo preço e porte do modelo, também deveria estar presente na XRE 300.

Por outro lado, a Honda instalou um belo e também útil bagageiro de série na XRE 300. Na Lander o item é vendido como acessório opcional.

RevistaExtreme.com | Yamaha Lander XTZ 250 X Honda XRE 300
O Preço

O quesito preço não ficou por último por acaso. Além de pesar bastante na hora de decidir qual das duas trails comprar, a diferença de preço entre elas é grande. Enquanto a Yamaha XTZ 250 Lander, ano e modelo 2010, está sendo comercializada por R$ 12.000 nas concessionárias da marca na capital paulista, a Honda XRE 300 versão standard (sem freios ABS) está sendo vendida em média por R$ 13.600. Uma diferença de preço de mais de 10% que pode pesar bastante na hora da decisão.

Pois mesmo que a XRE 300 tenha o status de novidade, rodas e balança em alumínio e motor um pouco mais potente, a grande diferença de preço não se justifica na hora do uso. O desempenho não é tão superior e o design, apesar de me agradar, é polêmico e muitos torcem o nariz.

Quando lançou a XTZ 250 Lander, a Yamaha superou a Tornado com um modelo mais moderno, dotado de injeção eletrônica, enfim uma moto de uso misto mais de acordo com a tendência do mercado. A Honda agora dá o troco com a XRE 300: uma moto superior, ainda de acordo com a proposta mais on do que off-road, que a Lander. Tem motor mais potente, bom consumo, banco confortável, que dão vantagem ao modelo Honda. Porém a diferença de preço pesa e muito a favor do modelo Yamaha.

FICHAS TÉCNICAS

Honda XRE 300

Motor: monocilíndrico, quatro tempos, quatro válvulas, duplo comando no cabeçote (DOHC) e arrefecido a ar com radiador de óleo
Capacidade cúbica: 291,6cc
Potência máxima: 26,1 cv a 7.500 rpm
Torque máximo: 2,81 kgf.m a 6.000 rpm
Diâmetro x curso: 79,0 x 59,5 mm
Alimentação: Injeção eletrônica de combustível
Relação de compressão: 9,0: 1
Sistema de ignição: Eletrônica
Partida: Elétrica
Câmbio: Cinco velocidades
Embreagem: Multidisco em banho de óleo
Suspensão Dianteira: Garfo telescópico com 245 mm de curso
Suspensão Traseira: Monoamortecida com 225 mm de curso
Freio Dianteiro: Disco simples de 256 mm de diâmetro e pinças de dois pistões
Freio Traseiro: Disco simples de 220 mm de diâmetro e pinça de pistão simples
Pneu Dianteiro: 90/90 – 21M/C (54S)
Pneu Traseiro: 120/80 – 18M/C (62S)
Chassi: Berço semiduplo
Dimensões: (C x L x A) 2.171 mm x 830 mm x 1.181 mm
Altura do assento: 860 mm
Altura mínima do solo: 259 mm
Entre-eixos: 1.417 mm
Capacidade do tanque: 12,4 litros (2,3 litros de reserva)
Peso seco: 144,5 kg
Cores: Preta, vermelha e amarela metálica
Preço: R$ 13.600 (preço médio praticado nas concessionárias de São Paulo - SP)

Yamaha XTZ 250 Lander

Motor: monocilíndrico, quatro tempos, duas válvulas, comando simples no cabeçote (OHC) e arrefecido a ar com radiador de óleo
Capacidade cúbica: 249 cm³
Potência máxima: 20,7 cv a 8.000 rpm
Torque máximo: 2,09 kgf.m a 6.500 rpm
Diâmetro x curso: 74 x 58 mm
Alimentação: Injeção eletrônica de combustível
Relação de compressão: 9,8: 1
Sistema de ignição Eletrônica
Partida: Elétrica
Câmbio: Cinco velocidades
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Suspensão Dianteira: Garfo telescópico com 240 mm de curso
Suspensão Traseira: Monoamortecida com 220 mm de curso
Freio Dianteiro: Disco simples de 245 mm de diâmetro e pinça de dois pistões
Freio Traseiro: Disco simples de 203 mm de diâmetro e pinça de pistão simples
Pneu Dianteiro: 80/90 – 21M/C (54S)
Pneu Traseiro: 120/80 – 18M/C (62S)
Chassi: Berço semiduplo
Dimensões: (C x L x A) 2.125 mm x 830 mm x 1.180 mm
Altura do assento: 875 mm
Altura mínima do solo: 245 mm
Entre-eixos 1.390 mm
Capacidade do tanque: 11 litros
Peso seco: 132 kg
Cores: Azul, vermelha e preta
Preço: R$ 12.000 (preço médio praticado nas concessionárias de São Paulo - SP)

Fonte e Imagens: Agência INFOMOTO

Continue lendo...

Yamaha Midnight Star XVS 950 Vs Honda Shadow 750 - A novíssima Yamaha XVS 950 Midnight Star uma ameaça de peso a soberania Shadow.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A liderança da Honda Shadow 750 no mercado de custom de alta cilindrada - em 2008 foram emplacadas 2.508 unidades – tem agora uma ameaça de peso: a novíssima Yamaha XVS 950 Midnight Star, lançada em maio no Brasil. Além da áurea de novidade mundial, a Midnight Star tem no design mais atraente e no motor maior e mais potente os grandes atributos para entrar nessa disputa. Porém, cobra no preço, já que a nova custom da Yamaha custa a partir de R$ 34.600 (R$ 34.900 a cor vermelha), enquanto a veterana Honda Shadow sai por R$ 30.000.

Para descobrir se vale a pena pagar 15% a mais pela nova Yamaha rodamos com essas duas motos custom em seu habitat natural: a estrada. Para fazermos uma análise fria escolhemos como destino a gelada cidade de Campos do Jordão, no interior de São Paulo. O caminho também era ideal para os modelos custom, afinal percorremos 240 km pelo bom asfalto das Rodovias Ayrton Senna/Carvalho Pinto e outros 80 km pelas estradas sinuosas que levam ao famoso destino paulista das férias de inverno.
Design e praticidade

As diferenças começam já no design de cada modelo. A Honda aposta em um visual clássico, com grandes pára-lamas, lanterna “capelinha” e rodas raiadas na Shadow. Tão clássico que deixa a custom de 750cc com ar de moto antiga. Já a Yamaha buscou inspiração nos carros da década de 30, conferindo à Midnight um ar mais esportivo denunciado pelas rodas de liga-leve, o farol pintado na cor da moto e a única saída de escape. Aí pesa também a idade de cada projeto: a Yamaha lançou a XVS 950 mundialmente nos salões de moto de 2008; a Shadow é bem mais antiga e, no ano passado, ganhou poucas mudanças estéticas e a injeção eletrônica para atender à nova lei brasileira de emissão de poluentes.
Depois de analisarmos o desenho dos modelos, era hora de arrumar nossa pequena bagagem e pegar a estrada. Neste início, ponto para a Shadow que traz pequenas cavidades no friso traseiro para facilitar a amarração da mala. Na Midnight, há apenas dois ganchos na pedaleira da garupa.

Analisando o painel, porém, vantagem para a Yamaha. Em ambas as motos ficam sobre o tanque. Mas na Midnight há velocímetro e luzes espia integradas, além de uma pequena tela de LCD, com regulagem de brilho, que traz um hodômetro total, dois parciais, fuel trip e relógio. Um detalhe importante é que as funções podem ser acionadas por um interruptor no punho esquerdo, evitando que se tire a mão do guidão. Já a custom da Honda só traz hodômetros digitais e as luzes espias ficam sob a mesa do guidão – debaixo do sol na estrada era difícil saber se estavam acesas ou apagadas. Agora um ponto negativo para as duas motos custom: nenhuma tem marcador de combustível. A Shadow tem uma luz de reserva e a Midnight, um fuel trip que conta os quilômetros rodados na reserva. A Midnight continua na frente se compararmos os punhos. Além de mais bem acabados, são completos. A Shadow não tem nem lampejador de farol.

Conforto e autonomia

Tratando-se de duas motos custom, ou estradeiras, como alguns preferem, conforto e autonomia são quesitos fundamentais no comparativo entre Yamaha Midnight Star e Honda Shadow.
No quesito autonomia, o modelo Honda sai atrás. Seu tanque tem capacidade para apenas 14 litros – menos que na Honda CG 150, onde cabem 16 litros. Já o tanque da custom Yamaha comporta 17 litros. Na teoria, pode-se ir mais longe com a Midnight Star.

Durante a viagem o consumo de ambas foi bastante similar, com leve vantagem para a Shadow. A primeira média obtida foi de 20,75 km/litro com a Honda e 19,76 km/l no modelo Yamaha. Na segunda parte, rodando a 110 km/h constantes, apesar de maior, o motor da Midnight rodou 25 km/litro e o da Shadow, 23,3 km/l. Na última medição, rodando em condições normais e levando-se em conta a subida da serra até Campos, a Shadow foi novamente mais econômica com média de 21,5 km/l. No mesmo trecho, a Midnight rodou 20,5 km/l.

Fazendo uma média dos consumos, a Shadow roda 21,85 km com um litro de combustível. Com seu tanque de 14 litros, pode-se percorrer 305 km sem abastecer a custom da Honda. Apesar de consumir um pouco mais (21,75 km/l), a Yamaha com 17 litros pode rodar mais - 369 km - sem parar no posto.
Já no quesito conforto a comparação é mais subjetiva que os números de consumo. Os dois modelos têm bancos largos, pedaleiras avançadas e uma posição de pilotagem relaxada, bem ao estilo custom. Na Shadow, porém, o piloto fica mais “sentado”, com as pernas mais flexionadas. Apesar de mais leve (247 kg a seco) tem-se a impressão que a Honda é mais pesada nas mudanças de direção. Uma das razões para isso pode ser o guidão mais aberto e curvado para baixo. A Midnight pesa 261 kg, mas oferece uma excelente posição de pilotagem na estrada e demonstra facilidade nas mudanças de direção.

Desempenho e ciclística

Os dois motores compartilham a mesma arquitetura: dois cilindros em “V”, mas inclinados a 60° na custom Yamaha e a 52° na Honda. Têm comandos simples no cabeçote (OHC), mas quatro válvulas na Yamaha e apenas três na Honda. A vantagem aqui vai para a Honda que tem refrigeração líquida, enquanto a Yamaha usa o sistema a ar. Alimentados por injeção eletrônica, têm capacidade cúbicas bem distintas: 952 cm³ na Midnight e 745 cm³ na Shadow.
Os 200 cm³ a mais de capacidade resultam em quase 10 cavalos a mais na potência máxima da nova Yamaha, que produz 53,6 cv a 6.500 rpm, contra 45,5 cv a 5500 rpm na veterana Honda. Mas é o torque máximo de 7,83 kgf.m já nas 3.000 rotações que fazem o piloto sentir mais “força” na nova Midnight. A Shadow 750, além de ter menos torque, os 6,5 kgf.m aparecem só nas 3.500 rpm. Com isso comparando as duas na estrada, a Midnight tem melhor retomada e aceleração.

Outro ponto positivo da custom Yamaha é a ciclística mais estável. Além da distância entre-eixos maior - 1.685 mm contra 1.639 mm -, a Midnight Star tem suspensões mais firmes – garfo telescópico na dianteira e balança monoamortecida atrás. Nas curvas, passa mais segurança que o bichoque na traseira da Shadow que parece dançar nas curvas mais fortes.
Pesa ainda a favor da Midnght Star seus freios, pois tem discos na dianteira e na traseira que, diga-se de passagem, funciona muito bem. Como nas motos custom há muito peso atrás, o freio a tambor na roda traseira da Shadow não para a moto com tanta eficácia.

Conclusão

Depois de rodar mais de 300 km com a Honda Shadow 750, líder de vendas no segmento custom, e a nova Yamaha XVS 950 Midnight Star e enfrentar os 14° C que fazem o charme da estância climática de Campos do Jordão nesta época do ano, fica fácil analisar friamente os dois modelos. Pode-se concluir que os 15% a mais cobrados pela nova Yamaha se justificam.



FICHAS TÉCNICAS

YAMAHA XVS 950 MIDNIGHT STAR

MOTOR: OHC, dois cilindros em “V”, a 60º refrigerado a ar
POTÊNCIA MÁXIMA: 53,6 cv a 6.000 rpm
TORQUE MÁXIMO: 7,83 Kgf.m a 3.000 rpm
DIÂMETRO X CURSO: 85 mm x 83 mm
CAPACIDADE CÚBICA: 942 cm³
SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO: Injeção Eletrônica de Combustível
TAXA DE COMPRESSÃO: 9.0:1
SISTEMA DE PARTIDA: Elétrica
CÂMBIO: Cinco velocidades
TRANSMISSÃO FINAL: Correia dentada
CAPACIDADE DO TANQUE: 17 litros
CHASSI: Berço duplo de aço
SUSPENSÃO DIANTEIRA: Garfo Telescópico, com 41 mm de diâmetro e 135 mm de curso
SUSPENSÃO TRASEIRA: Monoamortecedor com 110 mm de curso
FREIO DIANTEIRO: Disco simples de 320 mm
FREIO TRASEIRO: Disco simples de 298 mm
PNEU DIANTEIRO: 130/70 x 18 M/C 63H
PNEU TRASEIRO: 170/70B x 16 M/C 75H
DIMENSÕES (C X L X A): 2435 mmX1.000 mmX1.080 mm
DISTÂNCIA ENTRE-EIXOS: 1685 mm
ALTURA DO ASSENTO: 675 mm
Altura ao Solo: 145 mm
PESO SECO: 261 Kg
CORES: Preta e Vermelha com gráficos estilizados
PREÇO: R$ 34.600,00 (preta) e R$ 34.900,00 (vermelha)

HONDA SHADOW 750

MOTOR: OHC, dois cilindros em “V” a 52° e arrefecimento a líquido
POTÊNCIA MÁXIMA: 45,5 cv a 5.500 rpm
TORQUE MÁXIMO: 6,5 kgf.m a 3.500 rpm
DIÂMETRO X CURSO: 79,0 x 76,0 mm
CAPACIDADE CÚBICA: 745 cm³
ALIMENTAÇÃO: Injeção Eletrônica de Combustível
TAXA DE COMPRESSÃO: 9,6:1
SISTEMA DE PARTIDA: Elétrica
CÂMBIO: Cinco velocidades
TRANSMISSÃO FINAL: Eixo-cardã
CAPACIDADE DO TANQUE: 14,4 litros
CHASSI: Berço duplo de aço
SUSPENSÃO DIANTEIRA: Garfo telescópico (140 mm)
SUSPENSÃO TRASEIRA: Duploamortecida (90 mm)
FREIO DIANTEIRO: A disco, com 296 mm de diâmetros e cáliper de pistão duplo
FREIO TRASEIRO: A tambor, com 180 mm de diâmetro
PNEU DIANTEIRO: 120/90 – 17 M/C 64S
PNEU TRASEIRO: 160/80 – 15 M/C 74S
ALTURA DO ASSENTO: 660 mm
ALTURA MÍNIMA DO SOLO: 130 mm
CHASSI: Berço duplo de aço
DIMENSÕES (C X L X A): 2.503 x 920 x 1.125
ENTRE-EIXOS: 1.639 mm
PESO SECO: 247 kg
CORES: Preta, Azul metálica e cinza metálica
PREÇO: R$ 29.980,00

Texto: Arthur Caldeira/ Agência INFOMOTO

Continue lendo...

  © 2009 Revista Extreme.com - O mundo sobre duas rodas - Todos os direitos reservados.

Voltar ao TOPO  

Web Analytics