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11 Dicas para pilotar sua moto na chuva.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Há anos não chovia tanto. Para se ter uma ideia, o mês de janeiro de 2010 foi o mais chuvoso em 15 anos, segundo levantamento do Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE) da prefeitura de São Paulo. A chuva acumulada ficou acima dos 419 milímetros. Muitos se perguntam o que quer dizer essa medição, e aí vai a resposta: cada milímetro corresponde a um litro de água por metro quadrado. Mistério resolvido, vamos para o que mais importa, as motos.

Chuva sempre requer uma pilotagem mais segura e o dobro de cuidado. Mas isso é conselho antigo, outros itens também devem receber igual ou maior atenção quando um aguaceiro começa a se formar no horizonte.
Tomás André Santos é consultor em integração de sistemas contábeis, especialista em limpeza e conservação de motocicleta, com mais de 4000 lavagens, e motociclista há mais de 35 anos, enumera alguns itens a serem seguidos.

1º. O início da chuva

Seja fraco ou forte, o início da chuva é o momento mais crítico. Na pista, assim que começa a chover, formam-se misturas de água com resíduos de óleo, combustível e sujeira, que normalmente acabam pingando dos veículos. Essas misturas formam combinações muito perigosas e escorregadias, que comprometem totalmente a aderência dos pneus com o solo, que só será “lavada” pela própria chuva após alguns minutos de dilúvio.

2º. Tome rapidamente suas decisões

É comum quando a chuva começa repensarmos nossa rota, muitas vezes optamos por não continuar com o mesmo trajeto. Decida-se e redefina rapidamente seus objetivos, não fique na dúvida, pois ela poderá gerar uma ansiedade prejudicial às nossas decisões de pilotagem.

3º. Freios e pneus

Cuidado, pois o sistema de freios fica parcialmente comprometido. Existe uma boa redução da eficiência dos componentes do freio com a umidade. Por causa da água, os pneus também perdem parte de sua aderência.

4º. Adversidades

Além dos fatores técnicos e mecânicos, a chuva gera outras condições adversas. Procure não fazer manobras ou freadas bruscas, pois o risco de derrapagem é grande. Se você sentir que a motocicleta está “dançando” um pouco na pista, diminua a velocidade, ela deverá ganhar peso e os pneus voltarão a tocar o solo com mais firmeza.

5º. Visibilidade

Com chuva, procure pilotar de forma bem “burocrática”, ou seja, ande somente na frente e na traseira dos carros, pois dessa forma você se tornará mais visível. Lembre-se que os motoristas, por causa da cortina de água da chuva e dos vidros embaçados, também estarão com dificuldades de visão. Mantenha o farol na “luz alta” o tempo todo, isso irá melhorar um pouco sua visão, e os outros veículos também terão uma boa visibilidade da sua motocicleta. Se estiver em movimento, não ligue o pisca-alerta, esse tipo de iluminação só deve ser acionado se a moto estiver parada.

6º. Alternância entre locais secos e molhados

Um problema muito comum, mas pouco observado e identificado pela maioria dos motociclistas é a alternância entre locais secos e molhados. Fator que ocorre em virtude dos viadutos, das árvores e de marquises avançadas. Esse fenômeno gera uma deficiência da pilotagem. Instintivamente, o piloto acredita que se encontra em um piso com determinada característica, e sem que ele perceba, esse padrão de umidade muda bruscamente e compromete toda a segurança.

7º. Perigos escondidos

Outro problema muito comum em dias de chuvas intensas é que em determinados locais a água sobe mais que o nível do solo e acaba escondendo grandes buracos, que são verdadeiras armadilhas para as motocicletas. Para evitar esse problema, procure sempre transitar pelo local onde a maioria dos veículos e motocicletas está passando.

8º. Capacete e viseira

Na chuva, é necessário abaixar totalmente a viseira, o que normalmente poderá embaçar. Mantenha abertas todas as entradas de ar de seu capacete. Esse é um dos motivos que justificam a utilização de equipamento de boa qualidade e com a viseira totalmente limpa e tratada com produtos antiembaçantes.

9º. Faixas brancas de sinalização

Um cuidado redobrado deve-se ter com as famosas faixas brancas na pista de sinalização de trânsito. Sem chuva, elas já derrubam muitos motociclistas, com temporais é praticamente impossível se manter sobre elas. Em hipótese alguma transite em alta velocidade no mesmo sentido dessas faixas, em especial nas curvas. Procure sempre cruzá-las, que é mais seguro.

10º. Conservação e qualidade dos pneus

As chuvas são um daqueles momentos que percebemos a verdadeira importância de se adquirir pneus de boa qualidade, e também de não utilizar pneus que já atingiram seu desgaste total. Cuidado também com alguns pneus que são normalmente comercializados como “pneus de chuva”, pois na realidade não são. Estes irão dar uma falsa sensação de segurança.

11º. Não cometa imprudências

Ninguém pode garantir uma conduta segura debaixo de chuva. Existem muitas variáveis a serem analisadas, como o tipo de motocicleta, o piso, a quantidade de água, as condições locais, a forma de condução, entre outras. Se você perceber que sua guerreira não responde perfeitamente aos seus comandos ou se sente inseguro, não pense duas vezes, pare imediatamente, ligue o pisca-alerta, e aguarde a situação do tempo melhorar.

Boa pilotagem e até a próxima!

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Dicas do TAS - Não troque o pneu da moto na véspera da viagem.

quarta-feira, 31 de março de 2010

RevistaExtreme.com | Moto com pneu de tênis.

Já escutei diversos relatos de motociclistas, que saíram de viagem, e tiveram problemas com os pneus novos recém trocados. A troca do pneu da motocicleta envolve muitos aspectos importantes que devem ser observados, como:

1. Adaptação ao novo pneu colocado:

Quando o novo pneu colocado não é da mesma marca ou do mesmo modelo do pneu que anteriormente estava na motocicleta, o motociclista necessitara de um tempo para acostumar-se com o mesmo.

2. Qualidade do pneu colocado:

O pneu recém colocado pode vir com defeito de fabricação, esse defeito pode comprometer sua eficiência e segurança, ou então pode ocasionar vazamentos de ar.

3. Qualidade do serviço de montagem do Pneu:

É comum ocorrerem falhas na montagem dos pneus, que poderão também ocasionar vazamentos de ar.

4. Serviço de balanceamento das Rodas:

O balanceamento de rodas é outro serviço que também deve ser bem testado, pois se não for bem feito poderá comprometer a pilotagem.

IMPORTANTE:

Dessa forma o correto é fazer a troca do pneu no mínimo entre uma semana a quinze dias antes da viagem. É aconselhável também fazer um teste em rodovia para ver se a montagem do novo pneu ficou perfeita.

Lembre-se que se ocorrer problemas na viagem você poderá perder horas ou até dias em sua viagem com problemas gerados na troca dos pneus.

Se possível, após a troca dos pneus, antes da viagem, faça uma lavagem detalhada em sua motocicleta, essa atividade servira como uma inspeção na moto. Não se esqueça também de renovar a lubrificação dos cabos e da corrente de transmissão.

Boa Viagem!

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Conservação da Motocicleta em tempos de chuva.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Estamos passando por um período com elevado volume de chuvas, muitas regiões estão batendo recordes consecutivos em volume pluviométrico, o que propicia a ocorrência de fatores prejudiciais à conservação da motocicleta, como:

- Redução drástica da utilização das motocicletas.

- Motocicletas guardadas sujas e úmidas em garagens sem ventilação.

- Umidade relativa do ar em níveis muito elevados.

No caso da motocicleta guardada suja, os micros pontos de sujeira irão funcionar como retentores de umidade, iniciando um processo deterioração e oxidação dos componentes, que se agrava mais ainda pela falta do uso, pois sem ventilação não existe redução da umidade nesses micro-sedimentos. É como se residíssemos em cidades litorâneas onde existe a constante maresia.

Tenho observado recentemente em muitas motocicletas que lavo uma oxidação muito elevada, em especial nos cromados.

As motocicletas com muitos cromados têm apresentado índices de oxidação muito rápida, se comparar os últimos meses com períodos semelhantes de anos anteriores.

Providencias simples podem ser tomadas, como: não guardar a motocicleta suja, rodar mais com a motocicleta e deixa-la sempre em local seco e arejado.

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Dicas do TAS: Pilotando na chuva

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A quem se destina:

Esta matéria apresenta orientações praticas e objetivas destinadas aos motociclistas que usam suas motocicletas no dia-a-dia, para lazer ou trabalho, preferencialmente em transito urbano. Esta matéria não tem a pretensão de fazer orientações detalhadas com técnicas apuradas para condução esportiva em situações de pista com chuva.

As primeiras providencias:

Assim que começar a chover, com bastante calma, desacelere sua motocicleta, mantenha uma distância maior do veículo que está a sua frente. Redobre os cuidados com outros veículos e com pedestres, quando a chuva começa é comum acontecer àquele típico corre-corre de veículos e pessoas.

O inicio da chuva:

Seja fraca ou forte, o início da chuva, é o momento mais crítico. A pista, assim que recebe o início das águas da chuva proporciona a formação de misturas de água, resíduos de óleo, combustível e sujeira que normalmente acaba pingando dos veículos. Essas misturas formam combinações muito perigosas e escorregadias, que comprometem totalmente a aderência dos pneus com o solo, que só será “lavada” pela própria chuva após alguns minutos de chuva mais intensa.

Tome rapidamente suas decisões:

É comum quando a chuva começa, repensarmos nossa rota, muitas vezes optamos por não continuar com o mesmo trajeto. Decida-se e redefina rapidamente seus objetivos, não fique na duvida, pois essa duvida poderá gerar uma ansiedade prejudicial às nossas decisões de pilotagem. Se estiver com a capa de chuva na motocicleta, encontre um local adequado e coloque a capa imediatamente, pois a preocupação em proteger a roupa e o corpo das águas da chuva também afeta nossa atenção.

Os freios os pneus:

Cuidado com os freios, pois o sistema de freios fica parcialmente comprometido, existe uma boa redução da eficiência dos componentes do freio com a umidade. Por causa da água os pneus também perdem parte de sua aderência.

Adversidades:

Alem dos fatores técnicos e mecânicos a chuva gera também uma grande quantidade outras condições adversas. Com a chuva os veículos reduzem a velocidade o transito fica lento, que por sua vez aumentam a necessidade de frenagens rápidas. Procure não fazer manobras ou freadas buscas, pois o risco de derrapagem é grande. Se você sentir que a motocicleta está “dançando” um pouco na pista, diminua a velocidade, a motocicleta devera ganhar peso e os pneus voltarão a tocar o solo com mais firmeza.

A visibilidade:

Com chuva procure pilotar de forma bem “burocrática”, ou seja, ande somente na frente e na traseira dos carros, evite as laterais, pois dessa forma você se tornara mais visível. Lembre-se que os motoristas dos veículos, por causa da cortina de água da chuva e dos vidros embaçados, também estarão com dificuldades de visão. Mantenha o farol na “luz alta” o tempo todo, isso irá melhorar um pouco sua visão, e os outros veículos também terão uma boa visibilidade da sua motocicleta. Se estiver em movimento não ligue o pisca alerta, esse tipo de iluminação só deve ser acionado se a motocicleta estiver parada. Faça uso dos espelhos retrovisores antes de fazer qualquer conversão, fique atento ao movimento dos outros veículos.

Alternância de locais secos com molhados:

Um problema muito comum, mas pouco observado e identificado pela maioria dos motociclistas é alternância entre locais secos e molhados. Fator que ocorre em virtude dos viadutos, das arvores, de marquises avançadas, etc. Esse fenômeno gera uma deficiência da pilotagem, instintivamente o piloto acredita que se encontra em um piso com determinada característica e sem que ele perceba, esse padrão de umidade muda bruscamente e compromete assim toda a segurança da pilotagem.

Perigos escondidos:

Outro problema muito comum em dias de chuvas com muito volume é que em determinados locais esse volume faz a água subir mais que o nível do solo e acabam escondendo grandes buracos que são verdadeiras armadilhas para as motocicletas. Para evitar esse problema procure sempre transitar pelo local onde a maioria dos veículos e motocicletas estão passando.

O capacete e a viseira:

Com chuva os complicadores para a pilotagem se multiplicam, sendo importante também à qualidade do capacete e o estado de conservação e limpeza da viseira, na chuva é necessário abaixar totalmente a viseira o que normalmente poderá embaçar a viseira. Mantenha abertas todas as entradas de ar de seu capacete. Esse é um dos motivos que justificam a utilização de capacetes de boa qualidade e com a viseira totalmente limpa e tratada com produtos anti-embaçantes.

Faixas brancas de sinalização:

Um cuidado redobrado deve-se ter com as famosas faixas brancas na pista, de sinalização de transito, sem chuva elas já derrubam muitos motociclistas, com chuva é praticamente impossível manter-se sobre elas, em hipótese alguma transite em alta velocidade no mesmo sentido dessas faixas em especial nas curvas, procure sempre cruzá-las, é mais seguro.

A conservação e a qualidade dos pneus:

As chuvas são um daqueles momentos que percebemos a verdadeira importância de se adquirir pneus de boa qualidade, e também de não utilizar pneus que já atingiram seu desgaste total. Cuidado também com alguns pneus que são normalmente comercializados como pneus de chuva, mas na realidade não são. Pois esses pneus irão dar uma falsa sensação de segurança.

Não cometa imprudências:

Ninguém pode garantir uma conduta segura debaixo de chuva, existem muitas variáveis a serem analisadas, como o tipo de motocicleta, o piso, a quantidade de água, as condições locais, a forma de condução, etc. Se você perceber que sua motocicleta não está respondendo perfeitamente aos seus comandos ou você sente-se inseguro, não pense duas vezes, pare imediatamente, ligue o pisca alerta, e aguarde a situação do tempo melhorar.

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Dica do TAS - Como conservar sua moto caso seja necessário parar por um longo ou curto período de tempo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A motocicleta deve ser utilizada diariamente. Não fique muito tempo sem utilizar sua motocicleta. Um dos fatores mais importantes para a conservação das motocicletas é o seu uso freqüente. Deixá-la sem uso por um certo tempo é prejudicial para diversos componentes como: pneus, tanque de combustível, carburadores, filtros, conjunto de transmissão secundaria, bateria, e outros. Caso seja realmente necessário manter sua motocicleta em inatividade por um certo período observe as seguintes dicas, conforme o período de tempo estimado que a motocicleta for ficar parada.

Orientações básicas para qualquer período de tempo:

Troque o óleo do motor e o filtro de óleo e faça a motocicleta funcionar por alguns segundos antes de deixá-la totalmente parada.

Lave a corrente, coroa e pinhão, com a mistura de sabão liquido e querosene, até que seja removida toda lubrificação antiga. Seque bem esses componentes com compressor e deixe um pouco sob a ação do sol. Em seguida lubrifique muito bem utilizando um pincel ou escova de dente toda a corrente de transmissão com óleo SAE 90. É importante o óleo fique envolvendo totalmente a corrente, pois os locais que ficarem sem a proteção do óleo irão enferrujar.

Faça uma lavagem detalhada e completa na motocicleta. Seque bem as partes de difícil acesso com compressor, seque as demais peças com panos secos e limpos e deixe um pouco no sol. A seguir aplique uma camada de cera a base de carnaúba em todas as superfícies pintadas e cromadas.

Lubrifique internamente com óleo todos os cabos de controle.

Alguns parafusos ou componentes metálicos da moto, por não serem originais ou pela idade tem tendência a oxidar com mais facilidade, identifique esses parafuso e com um pincel aplique uma graxa lubrificante de boa qualidade ou óleo de motor sobre eles.

Faça a calibragem os pneus com as pressões recomendadas pelo fabricante. Apóie a motocicleta sobre o cavalete central, e utilize um calço de modo que os pneus não toquem o solo.

Se cães ou gatos tiverem acesso ao local onde a moto for ficar parada, então encha quatro garrafas pets de 2 litros com água mantendo uma em cada lado das laterais das rodas. Isso fará com que esses animais façam suas necessidades nas garrafas e não nas rodas.

Deixe o motor esfriar de um dia para outro e então cubra a motocicleta com uma capa apropriada, não utilize capas plásticas, pode ser até um lençol, que é mais recomendado porque a motocicleta poderá “respirar”. Guarde-a em local seco e arejado e que tenha alterações mínimas de temperatura. Nunca deixe guardada em local que ela fique exposta diretamente ao sol.

Períodos curtos (menores que trinta dias):

Complete o tanque de gasolina até no maximo que puder, feche bem a tampa e mantenha a torneira de combustível na posição Of.

Solte os terminais dos cabos da bateria, envolvendo-os com graxa, recoloque os parafusos nos pólos da bateria e recubra com graxa os dois pólos da bateria. Se necessário complete o nível do eletrólito.

Períodos longos (superiores há trinta dias):

Esvazie o tanque de combustível e drene o carburador. Pulverize no interior do tanque um produto anticorrosivo e feche bem a tampa. Nesse caso a drenagem do carburador é muito importante para evitar que o combustível se deteriore e comprometa o funcionamento perfeito do motor quando a motocicleta voltar a ser utilizada. Lembrando que a gasolina é altamente inflamável, não esqueça de tomar todos cuidados necessários para evitar incêndios durante essas atividade com o tanque e o carburador.

Remova a vela de ignição e coloque uma pequena quantidade (15 a 20 cm³) de óleo de motor limpo no interior do cilindro. Acione o motor de partida durante alguns segundos para distribuir o óleo e reinstale a vela de ignição. Para prevenir danos no sistema de ignição, quando acionar a partida, o interruptor de emergência deve ser colocado na posição Off e a vela de ignição colocado no supressor e encostada no cilindro (aterrada).

Solte os terminais dos cabos da bateria, envolvendo-os com graxa, recoloque os parafusos nos pólos da bateria e recubra com graxa os dois pólos da bateria. Se necessário complete o nível do eletrólito. Remova a bateria e guarde-a em um local que não esteja exposto a temperaturas muito baixas ou a raios diretos do sol. Passe a verificar o nível do eletrólito e recarregar a bateria uma vez por mês. Se possível, reveja periodicamente a calibragem dos pneus.

Ao voltar a utilizar a motocicleta:

Execute uma lavagem completa e detalhada na motocicleta, não esquecendo de remover com querosene a lubrificação de graxa ou óleo feita para proteção de algumas peças ou parafusos.

Troque o óleo do motor caso a motocicleta tenha ficado parada por um período superior a quatro meses.

Verifique a calibragem dos pneus, deixando-os com a pressão recomendada pelos fabricantes.

Verifique o nível do eletrólito da bateria. Se necessário, faça a recarga da bateria usando carga lenta.

Caso o período foi muito longo e o tanque de combustível foi drenado, com um pouco de gasolina lave o interior do tanque de combustível e abasteça-o com gasolina nova de boa qualidade.

Após fazer a motocicleta funcionar novamente, execute um teste conduzindo a motocicleta em baixa velocidade em local seguro e afastado do tráfego.

Detalhe importante sobre a Gasolina:

A discussão sobre a vida útil da gasolina é enorme. Segundo alguns, por ser derivada de petróleo ela tem validade infinita. Mas todos concordam que com o passar do tempo ela perde bastante seu poder de combustão. Somente sua armazenagem a vácuo em local não corrosivo consegue manter suas características por mais tempo. Em muitas discussões tem se chegado a um consenso da validade que leve em conta seu poder de combustão num período estimado entre três meses a dois anos. Nos automóveis e nas motocicletas o problema fica por conta dos diferentes tipos de metais e materiais onde ela tem contato. Na pratica a ação química dela com esses materiais é que poderá comprometê-la, iniciando o processo de corrosão desses locais. Importante ressaltar que estamos falando de gasolina de boa qualidade, se a mesma for adulterada e estiver com solventes, então a coisa é bem mais complicada. Por segurança, resolvi então estipular o prazo acima na faixa dos trinta dias, mas acredito que ela pode ficar armazenada por mais tempo no tanque, desde que a gasolina seja de boa qualidade, e que o tanque esteja completamente cheio e bem vedado.

Tomás André dos Santos – Tasmotos

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Novo colunista na revista Extreme. Tomás André Santos mais conhecido como TAS Motos um mestre nas técnicas de conservação de motos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

TAS Motos nosso novo colunista

Essa semana recebi um email com algumas dicas de conservação para motocicletas, li todo o conteúdo da mensagem e confesso que fiquei impressionado com a riqueza de detalhes descritos no texto.

Vi como era importante aquele conteúdo e tive a idéia de mandar um email ao autor do texto pedindo autorização para divulgar o conteúdo em nossa revista. No meio da mensagem, me veio uma idéia ainda melhor por que não convidar o Tas para escrever uma coluna em nossa publicação. Teria os textos legais e ainda por cima ganharia um novo parceiro.

Escrevi o email meio desacreditado, pois achava que ele não aceitaria a proposta porem, para minha grata surpresa ele aceitou e hoje tenho o prazer de anunciar nosso novo parceiro de conteúdo e o lançamento de mais uma coluna que vai se chamar "Dicas do TAS". Conheça um pouco de sua história:

Meu nome é Tomás, tenho 54 anos, ando de motocicleta a quase quarenta, ou seja, desde minha juventude. Quando subo numa motocicleta me sinto como um adolescente.
Nós motociclistas somos pessoas abençoadas por Deus, pois na rudez de se pilotar uma moto, onde muitos só conseguem ver coisas ruins, nós conseguimos com a mais simples e pura emoção, sentir a felicidade total. Muitas outras vantagens caracterizam os motociclistas, como o elevado senso de companheirismo; e um prazer enorme em “curtir” e cuidar da nossa motocicleta.

Tenho três filhos, a do meio é a Bruna Teresa minha filha com Síndrome de Down, tem 27 anos é minha inseparável garupa. Por causa dela fundei e dirijo uma ONG para pessoas com Síndrome de Down que se chama “Felicidade Down”. Também sou conselheiro do Gpaci - Hospital do Câncer Infantil de Sorocaba, e tenho ligação com a Pro-Ex de Sorocaba, entidade para pessoas com necessidades especiais onde minha esposa é voluntária.

Trabalho como consultor na área contábil, e a quase oito anos executo um trabalho paralelo de lavagem artesanal e personalizada de motocicletas para amigos, que me deram muita experiência e conhecimento e que gosto de compartilhar com todos amigos motociclistas. E ainda me sobra tempo para aparecer nos pontos de encontro dos amigos motociclistas aqui em Sorocaba.

Acho que é isso, na coluna "Dicas do TAS" vou dar ênfase a Conservação, Manutenção, Pilotagem e Lavagem de Motocicletas, mas estarei falando de tudo um pouco, sobre motos, sobre pessoas com Síndrome de Down, e sobre crianças com câncer infantil.

Abraços,

Tomas André dos Santos - TASmotos

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