Radar, instalação de equipamentos de fiscalização crescem junto com as infrações no trânsito.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Você respeita as velocidades máximas permitidas nas rodovias de São Paulo? Respeita as indicações das placas presentes nas estradas e nas ruas? Nas grandes rodovias, as velocidades regulamentadas são iguais ou acima de 80 km/h. Geralmente existem placas que informam a existência da fiscalização eletrônica entre 1 km e 2 km antes do ponto onde se localiza o radar. Nas estradas abaixo de 80 km/h, a distância dos equipamentos é entre 300 m e 1 km.
Alguns motociclistas questionam sobre os radares que ficam escondidos atrás das placas de sinalização ou barreiras de concreto. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER) é uma forma de proteção encontrada contra danos ao patrimônio, atropelamentos, entre outras agressões públicas. O DER, garante que a altura ou a localização dos dispositivos não tem o propósito de ocultação do equipamento.
O principal objetivo dos radares é controlar as velocidades dos condutores e diminuir o índice de acidentes no trânsito. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a lei não será cumprida se não existir uma fiscalização eficiente.
Mais palha na fogueira!
Nos próximos meses, os motociclistas serão intensamente mais vigiados nas áreas rurais do que no trânsito urbano de São Paulo, pois foi lançada uma licitação pelo governo Lula que tem como propósito instalar 2696 radares nas estradas, quebrando o recorde do setor no País.
Segundo a Associação Brasileira de Monitoramento e Controle Eletrônico de Trânsito (Abramcet), os radares irão registrar o excesso de velocidade, avanço de semáforo vermelho e parada sobre a faixa de pedestre. Esses equipamentos deverão detectar 3,47 milhões de infrações por ano, uma a cada nove segundos.
As estradas federais vão ganhar em média um radar a cada 23 km. Em São Paulo a prefeitura mantém hoje um a cada 41 km. O número de radares será 600% superior ao que era mantido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e que foi desativado há dois anos.
As rodovias Régis Bittencourt e Fernão Dias estarão fora, mas haverão radares no trecho federal da Rio-Santos. Os radares devem entrar em operação até o início do ano que vem. Atualmente, a Polícia Rodoviária Federal possui 62 radares móveis para a fiscalização de velocidade nas diversas rodovias estaduais paulistas.
Falando nisso...
Para onde vai o dinheiro das multas?
O poder público perdeu credibilidade com a população por não cumprir com as obrigações previstas em lei. O investimento que deveria ser feito com os recursos arrecadados das multas para melhoria e segurança do trânsito não tem sido utilizado de forma compensatória.
A União, desde 1998, deixou de investir R$ 1,6 bilhão em obras viárias. A verba foi congelada tanto na gestão tucana de FHC como na petista de Lula. Já para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o dinheiro das multas tem sido destinado ao fundo municipal de multas e a verba revestida para investimentos na área de sinalização, fiscalização e educação no trânsito.
O presidente do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres da Silva, admite que esse congelamento é prejudicial, mas afirma que neste ano há perspectiva de mudança.
Via Expressa - Tipos de Radares
FIXOS: Existem 121 equipamentos instalados e em operação. Entre os que estão funcionando, 72 são dotados do sistema de Leitura Automática de Placas – LAP, que permite a fiscalização do rodízio municipal de veículos. Além disso, outros 52 radares fixos estão em fase de contratação pela Secretaria Municipal de Transportes, totalizando 175 equipamentos deste tipo.
ESTÁTICOS: Os chamados “radares móveis”. São 13 equipamentos funcionando em sistema de rodízio em 81 locais pré-estabelecidos. A contratação de outro lote com mais 13 radares estáticos está em licitação pela Secretaria Municipal dos Transportes (SMT). Total previsto: 26 radares estáticos.
LOMBADAS: Atualmente, são cem lombadas eletrônicas em operação na cidade. A SMT realizou licitação e contratou 153 novas barreiras eletrônicas (sendo 31 com LAP) que irão substituir os equipamentos antigos. Essas novas lombadas já estão em fase de instalação, sendo que 68 já estão em operação (nove com LAP).
ZMRC: São nove equipamentos em operação na cidade que por possuírem LAP estão aptos a fiscalizar a Zona de Máxima Restrição de Caminhões (ZMRC), Zona de Máxima Restrição de Fretamento (ZMRF) e o rodízio municipal de veículos. Outros 51 equipamentos deste tipo (totalizando 60 radares) serão instalados até outubro.
REFIS: São 127 Registradores Fotográficos de Infrações no Semáforo (autuam os veículos que ultrapassam o semáforo vermelho).
REIFEX: São 47 Registradores Fotográficos de Invasão em Faixas Exclusivas (autuam os veículos que invadem os corredores exclusivos de ônibus).
Com a utilização dos equipamentos com LAP, o índice médio de obediência ao rodízio passou de 85% para 89%, no pico da manhã, e de 78% para 82% no pico da tarde, em 2007.
Se liga!
Total de radares em operação na cidade de São Paulo:
• 121 - FIXOS
• 13 - ESTÁTICOS
• 100 - BARREIRAS ELETRÔNICAS
• 9 - ZMRC
• 127 - REFIS
• 47 - REIFEX
Total: 417 EQUIPAMENTOS
Fonte: Cia. de Engenharia de Tráfego – CET
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