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Saiba como levantar sua moto sem muito esforço caso ela tombe.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Primeiramente, é importante tomar cuidado para não se machucar nesta manobra, faça um pequeno aquecimento, alongamento, e tome cuidado para os pés não escorregarem (na grama, por ex).
Você não deve tentar esta manobra usando os braços ou as costas. Use, em vez disso, os maiores músculos do seu corpo: as pernas.

O segredo para levantar uma moto grande é que você deve empurrar em vez de levantar, mas se a moto estiver inclinada mais de 45 graus, você vai ter que levantar um pouco no início, quanto menor o ângulo de inclinação com a vertical, mais fácil fica pôr a moto de pé. Por isso, os primeiros centímetros vão ser os mais difíceis.

Se a moto estiver numa lomba, você deve girar ela no chão até que as rodas fiquem do lado mais baixo, mas... dependendo do piso isto vai arranhar a pintura. Se você acha que a pintura vai ser danificada, peça ajuda e levante-a do jeito mais difícil mesmo, após, gire o guidão para o batente 'de baixo', o máximo que conseguir. Se possível, trave a direção nesta posição.

Se a moto estiver deitada sobre o lado esquerdo, o apoio lateral (pézinho) deve ficar levantado. Se ela estiver deitada sobre o lado direito, o apoio lateral precisa necessariamente estar abaixado, agora, você vai encostar sua bunda (não as costas) na lateral do assento, olhando para longe da moto, posicione-se para deixar somente a metade de baixo da bunda encostada no assento.

Seus pés devem estar afastados não mais do que a largura dos ombros, e plantados FIRMES no solo, cerca de 1 m afastados da moto, os joelhos, dobrados de 40 a 50 graus. Mais do que isso e vai ficar muito difícil endireitá-los.

Agora apoie as mãos na moto, de cada lado do corpo. Você deve procurar um lugar firme para apoiar as mãos. Comece a andar para trás, empurrando o assento. Se estiver a mais de 45 com a vertical, você deve levantar também.

Quando a moto começar a ficar vertical, a maior parte do peso vai ficar sobre os pneus, por isso vai ser mais fácil. Vá devagar para não correr o risco de uma queda para o outro lado. Com um pé, abaixe o apoio lateral e recoste a moto sobre este.

Se a moto estava caída sobre o lado direito, você abaixou o apoio lateral antes de começar a levantar. Neste caso, ao se aproximar da vertical, vá empurrando devagar e continue até encostar o apoio no chão. Cuidado para não fazer isto muito rápido, ou numa lomba, pois a moto pode cair para o outro lado.


Com um pouco de prática, você conseguirá levantar motos de qualquer tamanho sozinho. Claro, se forem motos muito pesadas, estando completamente deitadas no chão, vai exigir mais força. Mas nada que a "Poção Mágica" do Asterix não resolva...

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10 Motivos para andar de moto em São Paulo. Saiba porque é vantajoso optar pela motocicleta como meio de transporte

sábado, 17 de outubro de 2009

O que seria da nossa pizza quentinha no sábado a noite se ela fosse entregue através de carro? Com o trânsito caótico, que já se estendeu até nos finais de semana, ela chegaria fria e borrachuda. E, muito além das pizzas, o que seria da nossa saúde se quando estivéssemos passando mal, as farmácias de plantão não pudessem entregar os remédios com a rapidez que nos confiam hoje? Fora os policiais nas escoltas das ruas e os profissionais da CET e do SAMU, na hora de atender um problema no trânsito ou socorrer alguém em um acidente.

É por isso que o professor, motociclista, vice-presidente da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram) e membro suplente da Câmara Temática de Educação para o Trânsito e Cidadania do Contran, Ulisses Nogueira Salvador, defende e aponta 10 vantagens de utilizar a motocicleta no trânsito hoje, seja profissionalmente no sistema de entregas, ou até para ir ao trabalho ou em momentos de lazer.

1. Mais praticidade:

Não só na cidade de São Paulo como nas grandes capitais de todo o Brasil, o trânsito é um problema que não conseguirá ser resolvido a curto prazo. Por isso, a solução seria aumentar as ruas, entretanto, Salvador diz que não existe mais essa possibilidade em São Paulo, então um dos recursos foi diminuir o tamanho dos veículos que trafegam na cidade. É aí que entram as motocicletas, pois segundo ele, no mesmo lugar de um carro, cabem cinco motos.

2. Melhor que transporte público:

De acordo com Salvador, a motocicleta mantém uma vantagem não só dos carros como também dos transportes públicos. Primeiro em termos econômicos, pois o gasto é semelhante ou às vezes menor do que o da passagem de um ônibus. Segundo porque a motocicleta nunca vai ficar parada no trânsito, pois utiliza o corredor, ou seja, a pessoa não precisa ficar em pé no ônibus parada por horas em um congestionamento.

3. Mais rápida:

Os paulistanos hoje dispõem de pouco tempo para fazer tudo. Se eles tiverem de ir a algum lugar na cidade de São Paulo, têm que reservar quase duas horas para ir e duas horas para voltar. E eles precisam do deslocamento constante para longas distâncias, para executar o seu trabalho profissional, pois apesar da Internet e do celular, a presença física ainda é essencial. Na opinião de Salvador, é aí que a moto se torna o veículo perfeito, pois em meia hora a pessoa consegue ir e voltar do seu compromisso, ou seja, aproveita melhor o seu tempo diário.

4. Benéfica até no rodízio:

Segundo o vice-presidente da ABRAM, Ulisses Nogueira Salvador, a moto não perde a vantagem sobre o carro nem mesmo no rodízio, pois enquanto os automóveis são limitados a rodarem apenas quatro dias na semana, o motociclista com a sua guerreira pode andar tranqüilamente, em qualquer horário, nos cinco dias úteis.

5. Manutenção mais em conta:

Outra conveniência que Salvador aponta da motocicleta é em relação ao seu custo de manutenção, na qual a vistoria e o conserto dos freios, motor, mão-de-obra, entre outros, chegam a ser metade do preço. Por exemplo, a motocicleta gasta cerca de R$ 35 por hora na oficina mecânica, enquanto que o carro vai gastar em torno de R$ 70 ou R$ 80.

6. Fácil de estacionar:

Salvador aponta também que uma grande regalia da motocicleta é a praticidade em encontrar um lugar para estacionar. Além dos bolsões de estacionamento, que são áreas reservadas pela prefeitura só para a parada de motos, os pilotos podem estacionar em qualquer lugar, como entre dois carros, ou seja, ela sempre vai encontrar um espaço nas ruas.

7. Dribla o pedágio:

Diferente dos automóveis, as motos nem sempre pagam pedágio. Isso acontece nas estradas estaduais de São Paulo, onde não é cobrado o pedágio de motocicletas, apenas em algumas estradas federais. Entretanto, o vice-presidente da ABRAM diz que alguns benefícios surgiram, como no trecho da Fernão Dias, onde o pedágio para motos está apenas R$ 0,55.

8. Rápida em viagens:

Ulisses Nogueira Salvador diz que as motos são também uma boa opção para viagens rápidas, para fugir do trânsito da capital e relaxar. Por ser um veículo econômico e veloz, o condutor aproveita muito mais a viagem e ainda usufrui do encanto da paisagem.

9. Menos combustível

O condutor também tem a vantagem de gastar menos combustível, pois mesmo em um congestionamento, o motociclista tem a possibilidade de circular em uma velocidade reduzida, já em um carro, gastará mais combustível por ficar imóvel. Sem contar que um automóvel só faz 15 km por litro, enquanto que uma moto chega a rodar 30 km por litro.

10. Bom investimento

Para concluir, um dos maiores benefícios em optar pela motocicleta ao invés do carro é que a pessoa também vai pagar mais barato por este veículo. Dependendo do modelo, encontra-se no mercado moto zero km na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil, enquanto que um automóvel zero km custa de R$ 20 mil para cima. Isso porque ela é esteticamente menor e possui um motor 10 vezes mais leve que o carro, ou seja, com isso gasta menos combustível.

Se liga! A moto polui menos?

De acordo com o vice-presidente da Abram, Ulisses Nogueira Salvador, em relação ao meio ambiente, a moto ainda não bate o carro, pois a maioria usa carburadores e no Brasil, todos os carros utilizam a injeção eletrônica. Contudo, algumas motos já estão sendo fabricadas com este sistema. “Quando toda frota de motocicletas forem substituídas por injeção eletrônica, em relação a poluir o meio ambiente, elas estarão ombro a ombro com os automóveis”, declara.

Falando nisso...

O consultor de empresas, Joel Bueno da Costa Filho, já pilota moto há 30 anos e diz que não troca a sua máquina por nenhum automóvel, pois nestes anos todos de estrada, ela traz vantagens de economia e tempo no seu dia-a-dia que não tem preço. “Por exemplo, de onde eu moro na Zona Leste até o centro empresarial onde trabalho, de manhã, de carro gasta-se no mínimo 1h30min no trânsito, enquanto que de moto, percorro o mesmo trecho em uns 30 minutos”, comemora.

Fonte: Jornal Motovrum

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Vestimenta para motociclistas. Estilo não é tudo, segurança em primeiro lugar.

domingo, 20 de setembro de 2009

Todos nós que rodamos de moto na estrada (moto estradeiros), sabemos que os motociclistas que pilotam motos Speed (moto esportiva), tipo R1, Srad, CBR 1000 e outras, rodam na estrada pra acelerar. O estilo é outro. O prazer do motociclista é outro.

Os moto estradeiros gostam de viajar curtas e longas distâncias rodando em menor velocidade, os motociclistas de motos esportivas gostam de rodar em alta velocidade e curtas distâncias. Claro, existem excessões.

São perfis pessoais e de motociclistas bem distintos. Tudo é diferente, desde o estilo de moto, da pilotagem, das vestimentas, de tudo. Os motociclistas estradeiros, principalmente os integrantes de Mc´s (Moto Clubes) costumam rodar em grupos médios e grandes, com vários amigos. Já os motociclistas de moto Speed (esportivas), rodam solos ou em grupos pequenos.

Uma coisa é certa: a moto velocidade é mais arriscada. O número de acidentes é maior. O risco é maior. A pilotagem é no limite. Devido a isso, os pilotos de moto speed (moto esportiva), usam mais roupas de proteção. Usam macacões, luvas especiais, botas super resistentes, protetores de colunas e ótimos capacetes.

Já escutei de amigos moto estradeiros: "não tem jeito, caiu de moto se machuca feio, mesmo usando produtos de proteção". Bobagem tal comentário. Pura balela. Coisa de "piloto Easy Rider" que não se tocou que vive no século XXI. Do outro lado, as indústrias fabricantes desses produtos de proteção para motociclistas (grande maioria internacionais) realizam estudos feitos por engenheiros, afim de tornar seus produtos mais eficientes. É bobagem, histórinha da "carochinha", acharmos que tais produtos não ajuda a proteger. Na Europa e Estados Unidos tem leis rigorosas relativas a tais produtos. Não é brincadeirinha, protegem mesmo.

Porque os pilotos de motos esportivas usam tantas proteções? Vamos ver se você acerta a resposta, temos as opções:

a) Porque por estar em alta velocidade e sofrerem um acidente, gera mais "sequelas" ao piloto.
b) Porque correm mais riscos de sofrerem acidentes.

Qual a sua resposta?

Resposta correta: B - Porque correm mais riscos de acidentes. Só por isso. A velocidade não importa, você pode estar há 40km/h, 80km/h, 120km/h ou 240km/h, e as sequelas serem as mesmas, ou a de menor velocidade gerar mais sequelas. Tudo depende de "n" fatores. Agora, os pilotos de motos esportivas se preocupam bastante com o quesito: segurança.

Raramente se vê um piloto de Speed (moto esportiva), sem macacão, ou roupas de cordura, botas especiais com diversos protetores, luvas rigidas com protetores para todos os ossos e punho e protetores de coluna. Eles são muito mais preocupados e usuários desses tipos de produtos. E dentre os motivos, o mais forte é: a chance deles "caírem" é maior.

Por isso, fica para reflexão:

Por que os motociclistas estradeiros, principalmente os que rodam de custom, usam jaquetas de couro ao invés de uma com tecido especial? Onde a maior variedade são de cordura, mas existem várias outras com tecidos diferentes. Não se compara a proteção, os de couro protegem muito menos (com excessões desses de couro reforçado que também vem com proteções na coluna, ombros e cotovelos). E as luvas de dedo? Essas não protegem absolutamente nada, só enganam sua cabeça. As mãos são quase sempre afetada num acidente de moto, é natural que o piloto estique os braços para se proteger, é um reflexo difícil de ser alterado. Os pés, os calcanhares, são também muito propensos a sofrerem escoriações e lesões. Por isso, os pilotos de moto Speed (moto esportiva), rodam com excelentes luvas e botas. Não são doidos de pilotarem usando luva de dedo e tênis, ou sapatinhos de couro.

Sabemos que tem ainda a questão de estilo visual e da vestimenta. O "Speedeiro" tem um visual mais moderno, colorido. Usão macacões e tal. Já os moto estradeiros, principalmente os de custom, tem um visual mais retrô, usam couros, coletes, tem um estilo mais de bad boy.

Tudo bem essas diferenças são legais, a variedade de gostos é um estado de direito. Todos nos devemos respeitar, cada um tem o direito de ter seus gostos e estilos. Agora, nós motociclistas estradeiros (eu me incluo nessa categoria do motociclismo), precisamos começar a mudar nossos hábitos e nos preocuparmos com segurança. Antes que ocorra um acidente e só depois de tal aprendizado prático, mudarmos nossos hábitos. No mais, existem diversas roupas especiais, com tecnologia de ponta e feita pensando na melhor segurança do piloto, produtos com cara de "moto estradeiros"; pretos e cores escuras.

Cada um no seu estilo, mas todos com mais segurança. Sua saúde, integridade física e família agradecem.

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Postura correta para pilotar sua moto evita dores no corpo.

sábado, 5 de setembro de 2009

A posição de pilotagem não é uma preocupação exclusiva dos pilotos. Com as orientações corretas, todos os motociclistas podem evitar pequenos vícios de postura, viajar mais e com mais conforto. Isso sem falar na saúde, depois de alguns anos sobre duas rodas. "O ideal é que a pessoa se sinta confortável e numa posição segura na moto, sem dores lombares ou nos ombros", diz o ortopedista Alexandre Ferreira, que cuida dos pilotos dos campeonatos organizados pela CBM.

Cada estilo de moto posiciona o piloto de forma diferente, exigindo mais suporte de determinados músculos e articulações. Partindo de dois extremos fica fácil perceber: numa custom, o guidão mais próximo do corpo e as pedaleiras à frente deixam o piloto apoiado sobre o quadril, literalmente sentado; já numa esportiva, o guidão baixo e embutido na carenagem exige que o corpo se estique para a frente, enquanto as pernas ficam recuadas para que os pés se encaixem nas pedaleiras, na mesma linha do banco. "Também vemos muitas pessoas que compram motos inadequadas para suas medidas", explica o ortopedista da CBM. "Responder a duas perguntas já ajuda a evitar boa parte dos problemas posturais: você consegue colocar os dois pés no chão? E alcançar o guidão sem esticar totalmente os braços?".

A seguir, ilustramos as posições mais tradicionais por estilo de moto, identificando os vícios mais comuns e, com a ajuda da fisioterapeuta Paula Senna, recomendamos o que fazer em cada caso para viajar confortavelmente e chegar ao destino sem ficar "moído" depois da viagem. Afinal, o fim de semana na estrada deve ser um prazer, não um martírio! Encontre seu tipo de moto e descubra a melhor maneira de pilotar.

Motos Esportivas

Postura erradaVício: Sustentar o peso do corpo nos braços e ombros; Embutir na carenagem e permanecer "deitado" sobre o tanque, com a cabeça levantada e inclinada para trás. Isso deve ser feito apenas em curtos espaços de tempo lembre-se que você não esta participando de uma competição e sim vijando.

Postura CorretaPosição Correta:Manter braços e ombros relaxados, dividindo o peso do corpo com as coxas, pressionadas contra as laterais do tanque; Com o tronco mais ereto, a cabeça fica numa posição mais confortável para o pescoço. De qualquer forma, realizar movimentos circulares com a cabeça lentamente ajudam a aliviar as dores na região; Os cotovelos mais próximos do corpo aliviam a tensão sobre os ombros; As dores na musculatura da região da canela são conseqüência das pedaleiras, que obrigam as pernas a formarem um ângulo fechado com os pés. Apoiar a ponta de um pé por vez no chão e fazer movimentos circulares a cada parada alivia as tensões na região.

Motos Custom

Vício: O peso do corpo concentrado no quadril sobrecarrega a base da coluna e tende a curvá-lo para frente, recebendo ainda o impacto dos buracos.

Posição Correta: Evitar uma curvatura excessiva das costas e aproveitar as paradas para alongar reduzem o cansaço da posição; Ao menos a cada duas horas levantar da moto e erguer os braços esticados 10 vezes, até atrás da linha da cabeça, sem forçá-los, diminui o incômodo do corpo curvado à frente e restabelece a posição natural.

Moto Street ou Trail


Vício: Relaxar excessivamente as costas faz com que o piloto se curve para frente, concentrando o peso nos ombros, braços e base da coluna.



Posição Correta: A posição das motos street e trail é a que permite a distribuição do peso do corpo com mais equilíbrio. As pedaleiras na mesma linha do corpo transformam as pernas em amortecedores e minimizam os impactos sobre a coluna. Manter a coluna ereta é a maneira ideal de evitar dores na região lombar e fazer o melhor uso desta posição.

Gostou das dicas? Então lembre-se sua viagem ou passeio deve ser um prazer e não uma tortura.

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Dormir pilotando. Sono é uma das principais causas de ocorrências de acidentes.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

De acordo com estudos, ficar sem dormir no período de 24 horas equivale à concentração sanguínea de 0,10g/l de álcool no corpo. A privação de uma noite de sono é mais prejudicial do que os níveis alcoólicos considerados inaceitáveis pelo Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN). A Academia Brasileira de Neurologia (ABN), por conta desta questão, chama a atenção dos brasileiros referente aos perigos de conduzir uma moto com sono.

A conscientização da população sobre os riscos é uma luta constante, pois segundo a ABN existe a necessidade da criação de uma lei como a que combate o uso do álcool. Em nosso país não existem comprovações referentes ao número de casos de acidente causados pelo sono, além disso, alguns policiais não conseguem identificar quando o indivíduo está com privação de sono por falta de equipamentos como bafômetros que identificam com facilidade os casos de álcool.

É muito difícil detectar sonolência em acidentes fatais, o perito experiente pode suspeitar, mas a comprovação é bastante complicada. Quando ocorrem acidentes por conta do sono, não costumam ter manobras evasivas no local, nem freadas de pneus, diferentemente dos casos que envolvem embriaguez. Segundo a coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Dra. Rosa Hasan, grande parte dos condutores não entendem que pilotar privado de sono é perigoso.
“Os jovens são as principais vítimas da sonolência, porque trabalham durante o dia inteiro e saem para balada com o cérebro cansado”, afirma Dra. Rosa.

Legislação

O único local do mundo que há uma jurisdição considerando criminosa a condução de veículos sob privação de sono é no estado de Nova Jérsey (EUA). No Brasil já se pensa na necessidade de uma legislação que puna os condutores que insistem em arriscar suas vidas e as de terceiros ao dirigir com sono.

Segundo o Instituto Americano de Tráfego, nos Estados Unidos calcula-se que 100 mil acidentes por ano estejam relacionados à privação de sono, que geram o resultado negativo de mortes e 71 mil feridos. Na França, Inglaterra e Finlândia, a estimativa é que de 10% a 20% dos acidentes no trânsito são causados por conta da sonolência.
De acordo com o coordenador do Centro de Estudo Multidisciplinar em Sonolência e Acidentes (CEMSA), Dr. Marco Túlio Mello, a legislação que ia ser sancionada, referente ao tempo máximo de direção e condução foi vetada pelo vice-presidente da república, José Alencar.

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Bebida energética é prejudicial?
Alguns motociclistas tomam a bebida energética para evitar a sonolência ou garantir uma força extra de acordo com a necessidade. O energético age como um estimulante ao corpo, mas será que a ingestão dessas bebidas é prejudicial? De acordo com a coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Dra. Rosa Hasan, a bebida energética é consumida por grande parte dos condutores que têm uma rotina de trabalho extensa. Segundo a coordenadora, o energético pode ajudar a manter o cérebro ligado por algumas horas, mas o segredo é dormir adequadamente.

Energética ou esportiva?

As bebidas esportivas têm o objetivo de reabastecer açúcar, água, eletrólitos e outros nutrientes, geralmente isotônicos encontrados no corpo humano. Já as bebidas energéticas são hipertônicas, com quantidades de nutrientes em concentrações superiores a do sangue, que provocam mais sede.

O enorme risco gerado por essas bebidas é que elas adiam uma necessidade natural de descanso do organismo. Quando o efeito passa, esta necessidade acumulada pode se manifestar repentinamente, fazendo o motociclista dormir e, consequentemente, causar acidentes.

Via expressa

Melhor prevenir do que remediar. A ultrapassagem do período de 60 horas semanais de trabalho, doenças do sono não diagnosticadas ou não tratadas e síndrome de apnéia obstrutiva do sono são alguns fatores que contribuem para os riscos de sonolência no trânsito. É importante que antes de conduzir o veículo o motociclista não esteja fatigado ou privado de sono, descanse antes de dirigir longas distâncias, não dirija se utilizou medicação sedativa ou ingeriu álcool mesmo que em pequenas doses.

O cansaço permanente pode ser originado por uma distribuição incorreta entre horas de trabalho e descanso, por períodos prolongados. É indispensável que se o motociclista portar algum desses sintomas procure imediatamente ajuda médica.

Todo o ser humano tem a necessidade de sono e, em geral, dormimos menos do que precisamos. Muitas pessoas acham que podem controlar o sono utilizando artifícios, mas sem perceber podem “tirar” um cochilo fatal.
Fonte: Dra. Rosa Hasan, coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia.

Se liga!

Quais os sintomas da sonolência?

• Sensação de peso nas pálpebras
• Dificuldade de focalizar a visão
• Ardor nos olhos
• Pensamentos desconexos e devaneios
• Dificuldade de lembrar-se dos últimos quilômetros percorridos
• Perder saídas ou sinais de tráfico
• As pálpebras se fecham a cabeça começa a pender
• Bocejos tornam-se constantes
• A visão começa a ficar turva
• Piscamentos constantes
• Dificuldade de manter a cabeça ereta
• Sair fora da rota, encostar-se na traseira de um carro, ou bater em obstáculos na pista
• Sentir-se cansado ou irritado

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Cuidado na hora de trocar as lampadas do farol de sua moto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Os veículos de duas rodas não têm uma iluminação tão eficiente quanto à dos automóveis. Como alternativa para melhorar o poder de iluminação do farol de uma motocicleta e se destacarem no meio do trânsito, as lâmpadas de xenon foram a opção de milhares de motociclistas.

Mas em função da resolução 294 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que regulamenta do uso de faróis de xenon, o equipamento não poderá mais ser instalado em motocicletas.

A resolução determina que a partir de primeiro de janeiro de 2009 os veículos equipados com faróis de xenon devem ter um dispositivo de regulagem de altura do facho em função de desníveis na pista ou sobrecarga no veículo. Além disso, os devem estar equipados com dispositivo de limpeza do farol. Não é o caso das motos.

É comum encontrar motoristas e motociclistas que substituem a lâmpada de seu veículo de 35W ou 55W por uma de 100W, com o intuito de criar mais luz. Contudo, o coordenador de desenvolvimento da Nino Faróis, Lázaro Moraes, diz que, na verdade, os condutores têm uma falsa impressão de mais luminosidade. Ele explica que a intensidade da radiação da luz gerada pela lâmpada não é medida por Watt e sim em Lúmen, que quantifica o alcance da luminosidade emitida.

Moraes diz que por conta disso, quando o condutor troca a lâmpada ele não duplica a luz e sim quadruplica o ofuscamento, já que a luz se espalha pela via e prejudica a visibilidade dele e dos demais motoristas e motociclistas. “Além disso, o uso incorreto da lâmpada pode ocasionar o fosqueamento do refletor, além de danos mais severos como o superaquecimento do conjunto óptico, que provoca o derretimento do mesmo ou ainda um curto circuito na parte elétrica do veículo”, alerta.

Por isso, ele recomenda sempre utilizar peças indicadas pelos fabricantes dos veículos para manter a qualidade da iluminação sem causar maiores danos. “Substituir 55W por 100W, por exemplo, nem sempre é mais em conta, pois os riscos de danos ao equipamento geram um prejuízo ainda maior”, completa.

Além disso, Moraes indica a manter os faróis sempre regulados. “Tão importante quanto ver é ser visto, e o farol desregulado, além de não cumprir o papel, atrapalha a visão do piloto no sentido oposto ou mesmo no espelho retrovisor de quem estiver à frente”, finaliza.

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Qual a hora certa de trocar o pneu de sua moto? Muita gente tem essa dúvida e você sabe a resposta?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Pneus em bom estado são sinônimos de segurança: estabilidade nas retas, equilíbrio nas curvas e frenagens mais eficientes.
Muito se fala sobre a pressão correta dos pneus, a escolha da medida certa para sua moto, o tipo de pneu adequado para um determinado piso, entre outras recomendações. Mas uma pergunta é freqüente mesmo entre os motociclistas mais experientes: qual a hora de substituir o pneu da minha moto?
Como as motos têm apenas dois pneus, estes são itens fundamentais para garantir a segurança do motociclista. Um pneu “careca” representa perigo na hora de acelerar, frear e contornar curvas.

Em piso molhado então, nem se fala. Entre as diversas funções dos sulcos está a drenagem da água. Se os sulcos estiverem pouco profundos não drenam a água corretamente e uma frenagem pode causar uma queda em dia de chuva.
Para saber a hora certa de trocar o pneu da sua moto existe a boa e velha inspeção visual. Ou seja, você olha e percebe que o pneu está ficando “careca”. Porém muitas vezes o desgaste não ocorre por igual em toda a banda de rodagem e fica difícil identificar se o pneu pode ou não rodar mais alguns quilômetros.

Pela legislação brasileira, a profundidade mínima dos sulcos de um pneu de motocicleta é de 1,0 mm – abaixo disso o motociclista fica sujeito a multa. Se o sulco atingir essa profundidade em qualquer ponto da banda de rodagem, o pneu deve ser substituído.

Pensando em facilitar a vida do motociclista, as fábricas de pneus dotam seus produtos de uma maneira simples e eficaz de se averiguar se está na hora de substituí-los. Trata-se do TWI (Tread Wear Indicator) um dos limites para o uso dos pneus de moto. A sigla vem do inglês Tread Wear Indicator, que significa indicador de desgaste da banda de rodagem. Todo pneu conta com o TWI, um filete de borracha disposto transversalmente aos sulcos em alguns pontos da banda de rodagem. Quando esse filete ficar aparente, no mesmo nível da banda de rodagem está na hora de trocar o pneu.

Onde fica?

Esses indicadores de desgaste podem ser facilmente localizados nos flancos (lateral) dos pneus, onde geralmente há a inscrição T.W.I. ou ainda alguma indicação como uma seta ou o logotipo do fabricante. Nessa direção, o motociclista vai encontrar o filete de borracha indicando a altura mínima de uso do pneu.


Mas é bom lembrar ao motociclista que a troca do pneu só estará vinculada ao TWI se o pneu estiver em boas condições. Bolhas, cortes ou desgastes irregulares também podem condenar o pneu. Se houver algum desses defeitos, mesmo que a banda de rodagem não tenha atingido a profundidade mínima, o pneu deve ser substituído por outro novo, nas mesmas medidas indicada pelo fabricante da motocicleta.


Para garantir uma maior vida útil aos pneus da sua moto, verifique a calibragem semanalmente. A pressão correta a ser usada sempre está no Manual do Proprietário ou em alguma etiqueta de advertência colada à motocicleta. Outra dica importante é que, em caso, de levar garupa ou bagagem pesada demais, o motociclista deve calibrar o pneu para aquela situação de uso.

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Manuteção do conjunto de transmissão secundário. Você sabe como proceder corretamente?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Quando se fala em manutenção da corrente, instintivamente a maioria dos motociclistas pensam em “lubrificar a corrente” ou “passar graxa na corrente”. Primeiramente é importante observar qual é uso de nossa motocicleta, ou seja, em via de regra os motociclistas em geral utilizam suas motocicletas para trabalho ou lazer, e não em competições. Devemos também ter sempre em mente que o objetivo final é o de prolongar a vida útil do conjunto de transmissão secundário. Na realidade o assunto é muito mais complexo e exige que sejam observados todos os itens abaixo.

Qualidade e Modelo do Conjunto de Transmissão Secundário:

Antes de qualquer instrução sobre a manutenção da corrente, é preciso observar a qualidade do Conjunto de Transmissão, ou “Relação” como os motoqueiros chamam. Esse é o primeiro vértice da história, pois ou compramos um conjunto de boa qualidade, onde iremos pagar mais, conseqüentemente a duração também será maior, ou compramos um conjunto mais “barato” que conseqüentemente ira durar menos, ou seja, o famoso custo / benefício . Outro fator importante a ser observado é a troca do conjunto “original” por outro de relação diferente, pois muitos querem que a moto “ande” mais, mas não querem que a corrente se desgaste rapidamente, isso é uma utopia. Portanto, qualidade e originalidade do sistema vão garantir com certeza que consigamos rodar muitos mais quilômetros.

Forma de Condução:

Sem duvida alguma esse é um dos itens mais importantes na conservação do conjunto de transmissão, como falamos antes levamos em conta que usamos a moto para trabalho ou lazer, e pilotamos de maneira correta e segura. Se por exemplo, sempre fazermos nossas arrancadas de maneira esportiva, é obvio que de nada adiantara todas as demais orientações. Sem falar também que todos os demais componentes como embreagem, freios, pneus, etc. terão sua vida útil reduzida.

Regulagem da tensão da corrente:

A regulagem da tensão da corrente, conhecido entre os motociclistas como “esticar a corrente”, é o primeiro fator a ser abordado para a conservação de todo o conjunto de transmissão secundaria (Pinhão, Corrente e Coroa). Deve-se sempre utilizar a folga própria de cada moto especificada pelo fabricante da motocicleta. Como todos sabem cada tipo de moto tem sua folga característica, como exemplo pode-se citar as motos “ off -road ” que tem a folga maior que as motos “esportivas”. Manter a corrente com sua folga devidamente controlada, alem de ser importante na conservação do conjunto de transmissão, é responsável também pela melhor eficiência na transferência da força motriz para a roda. A inspeção da tensão da folga da corrente deve ser feita com a maior freqüência possível, fabricantes e mecânicos falam em algo em torno de cada 250 a 350 km dependendo do tipo da motocicleta.

Alinhamento da Corrente:

Outro item muito importante é o alinhamento da corrente entre o pinhão e a coroa. O desalinhamento ocorre quando ao trocar o pneu traseiro ou regular a folga da corrente deixam-se medidas diferentes nos esticadores laterais de corrente. Quando a Coroa e o Pinhão não se encontram alinhados, ira ocorrer uma torção na corrente que conseqüentemente iniciara um processo de desgaste excessivo na corrente coroa e pinhão.

Exame individual de cada componente:

Há alguns anos atrás, não existia o habito de se trocar de uma vez todo o conjunto de transmissão, ou kit de relação. Era comum o mecânico examinar individualmente: pinhão, corrente e coroa e fazer a troca apenas de um deles, hoje se fala em trocar tudo de uma vez caso contrário a peça velha estraga a nova. Na realidade esse é um ponto de vista discutível. Imagine que você faz a troca de uma só vez de todos componentes, mas os componentes não têm a mesma qualidade entre si, então, por exemplo, o pinhão se desgasta mais que a corrente e a coroa. Nesse caso podemos trocar o pinhão (que é o mais barato) e conseguir uma quilometragem um pouco maior dos outros dois componentes. Portanto passe a criar o habito de examinar, e também pedir para seu mecânico examine, individualmente cada componente do conjunto de transmissão.

Limpeza da Corrente:

Este item é muito polemico, alguns motociclistas e mecânicos acreditam que a corrente não deve ser lavada. Na realidade a corrente deve ser lavada, e deve-se retirar todo o excesso de lubrificação anterior. Esse item é primordial, alguns mecânicos e engenheiros ressaltam que antes de lubrificar a corrente, toda “lubrificação suja” deve ser retirada. Os produtos utilizados para lubrificar a corrente favorecem o acumulo de areia, pó e sedimentos que irão funcionar como “abrasivos” que provocam o desgaste por “ usinagem ” do conjunto. Portanto somente a lavagem pode contornar esse problema. A polemica é gerada principalmente por conta dos produtos utilizados para a lavagem da corrente. Não devemos nunca utilizar desengraxantes pesados tipo “ Solupam ” eles prejudicam diretamente o metal da corrente. Nem usar gasolina pura que resseca os anéis de borracha das correntes mais modernas. Quem é partidário do pensamento contrario a lavagem, acreditam que produtos como o “querosene” ou “óleo diesel” também ressecam esse anéis de borracha, e “em tese” retiram toda a lubrificação deixando a corrente “ressecada”, esse problema pode ser contornado acrescentando- se sabão liquido ao “querosene” ou “óleo diesel”. Deve-se evitar lavar em água com alta pressão, pois a sujeira tende a penetrar entre o pino e o rolete da corrente provocando aumento do desgaste da mesma quando em uso. A freqüência de lavagem da corrente esta relacionada ao tipo de lubrificação e ao local de uso da motocicleta. Quanto mais “ grudento ” for o produto utilizado para a lubrificação e quanto mais “terra” a moto rodar maior deve ser freqüência de lavagem.

Lubrificação da Corrente:

Este é o item mais polemico do estudo, os motociclistas sempre querem saber especificamente qual marca de produto deve ser utilizada. Infelizmente uma resposta direta dessa forma não existe, acredito que nenhum mecânico, engenheiro, ou especialista, tenha um estudo técnico completo e detalhado do resultado da utilização de cada produto existe no mercado, que leve em conta a durabilidade do sistema de transmissão secundário para cada um desses produtos. Dessa forma optei por fazer citações do que acredito que se deve, e o que não se deve usar.

1) Partindo-se do principio que usamos nossas motos para trabalho ou lazer, podemos concluir que os produtos utilizados para competições, normalmente esses produtos só funcionam em altas temperaturas com exigência máxima dos materiais, portanto não serão os mais indicados para as motos “normais”, pois eles buscam privilegiar o desempenho e não a conservação do sistema de transmissão secundário.

2) Não se deve também utilizar o óleo “sujo” retirado do motor da motocicleta, primeiro porque o mesmo é “muito fino” (Sae 20) e segundo porque por ele estar usado, já perdeu toda sua viscosidade, não mantendo mais suas características lubrificantes, e também porque a mesmo encontra-se contaminado com resíduos sólidos.

3) Não se deve usar óleo em spray para lubrificação geral, que são vendidos em lojas de ferragens, esses óleos normalmente são “finos” e não são indicados para lubrificação de correntes.

4) Não se deve usar também a famosa graxa com grafite, pois a grafite alem de agir como abrasivo, ela ira se acumular entre a corrente e coroa ou pinhão e com o atrito ira formar “calos” na coroa e no pinhão, causando um desgaste irregular, desses componentes.

5) Não se deve também utilizar produtos que secam rapidamente e não mantenham suas características lubrificantes, pois com o passar do tempo eles se parecem mais com uma “cola” e o pó e a sujeira “grudam” fácil neles, por experiência, percebi que com o passar do tempo os mesmos ainda deixam os elos “travados” e os conjuntos da corrente com pouca flexibilidade.

6) Nenhum engenheiro mecânico aconselha também o uso de graxas em geral em correntes, seja qual for à qualidade da graxa, porque segundo esses especialistas elas são “grossas” e não penetram no interior dos elos da corrente. Tem se observado na pratica que os “ moto-boys ” por rodarem muito, e não conseguirem lubrificar com freqüência a corrente, acabam optando por lubrificar com graxa e assim conseguem um resultado melhor do que deixar o conjunto sem nenhuma lubrificação.

7) Na realidade o produto ideal é o óleo, nesse item é importante observar que os fabricantes de motocicletas em geral indicam o uso de óleo grosso (Sae 90) para a lubrificação de corrente de motocicletas.

8) Algumas “graxas brancas” encontradas no mercado, segundo informam os fabricantes, são na realidade óleo hidrogenado, e após sua aplicação com o calor gerado pelo atrito do sistema de transmissão o óleo ira “derreter” e então cumprir adequadamente sua função de lubrificar.

Dicas importantes:

1) O que usar: Sempre que um motociclista recebe a confirmação que o produto adequado é o óleo, o mesmo imediatamente reclama que o óleo não para na corrente e por conseqüência tem que se lubrificar muitas vezes a corrente, não se tornando, portanto, muito pratico o uso de óleo na lubrificação da corrente. Minha sugestão, baseada na minha experiência pessoal que já faço a muitos anos, que não tem nenhuma confirmação técnica, mas já vi também muitos bons mecânicos aconselharem essa técnica, é acrescentar um pouco de graxa no óleo grosso ( sae 90) deixando-o mais consistente.

2) Quando Lubrificar: Essa é uma das maiores duvidas encontrada pelos motociclistas em geral, em minhas pesquisas em sites, fóruns, etc. tenho visto muitos números, a maioria fala em algo em torno de 250 a 500 km , sendo que os fabricantes em geral recomendam a cada 400 km . Mas acredito que a quilometragem não deve ser o principal fator a se considerar, deve-se observar outros fatores como: Tipo de uso: só estrada, só cidade, etc. Clima dos últimos dias: Muito calor, muito frio, chuva, etc. O tipo de local utilizado: Asfalto, Terra, etc. E principalmente qual o produto que foi utilizado. Em viagens longas é sempre muito bom reforçar a lubrificação, mas lembrando que se a pista for de terra, e se não for possível lavar a corrente antes de lubrificar, é preferível então não lubrificá-la.

3) Aprendendo a “Ler” a corrente: O mais importante é aprender verificar a necessidade de lubrificação com um exame da corrente, que deve ser visual e pelo tato. Primeiramente no exame visual deve verificar se a corrente apresenta uma coloração de aspecto “úmido” e brilhante, não devendo estar sem brilho ou opaca. No exame de tato inicialmente deve-se sentir e confirmar se a corrente esta mesmo úmida, não devendo estar ressecada. A seguir deve-se colocar a mão no centro da área livre da corrente e verificar se a corrente movimenta-se livremente para cima e para baixo, não devendo estar “travada” ou com a movimentação pesada, ou seja, os conjuntos de elos e laterais devem movimentar-se normalmente, a seguir deve-se verificar se os elos estão girando facilmente nos seus eixos.

4) Como Lubrificar: Antes de qualquer coisa é muito importante ressaltar que a lubrificação da corrente deve ser feita de maneira planejada, acima de tudo deve-se prever um tempo de pelo menos quinze minutos para realizar essa tarefa, deve-se estar preparado com roupas adequadas, nunca se deve fazer sem planejamento e “correndo” pois esses serão os únicos fatores que irão conferir a lubrificação correta e adequada da corrente. Novamente cito minha experiência adquirida na lavagem, lembrando que corrente não deve estar muito suja, ou seja, com muito acumulo de lubrificação antiga, devendo estar razoavelmente limpa, caso contrario, a nova lubrificação não conseguira atingir a partes internas dos elos da corrente. O ideal é manter a mistura de Óleo e Graxa em uma lata com tampa, que quando aberta mantenha as bordas livres. Então se deve sentar ou deitar no chão, não tem jeito de fazer de outra forma, principalmente nas motos sem cavalete e com corrente escondida atrás do escape, lembrando que você vai aplicar na parte da corrente que fica abaixo do braço da balança traseira, a seguir com a ponta de uma escova de dente retire uma pequena quantidade da mistura, e espalhe levemente do lado superior corrente, da entrada do pinhão até as proximidades da coroa, após espalhar a mistura, comece a passar a escova com mais pressão, para todos os lados, acima e abaixo da corrente para que a mistura se espalhe da maneira homogenia em toda a área que se esta lubrificando. Para as motos que tem cavalete central basta girar pouco a pouco a roda traseira para que uma nova parte da corrente ainda não lubrificada apareça, e você repete todo o processo, normalmente repetem-se quatro ou cinco vezes até completar toda a corrente. Nas motos sem cavalete central (esportivas) a cada parte aplicada, deve-se levantar do chão, inclinar a moto sobre o corpo, girar a roda traseira e colocar no local adequado uma nova área da corrente a ser lubrificada. Nas motos custons , com corrente, ou motos muito pesadas, não tem jeito, deve-se a cada etapa andar com a moto para frente até que uma nova parte a ser lubrificada apareça.

5) Pouco, mas sempre: Os motociclistas fanáticos pela conservação da corrente acreditam que colocando um volume grande de óleo ou graxa na corrente ela já estará protegida. Muitos pegam a bisnaga de graxa e aplicam uma grande quantidade sobre a corrente de qualquer maneira sem espalhar e sem fazê-la penetrar nas partes internas da corrente. Esse procedimento , alem de não servir para conservar a corrente, ira fazer com que o excesso de lubrificação vá para a banda de rodagem do pneu, fazendo o motociclista correr o risco de levar um belo de um chão. Alem do mais vai sujar toda a roda, motor e quadro. Se quisermos realmente conservar a corrente temos que lubrificá-la com pouco lubrificante, de maneira adequada, com bastante freqüência.

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Saiba como preparar a suspensão da sua moto – Você sabe o que é pré-carga? E SAG? Descubra a importância de uma suspensão bem calibrada.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Muitos pilotos quando adquirem uma moto nova ou usada, nacional ou importada, para lazer ou participar de competições no motocross ou enduro, não tem idéia de como deve ser o ajuste das suspensões desta motocicleta.

Nem sempre este usuário é questionado pelo vendedor sobre seu peso, estatura e qual modalidade irá praticar. No meu ponto de vista esta pergunta deveria ser obrigatória, para que fosse feita uma regulagem nas suspensões de acordo com a utilização a que a motocicleta será submetida.

O que mais impressiona é saber que 40% dos pilotos não imagina que as suspensões necessitam dessas informações básicas para trabalhar corretamente e atingir uma ótima performance. Já presenciei casos como de um cliente que comprou uma Honda Tornado um modelo trail, portanto para uso misto, colocou os acessórios de pista e foi praticar motocross dizendo que a motocicleta estava se comportando 100% nos saltos e buracos.

Ou mesmo outro que há dois anos e meio andava com uma moto importada de 450cc nas trilhas e provas de enduro. Neste caso o problema é que ele tinha 110kg (portanto mais de 20kg a mais do que o peso para o qual o projeto de fábrica é indicado), mas para ele a moto era perfeita. Na verdade o ajuste desta suspensão poderia melhor muito o aproveitamento deste usuário, mas o vendedor jamais perguntou qual seria a utilização da moto (trilha ou motocross) e o peso do piloto, e sem orientação ela não passou por nenhum ajuste.

Outro caso mais delicado foi de um piloto que afrouxou toda a porca (pré-carga) que sustenta a mola traseira do amortecedor, para poder alcançar os pés no chão... neste caso a melhor opção sempre será alterar a altura da espuma do banco, mas jamais ter este procedimento que foi adotado, pois ele impede uma regulagem correta da suspensão.

Exemplos como este mostram o quanto os praticantes do off-road são carentes em informações e técnicas para o ajuste das suspensões. Nesta matéria
passamos as técnicas que devem ser adotadas na regulagem das molas da suspensão, o famoso SAG (Suspension Adjustments Gap), primeiro ajuste para um perfeito funcionamento das suspensões.

Conhecendo o procedimento procure um mecânico ou preparador de confiança e peça para ele fazer a regulagem do SAG na sua motocicleta. Independente da modalidade que será praticada ajustar o equipamento é fundamental para sua segurança e trará maior eficiência para o seu equipamento.

Lembre-se que este é só o primeiro passo para você colocar uma motocicleta nas pistas ou trilhas com uma performance adequada ao seu perfil. Se for constatado que o SAG está incorreto você terá uma suspensão trabalhando errada, portanto não deixe de fazer o ajuste.

A regulagem das suspensões é extremamente complexa e, depois desse passo inical, você ainda terá 8 passos a percorer em uma suspensão até entrar nas preparações especializadas envolvendo válvulas, fluídos, genéticas, hidraúlicos etc. O resultado final de seu trabalho no ajuste de uma suspensão é diretamente proporcional a sua capacidade de entender seu funcionamento.

Classificamos o ajuste do SAG em três fatores:

Pré-carga: A carga aplicada na mola com o amortecedor antes de instalado na moto, ou seja sem nenhum peso em cima dele.

SAG: O deslocamento verificado quando é colocado o peso do piloto (equipado) sobre a motocicleta.

SAG Livre: O deslocamento que uma suspensão apresenta quando é submetida ao próprio peso da motocicleta, sem o piloto.

Para regulagem do SAG (ajuste das molas das suspensões) devemos seguir os seguintes passos:

1 - Começamos pela suspensão traseira, que permite um ajuste simples e fácil da pressão da mola através da rosca localizada no alto do amortecedor. Com a moto em cima do cavalete, defina 2 pontos fixos para fazer a medição de uma linha imaginária, o mais vertical possível (por exemplo o eixo da roda e paralama ou o bico da ponteira de escapamento). É importante marcar (com uma caneta ou fita adesiva) o ponto exato onde será realizada a medição (foto 4).

2 - Ainda com a moto em cima do cavalete, meça a distância entre os 2 pontos fixos e anote (Distância 1).

3 - Retire a moto do cavalete. Em seguida o piloto deve subir na motocicleta com o equipamento de proteção completo (para atingir o mesmo peso do momento da pilotagem) ficando em pé sobre as pedaleiras. Faça o movimento de compressão, exercendo peso sobre a suspensão deixando ela retornar em seguida, repetindo por 3 vezes o procedimento. Meça novamente a distância entre os dois pontos fixos e anote (Distância 2). Importante: não se deve sentar nem apoiar no guidão durante a medição, o peso do piloto deve estar distribuido sobre as pedaleiras.

4 - Pegue o número encontrado na medição inicial (Distância 1) subtraia a Distância 2 e encontre o SAG exato (veja abaixo os números de SAG recomendados pelo preparador Valmir Polaco de acordo com a motocicleta e modalidade).

Para ajustar o SAG devemos atuar a Pré-carga da mola ou seja, se o SAG é maior do que o indicado devemos aumentar a Pré-carga da mola (apertando a rosca), se o SAG apresentado é menor que o indicado devemos diminuir a Pré-carga da mola (soltando a rosca).

Na suspensão dianteira é possível fazer o mesmo procedimento. Pode-se utilizar como ponto fixo o parafuso da mesa e o eixo da roda. Faça as medições assim como na suspensão traseira (primeiro com a moto no cavalete, depois com o piloto sobre a moto) e anote as medidas. A diferença é que neste caso, como não existe uma regulagem de rosca como da supensão traseira, é necessário colocar ou retirar um calço (interno) para encontrar o ajuste perfeito.

Medida do SAG (números recomendados pelo preparador Valmir Polaco)

Motocicletas Importadas
Enduro: SAG traseiro de 100 a 110mm
Rali: SAG traseiro de 98 a 103mm
Motocross : SAG traseiro de 95 a 105mm
Supercross: SAG traseiro de 90 a 95mm
Supermotard: SAG traseiro de 80 a 85mm
Veloterra: SAG traseiro de 85 a 90mm

Enduro: SAG dianteiro de 80 a 85mm
Rali: SAG dianteiro de 77 a 83mm
Motocross : SAG dianteiro de 75 a 80mm
Supercross: SAG dianteiro de 70 a 75mm
Supermotard: SAG dianteiro de 65 a 70mm
Veloterra: SAG dianteiro de 68 a 72mm

Motocicletas Nacionais (Calculo em percentagem do curso das suspensões)
Enduro: SAG traseiro de 42%
Rali: SAG traseiro de 41%
Motocross: SAG traseiro de 40%
Supermotard: SAG traseiro de 30%
Veloterra: SAG traseiro de 35%

Enduro: SAG dianteiro de 30%
Rali: SAG dianteiro de 28.5%
Motocross: SAG dianteiro de 27%
Supermotard: SAG dianteiro de 20%
Veloterra: SAG dianteiro de 25 %

SAG Livre Traseiro

O SAG livre traseiro aponta se realmente a mola é a ideal para a modalidade, peso do piloto e utilização que se pretende para a motocicleta, por isso deve ser medida após o ajuste do SAG.

1 - O primeiro passo é abrir os cliques do retorno da suspensão traseira nos modelo que possuem esta regulagem, caso das motos importadas. Não esqueça de contar os cliques para saber a posição exata em que está a regulagem, permitindo assim o retorno para mesma posição após o término do procedimento. Na sequência coloque a moto sobre um cavalete e meça a diferença entre os dois pontos fixos, Distância 1 (Foto 4).

2 - Retire a moto do cavalete e pressione a suspensão deixando-a retornar para então medir novamente a diferença entre os pontos fixos (Distância 2). Este procedimento deve ser realizado sem o piloto em cima da moto.

O resultado do SAG livre é igual a Distância 1 menos a Distância 2. Nas motocicletas importadas (com suspensões de grande curso) ele deve apresentar um valor de 16 a 26mm para as modalidades motocross, enduro e rali. No veloterra e supermotard o ideal é um número entre 10 e 20mm. Para as motos nacionais (que possuem um curso menor) o valor deve estar entre 14 e 24mm para motocross, enduro e rali. A medida para veloterra e supermotard é de 9 a 18mm.

Caso o SAG livre apresentado seja menor que esses valores é necessário montar uma mola mais dura. Apesar de parecer um contra-senso a explicação técnica é a seguinte: se o piloto for mais pesado é preciso aplicar uma pré-carga maior em cima da mola para obter um SAG perfeito. Ocorre que a energia devolvida pela mola também é maior e isso reflete no momento de se fazer o SAG livre, que acaba apresentando um número menor. A mola mais dura exigirá menos pré-carga mostrando no final um resultado maior no SAG livre.

Se os valores forem maiores é preciso montar uma mola mais mole. O raciocínio é o mesmo da situação inversa, pois a mola mais macia necessitará de mais pré-carga, resultando em um SAG livre menor.


Outras dicas importantes:

- É preciso tomar muito cuidado com as folgas das buchas e rolamentos de links que podem provocar medições incorretas. Quando necessário faça a substituição destas peças, pois elas são fundamentais para o perfeito funcionamento do sistema.
- O ajuste do SAG deve ser feito com frequência já que fatores como uma simples regulagem da corrente de transmissão alteram e influenciam a medida.
- Lembre-se: sempre que fizer um ponto de medição faça uma marca no local (referência para não errar o local na medição seguinte).

Valmir Polaco, além de preparador e piloto é proprietário da Polaco Preparações.

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Lubrificantes - Você sabe o tempo certo de trocar? Saiba que não é apenas o óleo do motor que deve ser trocado.

terça-feira, 12 de maio de 2009


Quando se fala em troca de lubrificante logo vem à cabeça o óleo do motor, mas a moto usa lubrificantes em vários componentes.

No motor, o óleo lubrifica as partes móveis, reduzindo o atrito e a temperatura. Já o óleo (ou fluido) da suspensão dianteira, além de lubrificar, funciona como elemento amortecedor, enquanto o óleo do freio e da embreagem serve como condutores de movimento, substituindo o cabo de aço.

Ele é apenas um meio para o acionamento, funcionando entre a alavanca e as pinças de freio ou platô da embreagem.


Não só o óleo do motor precisa ser trocado, mas os outros lubrificantes também, embora a maioria dos motociclistas se esqueça disso.

Por exemplo, o óleo da suspensão dianteira da Honda CG 150 Titan deve ser trocado a cada 9.000 km, já o fluido de freio de uma Yamaha XT 660, deve ser trocado a cada dois anos, independentemente de quilometragem.

Não deixe de verificar o manual da sua moto para se certificar do período correto para a troca dos lubrificantes.

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Cuidados com os freios - Saiba como manter em bom funcionamento os freios de sua moto.

sexta-feira, 8 de maio de 2009


Quem acredita no ditado que “moto foi feita para correr, não para brecar” está redondamente enganado. Assim como o motor, o sistema de freios é um componente essencial para a motocicleta.

Além de ter duas rodas a menos que os carros, as motocicletas têm pouca área de atrito entre os pneus e o chão, tornando a frenagem mais complexa. Mas o que fazer para garantir o bom funcionamento do sistema de freios?

O que realmente faz a motocicleta parar é a superfície em que o pneu está em contato. Nada adianta um freio potente se a moto está rodando em uma pista lisa feita sabão. A moto não irá parar e as chances de uma queda são grandes.

Tipos de freio

Em motos antigas ou de baixa cilindrada o sistema de freio utilizado é a tambor. Sua manutenção é mais barata, porém sofrem mais em condições adversas como chuva e freios mal regulados. Há o mito de que os freios a tambor são ineficazes. Mas se bem regulados funcionam tão bem quanto o sistema a disco.

No caso de entrar água dentro do tambor as lonas podem acumular sujeira e gerar ruídos durante a frenagem. Também há o risco de vitrificação da lona, ou seja: a lona perde a aspereza necessária para entrar em atrito com o cubo da roda, diminuindo o poder de frenagem. Para reverter essa situação, basta lixar as lonas com uma lixa de ferro para voltarem a ficar ásperas. O trabalho pode ser feito em casa ou na oficina.

Os freios a disco, utilizados em motos mais potentes, são compostos basicamente por pastilhas, pistão, fluido de freio e disco. Seu funcionamento é hidráulico. Ou seja, ao acionar o manete ou o pedal, o fluido de freio se move em direção a pastilha e “empurra” o pistão; esse, por sua vez move a pastilha para entrar em contato com o disco.

Motos com freios a disco oferecem uma resposta mais rápida que o sistema a tambor, mas o motociclista também gasta mais em sua manutenção. Por ficarem expostos os discos estão sujeitos a avarias.

Em uso constante, como por exemplo em uma longa descida de serra, os freios apresentam o tradicional “fading”, ou fadiga. As respostas ficam mais lentas em função da alta temperatura alcançada pelo fluido de freios, que pode evaporar e retardar o tempo de resposta do freio. Ou seja, motocicleta precisa de mais espaço para realizar a frenagem.


Dicas

Para manter o correto funcionamento dos freios, seguem algumas dicas para o motociclista poder fazer a manutenção em casa:

- Verificar e ajustar a folga dos manetes e pedais conforme o manual do proprietário da motocicleta;

- No caso de freio dianteiro a tambor é recomendável observar o estado do cabo de acionamento, se necessita de lubrificação ou troca.

- Ruídos metálicos vindos das rodas é sinal de que as pastilhas estão gastas e podem danificar os discos;

- No caso de freios a tambor, conferir a regulagem dos freios próxima ao cubo das rodas;

- Regular a “altura” do manete conforme a preferência do piloto, em motos com regulagem do manete;

- Verificar o nível de fluido de freio em motos com freio a disco;

- Conferir se o sistema de freios produz algum ruído incomum. É sinal de avarias no sistema;

- Colocar a motocicleta no cavalete central (se tiver) e girar as rodas para conferir se há algum empeno nos discos;

- Freios com acionamento “borrachudo” muitas vezes tem solução realizando sangria do sistema de fluido de freio.


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Bolhas e pára-brisas para motos funcionam ou não?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Todas as vezes que percebo as pessoas falando sobre bolhas para motos surgem algumas dúvidas como:

1. É bom para usar na cidade?
2. Protege somente o piloto ou também o garupa que vai numa posição mais elevada?
3. Aumenta o consumo de combustível?
4. Muda o comportamento da moto, devido à alteração aerodinâmica? Influencia no "peso" da frente e na frenagem?

Vamos as respostas:

1. Para uso na cidade, a bolha tem função praticamente estética, mas ajuda um pouco nas localidades em que faz frio e garoa. Na estrada, a bolha ou pára-brisas, são de suma importância.
2. O carona também pode ser favorecido dependendo do estilo da bolha e do ângulo de instalação.
3. Não há estudos, nem relatos, sobre o aumento do consumo de combustível.
4. Não influência no peso, pois o peso da bolha é irrelevante. Não foi observado nenhum aspecto referente a frenagem. Já na estabilidade e vantagens, podemos fazer as seguintes considerações:
Sem bolha: dificulta a viagem, pois a mesma torna-se estressante. Após uma determinada distância percorrida, que varia de piloto para piloto, os braços ficam mais doloridos ao suportar a resistência do vento que incide direto no peito, dificuldade esta que pode ser aumentada em caso de viajar contra o vento. O capacete, a viseira, as luvas e a jaqueta viram "cemitério de mosquito".

Bolha grande:Dificulta a viagem. Proteje contra o vento, chuva fina e insetos, porém gera turbuência, deixando a frente da moto instável, exigindo uma pilotagem muito mais cautelosa. Além disso, nas motos com menos de 50cv ela funciona como um "freio-aerodinâmico", segurando a moto, principalmente quando se está contra o vento. São indicadas para as motos custom "parrudas", que são pesadas o suficiente para não sofrer instabilidade e potentes o suficiente para vencer a resistência aerodinâmica.

Por fim as bolhas pequenas ou pára-brisas médios são os melhores para viagem, pois proporcionam boa proteção contra o vento, insetos e chuva leve e ao mesmo tempo não desfavorecem a aerodinâmica, tendo como funções básicas desviar o fluxo de ar para os lados e principalmente para cima.


A maneira mais adequada de instalar a bolha coloca-la de forma que fique "paralela" à suspensão dianteira, mantendo um ângulo de inclinação o mais próximo possível do ângulo de inclinação das bengalas.

Para diminuir a turbulência na parte inferior da bolha ou pára-brisas, é importante que a distância da base da bolha ao copo do farol seja próxima dos 2 cm. Distâncias maiores ou menores geram turbulências maiores.

Vale a pena encerar a bolha ou pára-brisas. Para tal, vale a pena utilizar a mesma cera usada para motocicletas, a fim de facilitar o escoamento da água da chuva, bem como na remoção dos cadáveres de insetos.

Bem, espero que essas dicas ajudem na hora da escolher entre viajar com ou sem uma bolha, até a próxima.

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Livro - Motos dos Sonhos, As 62 Motocicletas mais desejadas do planeta.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Para você que adora motos e que gosta de estar sempre por dentro das novidades, chegou o livro Motos dos Sonhos. Nele você vai encontrar as 62 motocicletas mais desejadas de todo o planeta. O livro é da Editora Europa, tem 144 páginas e é em português.


O que você esta esperando para ter esse super livro com as mais lindas motos?

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Super Dicas - Saiba como lavar sem prejudicar sua moto.

quinta-feira, 2 de abril de 2009


A conservação de sua moto é algo que além de valorizar, ainda proporciona um bem estar a quem a conduz. Pensando nisso, vamos dar algumas dicas de como lavar sua moto sem que aconteça nenhuma surpresa como manchas indesejadas ou mau funcionamento de alguns componentes.

Como lavar sua motocicleta?

Nunca lave sua motocicleta exposta ao sol e com o motor quente. A temperatura afeta a química dos produtos e pode ocasionar em pequenas manchas na pintura. O choque térmico pode afetar a resistência das ligas dos metais utilizados nos componentes.
Lave o tanque, assento, tampas laterais e pára-lamas com água e detergente neutro. Use um pano limpo e macio. Enxugue a motocicleta completamente com um pano limpo e macio.

Se você possui para brisa ou bolha na moto, limpe-os com um pano macio ou esponja com bastante água. Seque com um pano macio. Remova pequenos riscos com cera de polimento para plásticos.

Evite pulverizar água sob alta pressão nos seguintes componentes ou locais:

- Cubos das rodas
- Saída do escapamento
- Sob o assento
- Interruptor de ignição
- Interruptores do guidão
- Corrente de transmissão
- Sob o tanque de combustível
- Painel de instrumentos
- Carburador
- Reservatório do fluído de freio
- Carenagem

Não remova a poeira com um pano seco pois, a pintura será riscada.
Se necessário, aplique cera protetora nas superfícies pintadas ou cromadas. A cera protetora deve ser aplicada com um algodão especial ou flanela, em movimentos circulares e uniformes.

ATENÇÃO

A aplicação de massas ou outros produtos para polimento danifica a pintura.
Imediatamente após a lavagem, lubrifique a corrente de transmissão e os cabos do acelerador, do afogador e da embreagem.
Ligue o motor e deixe-o funcionando por alguns minutos.

CUIDADO

A eficiência dos freios pode ser afetada após lavagem da motocicleta. Tenha cuidado nas primeiras frenagens.

Equipamentos para lavagem

Ao utilizar equipamento de alta pressão de água para lavar a motocicleta, observe os cuidados para a correta aplicação do equipamento. O jato direto e alta temperatura podem danificar componentes da motocicleta. A alta pressão provoca o desprendimento de faixas e adesivos, graxas dos rolamentos da coluna de direção e da articulação da suspensão traseira e também a pintura. Evite aplicar detergentes alcalinos/ácidos, os quais são altamente prejudiciais às peças zincadas e de alumínio.

Fique ligado nessa seção! O Super Dicas fica por aqui, até a proxima dica esperta para sua moto e um forte abraço.

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